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Gestão de viagens corporativas

# 50 dados e estatísticas de viagens corporativas para planejar 2027

O que o Radar Business Travel 2026 e o GBTA Business Travel Index revelam sobre orçamento, política, operação e IA nas grandes empresas brasileiras.

[Luiz Moura](https://www.govoll.com/blog/author/luiz-moura)

 out. 14, 2026

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Os dados e estatísticas de viagens corporativas de 2026 mostram um mercado que cresce rápido e uma gestão que ainda não acompanha esse ritmo.

O Brasil tem a maior projeção de crescimento de gastos entre as 15 maiores economias do mundo, segundo o GBTA Business Travel Index 2026. Ao mesmo tempo, 85% das grandes empresas brasileiras dizem ter política formal de viagens, mas a aderência medida em transações reais fica em 56%.

Reunimos aqui os números mais relevantes para quem gere viagens, despesas e compras, organizados por tema e com a fonte de cada um.

A base principal é o Radar Business Travel 2026, estudo da VOLL em parceria com a PANROTAS, com benchmark internacional do GBTA Business Travel Index 2026, viabilizado pela Visa. Você encontra também dados públicos da ANAC e da ABRACORP para contextualizar o cenário.

Use estes dados para comparar o seu programa com o mercado, montar o argumento para a diretoria e definir prioridades para 2027.

## O que é o Radar Business Travel 2026?

O [Radar Business Travel 2026](https://conheca.govoll.com/radar-business-travel-2026?hsLang=pt-br) é um estudo sobre gestão de viagens corporativas no Brasil que cruza três fontes: uma pesquisa com gestores de grandes empresas, o comportamento real de viagens e despesas registrado na plataforma da VOLL entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, e o benchmark internacional do GBTA Business Travel Index 2026.

Antes dos números, vale conhecer quem respondeu:

- 67 gestores de viagens, despesas e procurement participaram da pesquisa, por formulário e entrevistas presenciais;
- 78% trabalham em empresas com mais de 2.000 colaboradores;
- O orçamento médio anual para viagens e despesas corporativas entre as empresas respondentes é de R$ 880 milhões;
- 76% dos respondentes se identificam com o gênero feminino;
- 43% têm mais de 5 anos de experiência na função de gestão de viagens;
- Mais de 4 em cada 10 gestores acumulam funções fora do escopo de viagens, com eventos (22,1%) e facilities (20,6%) como as mais citadas;
- Os dados de comportamento vêm de mais de 850 mil usuários da plataforma, cobrindo aéreo, hotel, reembolsos e despesas, mobilidade urbana, locação de veículos e rodoviário.

## Mercado e orçamento de viagens corporativas em 2026

O gasto com viagens corporativas cresce mais rápido que o número de viagens, no mundo e no Brasil, e 44% dos gestores brasileiros já relatam orçamento maior em 2026. O ponto de atenção é que o critério de decisão continua o mesmo: custo.

### Cenário global e Brasil (GBTA Business Travel Index 2026)

- O gasto global com viagens corporativas deve crescer 7,2% em 2026, enquanto o volume de viagens sobe apenas 1,3%. A diferença indica que o preço, e não a demanda, puxa o crescimento (GBTA);
- O Brasil tem a maior projeção de crescimento de gastos entre as 15 maiores economias do mundo em 2026: 13,8% (GBTA);
- O Brasil ocupa a 10ª posição no ranking global de gastos com viagens corporativas (GBTA/Rockport Analytics);
- A América Latina registrou gasto médio de US$ 892 por viagem em 2025, o quarto maior do mundo, atrás de Ásia-Pacífico (US$ 1.003), América do Norte (US$ 901) e Oriente Médio e África (US$ 898). A Europa fecha a lista com US$ 712 (GBTA);
- No Brasil, 65,2 milhões de passageiros foram transportados no 1º semestre de 2026, alta de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025 (ANAC).

O que os gestores brasileiros dizem:

- 44% dos gestores relatam [orçamento de viagens](https://www.govoll.com/blog/orcamento-de-viagem-corporativa-2027?hsLang=pt-br) maior em 2026;
- 81% apontam custo (saving) como o fator de maior peso na decisão de viagens. Experiência do viajante aparece com 16% e sustentabilidade/ESG com 3%;
- A hipótese do estudo é que o orçamento adicional esteja sendo absorvido pela inflação das tarifas, sem mudar o comportamento de compra;
- 56% dos gestores participam de comunidades e eventos do setor para acompanhar novidades;
- 16% ainda não têm um processo estruturado para acompanhar as inovações do setor.

Um gestor de viagens da indústria resumiu o problema assim: "Ainda somos vistos como departamento de gasto, não de retorno de investimento. Na prática, já nos posicionamos como estrategistas."

## Para onde vai o gasto: aéreo, hotel e terrestre?

O aéreo concentra quase 60% do gasto corporativo com viagens no Brasil, o que torna a negociação de tarifas aéreas a principal alavanca de economia. Qualquer estratégia de saving que comece pela hospedagem ou pelo terrestre mira uma fatia secundária do orçamento.

- Serviços aéreos representam 59,6% do faturamento das agências de viagens corporativas no Brasil; hotelaria e hospedagem, 30,4%; terrestre e outros, 10% (ABRACORP, composição média de faturamento);
- Na América Latina, o aéreo responde por US$ 327,14 do gasto médio por viagem. Em seguida vêm outros gastos (US$ 199,14), alimentação (US$ 147,59), hospedagem (US$ 121,84) e terrestre (US$ 96,71). O aéreo sozinho supera a soma de hospedagem e alimentação (GBTA);
- No 1º semestre de 2026, o preço médio do rodoviário subiu 25,1% no Brasil, contra 6,1% no aéreo e 4,2% na hotelaria. O terrestre de curta distância virou um custo escondido da mobilidade corporativa (Radar Business Travel 2026, dados da plataforma);
- Os trechos ligando São Paulo ao Rio de Janeiro e a Belo Horizonte concentraram 18,7% de todas as emissões corporativas do país em 2025 e 19,2% em 2026, até agosto (Radar Business Travel 2026).

## Política de viagens: formal no papel, parcial na prática

A distância entre ter uma [política de viagens](https://www.govoll.com/blog/politica-de-viagens-corporativas-atualizada?hsLang=pt-br) e vê-la cumprida é de 29 pontos percentuais nas grandes empresas brasileiras: 85% declaram política formal, mas a aderência medida na plataforma é de 56%. Esse é o maior gap identificado em todo o Radar Business Travel 2026.

- 85% das empresas possuem política formal de viagens;
- 56% é a aderência real medida em transações, o que gera um gap de 29 pontos percentuais;
- 43% operam com política estática (regras fixas), 42% com política segmentada (regras por perfil) e apenas 15% com política dinâmica, que ajusta limites à variação de preços;
- O exemplo clássico de política estática é o teto fixo de hotel, como R$ 300 por diária. Quando a tarifa sobe, o viajante estoura a regra e o gestor acumula aprovações manuais;
- 51% das empresas tratam o leakage (reservas fora do canal oficial) como questão de segurança e cuidado com o viajante;
- 31% recorrem ao bloqueio de reembolso para combater o leakage;
- 15% investem em tornar a própria plataforma mais fluida, para que a fuga deixe de fazer sentido;
- 3% trazem conteúdo de lazer para dentro do canal oficial;
- No cenário global, 8,5 em cada 10 reservas corporativas de hotel acontecem fora da tarifa negociada (GBTA, média apresentada na convenção de 2026);
- O índice de comportamento desviante severo apontado pela GBTA é de 0,1%. Ou seja, regras rígidas desenhadas para exceções mínimas burocratizam a rotina dos 99,9% que cumprem a política.

Na voz de um gestor da indústria: "O que mais me deixaria desconfortável não seriam desvios éticos ou financeiros, mas as exceções à regra que viraram rotina."

Para aprofundar, veja como [medir a taxa de adoção da política de viagens](https://www.govoll.com/blog/-temporary-slug-13595042-1e68-465d-95e0-ac58bb0271e0/LINK_TAXA_ADOCAO?hsLang=pt-br).

## Sistemas e dados: a raiz do problema de controle

Apenas 5,9% das grandes empresas brasileiras têm uma plataforma unificada de viagens e despesas com visão de custo em tempo real, segundo o Radar Business Travel 2026. Sem integração, qualquer política de controle depende de esforço humano para ser cumprida.

- 44,1% das empresas operam [sistemas de viagens e de despesas corporativas](https://www.govoll.com/blog/plataforma-de-gestao-de-viagens?hsLang=pt-br) que não se conversam;
- 26,5% já operam em plataforma integrada;
- 23,5% cruzam os dados no BI, mas mantêm plataformas separadas;
- 5,9% têm plataforma unificada com custo em tempo real;
- A falta de dados em tempo real é a principal limitação apontada por quem opera sistemas legados (47%), à frente de perda de produtividade (24%) e inércia estratégica (16%);
- As três maiores barreiras do gestor somam 87%: cruzar custos com performance para provar ROI (33%), dados fragmentados sem visão consolidada (27%) e carga operacional excessiva (27%);
- Entre os gargalos da operação, processos manuais e retrabalho lideram com 37%, seguidos de falta de integração entre sistemas (22%), visibilidade limitada de gastos em tempo real (18%), dificuldade de mensurar o ROI real das viagens (15%) e baixa aderência do viajante à política (9%).

O gargalo, portanto, está na operação por trás de quem viaja, e não no comportamento do viajante. Um gestor do setor de energia, durante a pesquisa para os dados e estatísticas de viagens corporativas, descreveu a situação: "A gestão de despesas é feita por outro departamento e outro sistema. Isso fragmenta todo o processo de viagens ponta a ponta."

## A rotina do gestor: carga operacional e prioridades

72% dos gestores de viagens no Brasil dedicam tempo significativo ou crítico à conferência de notas e recibos, e reduzir a carga operacional é a prioridade número um de evolução da área, segundo os dados e estatísticas de viagens corporativas do Radar Business Travel 2026:

- 72% dos gestores dedicam tempo significativo ou crítico à conferência de notas e recibos;
- Reduzir a carga operacional é a prioridade de evolução mais citada (32%), seguida de dados e indicadores em tempo real (27%), reconhecimento e apoio da alta liderança (22%) e centralização ou integração das plataformas (17%);
- 38% das empresas não conseguem auditar 100% dos pedidos de gastos;
- 32% dependem de esforço humano validando recibo por recibo;
- Juntas, essas duas abordagens somam 70%: a conformidade hoje é feita por amostragem ou trabalho manual;
- Apenas 6% já usam IA de auditoria para validar 100% dos pedidos de forma autônoma.

A dor do gestor brasileiro aparece também nos dados globais do GBTA, em pesquisa com 4.700 viajantes de 66 mercados:

- 39% dos viajantes apontam organizar recibos como o que mais incomoda na prestação de contas;
- 34% precisaram usar o cartão pessoal no balcão do hotel após falha no pagamento com o cartão corporativo;
- 60 dias é o tempo médio de reembolso citado pela GBTA. Na prática, o colaborador financia a operação da empresa.

Alessandra Soares, gestora de viagens e tecnologia no varejo de material de construção e decoração, descreveu o que faria com o tempo recuperado: "Se eu pudesse ter uma solução que fizesse todas as tarefas operacionais, eu conseguiria olhar realmente para o estratégico, estar mais presente nos eventos, ver o que o mercado tem a oferecer, e deixar o operacional de lado."

## Como o Brasil corporativo viaja: dia, horário e antecedência

A segunda-feira concentra 22,26% das emissões corporativas no Brasil, mais do que o dobro de qualquer dia do fim de semana, segundo dados de viagens corporativas analisadas pelo Radar Business Travel 2026 (janeiro de 2025 a agosto de 2026).

O padrão revela o ritmo da vida corporativa e deveria orientar negociação de tarifas e planejamento de orçamento.

- Distribuição das emissões por dia da semana: segunda 22,26%, terça 17,79%, quarta 15,99%, quinta 14,70%, sexta 14,36%, sábado 5,90% e domingo 8,99%;
- O pico de embarques ocorre entre 9h e 12h, com ápice às 11h;
- Quem precisa viajar em feriados paga entre 12% e 29% a mais na tarifa mediana;
- O aéreo é reservado com quase o dobro da antecedência da hotelaria. Rodoviário e locação de veículos são decididos em cima da hora.

## Mobilidade urbana: a geografia do custo

A distância entre o aeroporto e o centro urbano pode dobrar o custo da última milha de uma viagem corporativa: [corridas por aplicativo](https://www.govoll.com/blog/transporte-pela-empresa-taxi-ou-app?hsLang=pt-br) partindo de aeroportos afastados custam, em média, 162% a mais do que as que partem de aeroportos centrais, segundo o Radar Business Travel 2026.

- São Paulo lidera o custo médio por transação de mobilidade urbana entre as dez principais capitais, seguida de Rio de Janeiro e Natal. Curitiba e Goiânia registram os menores custos;
- Corridas partindo de Congonhas e Santos Dumont custam significativamente menos do que as que partem de Guarulhos e Confins. Na comparação entre aeroportos centrais e afastados, a diferença de custo chega a 162%;
- Entre os cinco estados líderes (SP, RJ, SC, MG e PR), o valor por quilômetro rodado varia de R$ 1,02 a R$ 1,12, e Rio de Janeiro e São Paulo têm os maiores custos medianos por corrida;
- O Sudeste concentra a maior parcela do custo total de viagens do país, seguido de Nordeste e Sul. Centro-Oeste e Norte ficam na base.

Esse fator raramente entra na formulação das [políticas de transporte corporativo](https://www.govoll.com/blog/politica-de-transporte-corporativo?hsLang=pt-br), que costumam avaliar apenas o valor final da nota. Para quem reembolsa deslocamento, vale conferir [como calcular o custo do km rodado](https://www.govoll.com/blog/calculo-km-rodado-viagens-corporativas?hsLang=pt-br).

## Pagamentos: o Pix já é o padrão nas despesas corporativas

69,5% das [despesas corporativas](https://conheca.govoll.com/despesas-corporativas?hsLang=pt-br) registradas na plataforma analisada pelo Radar Business Travel 2026 já são pagas diretamente pela carteira digital, via Pix ou cartão, sem que o colaborador precise adiantar do próprio bolso. O reembolso ainda existe, mas virou o modelo secundário.

- 69,5% das despesas são pagas direto pela carteira digital (Pix ou cartão), contra 30,5% ainda pagas pelo colaborador e reembolsadas depois;
- O Pix responde por 65% do valor movimentado na carteira digital, superando o cartão com folga;
- 22% das transações se concentram no horário de almoço (12h às 13h) e 38% no horário de jantar (18h às 22h);
- Cerca de 60% do volume total de pagamentos digitais ocorre nesses dois blocos de refeição, com restaurantes liderando entre os estabelecimentos identificados.

Fonte: Radar Business Travel 2026, dados proprietários da plataforma, jan/2025 a ago/2026.

O comportamento de pagamento mudou mais rápido do que a governança criada para monitorá-lo. Muitas empresas ainda aplicam regras desenhadas para cartões corporativos a uma operação que já roda em Pix. Para estruturar esse controle, veja o [guia completo de cartão corporativo](https://www.govoll.com/blog/cartao-corporativo-guia-completo?hsLang=pt-br).

## Inteligência artificial em viagens corporativas: do interesse à adoção

54% das grandes empresas brasileiras ainda estão no estágio inicial de adoção de [IA em viagens corporativas](https://www.govoll.com/blog/inteligencia-artificial-gestao-viagens-corporativas?hsLang=pt-br), com uso restrito a chatbots, segundo o Radar Business Travel 2026. Mesmo assim, o mercado já aponta onde a tecnologia gera mais valor: savings e auditoria.

- 54% das empresas usam IA de forma restrita a aplicações básicas e reativas, como chatbots de atendimento;
- 12% ainda declaram preferência pelo atendimento humano ou postura cética;
- 48,5% dos gestores apontam a recompra automática de tarifas menores (savings) como a área em que a IA tem maior potencial de impacto;
- 26,5% apontam a auditoria e a detecção de fraudes invisíveis ao olho humano;
- 13,2% citam suporte e redução do tempo de atendimento, e 11,8% a geração de insights preditivos;
- Quando a pergunta é sobre transformação operacional, auditoria automática de tarifas lidera com 31%. Mas previsão de custos e orçamentos (21%) somada à geração de insights estratégicos (21%) chega a 42% e supera a auditoria;
- A falta de integração com sistemas legados é a maior barreira de adoção (38%), à frente de custo versus retorno incerto (32%) e baixa maturidade digital (22%);
- O Brasil está acima da média latino-americana em preparação estrutural para IA, com fundamentos sólidos em infraestrutura digital, capital humano e ambiente regulatório, segundo o AI Preparedness Index, indicador baseado na metodologia do FMI e divulgado pela Visa. O gargalo brasileiro é cultural e estratégico, não técnico.

O estudo descreve a evolução da IA no setor em três estágios: 2025 foi o ano da assistência, em que a IA resume, sugere e a execução segue humana; 2026 é o ano da ação, com agentes que monitoram tarifas, retarifam e corrigem desvios sem intervenção constante; 2027 será o ano da responsabilidade, quando a pergunta central passa a ser quem responde pela decisão tomada por um agente.

Como observei na carta de abertura do estudo:

> "A maior perda das empresas não está no que gastam em viagens. Está no que deixam de ganhar por não terem dado para decidir melhor." - Luiz Moura, cofundador e CBO da VOLL

Uma gestora de viagens de serviços financeiros, durante o estudo sobre viagens corporativas, completa: "Quem usar a IA só para resolver problemas do passado ganha eficiência. Quem usar para transformar decisões cria vantagem competitiva."

## América Latina vs. mundo: comportamento à frente da estrutura

A América Latina supera a média global no envio de despesas via aplicativo (82% contra 79%), mas fica atrás em todas as frentes de estrutura formal de gestão, segundo os dados sobre viagens corporativas da GBTA Business Travel Index 2026. O usuário está pronto; as empresas ainda não oferecem a infraestrutura.

- 33% das empresas latino-americanas usam sistema formal de gestão de despesas, contra 48% na média global (15 pontos abaixo);
- 50% usam carteira digital para o cartão corporativo, contra 59% na média global (9 pontos abaixo);
- 73% têm programa de cartão corporativo, contra 81% na média global (8 pontos abaixo). Ou seja, 27% das empresas da região não têm programa de cartão corporativo, frente a 19% no mundo;
- 82% dos colaboradores da América Latina enviam comprovantes via app, contra 79% na média global (3 pontos acima).

Como a defasagem varia entre 8 e 15 pontos percentuais, o Radar lê esse cenário como uma oportunidade iminente de adoção tecnológica, e não como resistência estrutural do mercado.

## O que esses dados têm em comum?

Em praticamente todas as frentes do Radar Business Travel 2026, o comportamento avançou mais rápido do que a estrutura para sustentá-lo. O orçamento cresce, mas a decisão continua sendo custo

A política de viagens existe, mas a aderência medida fica 29 pontos abaixo. O colaborador já paga com Pix e envia recibo pelo app, mas a governança ainda roda em regras de cartão. A IA já entrega resultado financeiro em produção, mas mais da metade do mercado a usa como chatbot.

O estudo aponta três padrões por trás disso:

1. Crescer investimento não é o mesmo que crescer decisão. Sem dado consolidado, todo orçamento extra tende a virar mais do mesmo.
2. Política no papel não é controle na prática. O gap de 29 pontos nasce da fragmentação: 44% dos sistemas não se conversam, e o controle volta para o esforço manual.
3. A IA já separa quem decide rápido de quem ainda debate. A vantagem está em treinar a IA com dado real da própria operação, e não apenas em adotá-la.

Para quem planeja 2027, a pergunta prática é: a sua gestão de viagens depende de pessoas para funcionar, já decide com indicadores em tempo real ou já delega a rotina para a IA?

Os dados mostram que a distância entre o primeiro e o último modelo está na decisão tomada, e não na tecnologia disponível.

## Como a VOLL transforma dados de viagens em decisão

Dados de viagens corporativas têm valor quando ajudam a decidir onde gastar, quais regras revisar e como evitar custos desnecessários. O desafio é conectar informações de reservas, despesas, mobilidade, política e indicadores financeiros para entender o que está acontecendo na operação e o que pode mudar nos próximos meses.

Com a [plataforma de IA agêntica da VOLL](https://conheca.govoll.com/ia-agentica?hsLang=pt-br), o gestor pode analisar o histórico de consumo, identificar desvios, simular mudanças de política e avaliar oportunidades de economia antes de tomar uma decisão. Se a antecedência de compra está aumentando o custo das passagens ou os limites de hospedagem já não acompanham a realidade de determinados destinos, por exemplo, é possível investigar o impacto dessas variáveis antes de alterar as regras.

A VOLL reúne viagens, mobilidade e despesas corporativas em um único ecossistema, com agentes de IA que atuam em diferentes etapas da operação. A inteligência pode identificar oportunidades de retarifação aérea, recuperar créditos de bilhetes não voados, auditar despesas, sinalizar gastos fora da política e responder a perguntas sobre o desempenho do programa.

O gestor também pode simular mudanças nas regras e analisar seus possíveis impactos antes de aplicá-las, sem depender de uma sequência de extrações e análises manuais. A IA apoia a decisão; a empresa mantém o controle sobre as regras, as permissões e as ações autorizadas.

Essa capacidade se amplia com o [**MCP (Model Context Protocol) da VOLL**](https://exame.com/negocios/voll-plataforma-de-viagens-corporativas-integrada-a-chatgpt-gemini-e-claude/), que conecta os dados de viagens e despesas a ferramentas de inteligência artificial generativa. Em vez de exportar planilhas para fazer perguntas, a empresa pode consultar informações da própria operação em ambientes como ChatGPT, Claude, Copilot e Gemini, respeitando as permissões configuradas.

Isso permite investigar questões como o impacto do câmbio nos gastos, os destinos que concentram desvios, a evolução do custo por viagem e as oportunidades de economia que merecem atenção. Os dados deixam de servir apenas para explicar o fechamento do mês e passam a apoiar decisões sobre o orçamento, a política e a operação.

A [VOLL](https://www.govoll.com/?hsLang=pt-br) é a **maior agência de viagens corporativas digital da América Latina** e combina tecnologia própria, inteligência artificial e atendimento humano para conectar análise e execução. Os agentes podem identificar oportunidades, recomendar ações e executar tarefas dentro das autorizações definidas pela empresa.

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## Perguntas frequentes sobre dados de viagens corporativas

Entenda mais sobre o tema.

### Quanto o Brasil deve gastar com viagens corporativas em 2026?

Segundo o GBTA Business Travel Index 2026, viabilizado pela Visa, o Brasil tem a maior projeção de crescimento de gastos com viagens corporativas entre as 15 maiores economias do mundo em 2026, com alta de 13,8%, e ocupa a 10ª posição no ranking global de gastos.

### Qual é a aderência média à política de viagens no Brasil?

O Radar Business Travel 2026 mostra que 85% das grandes empresas brasileiras têm política formal de viagens, mas a aderência medida em transações na plataforma é de 56%. Apenas 15% operam com política dinâmica, que ajusta limites à variação de preços.

### Como as empresas brasileiras usam IA em viagens corporativas?

54% das grandes empresas ouvidas pelo Radar Business Travel 2026 usam IA apenas em aplicações básicas, como chatbots. Para 48,5% dos gestores, o maior potencial da tecnologia está na recompra automática de tarifas, seguida da auditoria e detecção de fraudes (26,5%).

### Onde baixar o Radar Business Travel 2026 completo?

O estudo completo, com os gráficos, os guias de decisão por dimensão e a metodologia detalhada, está disponível para download em \[LINK\_LANDING\_RADAR\].

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