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title: Como implementar a ISO 31030 nas viagens corporativas?
description: 58% dos viajantes de negócios acham que a empresa poderia fazer mais pela sua segurança. Entenda o duty of care, a ISO 31030 e como fechar essa lacuna.
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[Blogs sobre gestão de viagens corporativas e despesas corporativas](https://www.govoll.com/blog)

# [Como implementar a ISO 31030 nas viagens corporativas?](https://www.govoll.com/blog/iso-31030)

 Escrito por [Luiz Moura](https://www.govoll.com/blog/author/luiz-moura) | 20/07/2026 21:42

A ISO 31030 é a diretriz internacional de gestão de risco em viagens corporativas: o passo a passo reconhecido para transformar o dever de cuidado com quem viaja a trabalho em um processo executável.

Uma alteração inesperada de voo, um evento climático extremo, problemas médicos durante uma viagem internacional ou até mesmo a falta de visibilidade sobre a localização dos viajantes podem gerar impactos operacionais, financeiros e reputacionais significativos para as organizações.

Para isso, a ISO 31030 ajuda as empresas a garantirem o *duty of care.* Considerada a principal referência internacional para a gestão de riscos em viagens corporativas, a norma reúne diretrizes que auxiliam organizações de diferentes portes a identificar, avaliar e mitigar riscos antes, durante e depois dos deslocamentos profissionais.

Neste artigo, você vai entender a real aplicação do tema nas viagens cortativas, quais organizações devem seguir essas diretrizes e como fortalecer suas estratégias de *Travel Risk Management* sem abrir mão da experiência dos colaboradores.

## O que é a ISO 31030?

A ISO 31030 é a norma internacional que orienta empresas a gerir os riscos das viagens a trabalho, tanto para o viajante quanto para a organização. Publicada pela ISO (Organização Internacional de Normalização), ela define como montar uma política de risco de viagem, avaliar ameaças e perigos e responder a incidentes durante a jornada corporativa.

A norma, então, oferece recomendações de boas práticas e dá à empresa liberdade para adaptá-las ao seu contexto de risco. É isso que a separa de normas certificáveis como a ISO 9001.

Essa natureza tem uma consequência que costuma confundir o mercado: não existe certificação ISO 31030. A organização demonstra conformidade alinhando seu programa de gestão de risco de viagem à norma e comprovando esse alinhamento por auditoria interna ou verificação independente.

A ISO 31030 se apoia nos princípios e no processo da ISO 31000 ([gestão de riscos](https://www.govoll.com/blog/voce-sabe-o-que-e-gestao-de-risco-em-viagens-corporativas?hsLang=pt-br)) e se alinha à ISO 45001 (saúde e segurança ocupacional). Vale para empresas de qualquer porte e setor, e trata de viagens a serviço especificamente, não sendo aplicada a [turismo de lazer](https://www.govoll.com/blog/bleisure-entenda-de-uma-vez-por-todas?hsLang=pt-br).

### Quando a ISO 31030 foi criada?

A ISO 31030 foi publicada em setembro de 2021, em primeira edição, pelo comitê técnico [ISO/TC 262](https://www.iso.org/committee/629121.html), responsável pela família de normas de gestão de riscos da ISO.

O desenvolvimento começou antes disso. A proposta chegou à ISO em 2017 e evoluiu de uma especificação britânica já existente, a PAS 3001:2016, publicada pela BSI. A norma consolidou anos de prática de mercado em um padrão internacional único.

### Por que a ISO 31030 foi criada?

Até 2021, não havia uma norma internacional dedicada à gestão de risco em viagens. Cada empresa tratava o tema à sua maneira, apoiada em políticas internas, apólices de seguro e boa vontade, sem um parâmetro reconhecido do que seria uma diligência razoável.

A ISO 31030 surgiu para preencher essa lacuna e dar às organizações um caminho estruturado para cumprir o dever de cuidado ([*duty of care*](https://www.govoll.com/blog/duty-of-care-o-que-e?hsLang=pt-br)) com quem viaja a trabalho, inclusive quando a operação cruza várias jurisdições.

A publicação coincidiu com um período de forte disrupção global nas viagens, em virtude da retomada desses fluxos após a pandemia, que levou a saúde e a segurança do viajante ao centro da agenda corporativa. A própria norma dedica um anexo às viagens em cenários de disrupção.

## Por que a ISO 31030 foi criada?

A ISO 31030 foi criada para ajudar empresas a identificar, avaliar e gerenciar os riscos relacionados às viagens corporativas.

A norma internacional estabelece diretrizes para a gestão de riscos em viagens a trabalho, permitindo que organizações de diferentes portes fortaleçam suas práticas de *Travel Risk Management* e *duty of care* dos colaboradores.

Sua criação reflete uma mudança importante na forma como as empresas enxergam as viagens corporativas. Se antes a preocupação estava concentrada em reservas, aprovações e despesas, hoje as organizações precisam considerar uma série de fatores que podem impactar a segurança, a experiência do viajante e a continuidade das operações.

Uma viagem corporativa envolve, por exemplo, alterações de voos, problemas médicos, eventos climáticos extremos, mudanças geopolíticas, dificuldades de mobilidade urbana e falhas na comunicação, todas situações que precisam de respostas rápidas e processos previamente definidos pelas empresas.

Assim, a ISO 31030 ajuda as empresas a lidarem com esses desafios ao responder, de antemão, questões como:

- Como identificar os riscos associados a determinados destinos?
- Quais procedimentos devem ser adotados em situações emergenciais?
- Como garantir que colaboradores recebam suporte adequado durante seus deslocamentos?
- Quais informações precisam estar disponíveis para gestores e equipes responsáveis pelas viagens corporativas?
- Como fortalecer as práticas de *duty of care* sem comprometer a experiência do viajante?

## A ISO 31030 é obrigatória no Brasil?

Não. A ISO 31030 não é obrigatória no Brasil e, atualmente, não existe uma legislação que determine sua adoção pelas empresas. Trata-se de uma norma internacional que reúne diretrizes para a gestão de riscos em viagens corporativas, podendo ser implementada voluntariamente por organizações de diferentes portes e segmentos.

Apesar disso, limitar a discussão sobre a ISO 31030 ao fato de ela ser obrigatória ou não pode levar a uma interpretação equivocada sobre a sua importância.

A questão mais relevante para as empresas é saber quais riscos estão associados às suas operações e como eles podem ser gerenciados no dia a dia das viagens corporativas.

Uma organização que possui colaboradores viajando semanalmente enfrenta desafios muito diferentes daqueles observados há alguns anos.

Alterações operacionais, problemas relacionados à mobilidade, eventos climáticos extremos, viagens internacionais e situações emergenciais exigem processos capazes de oferecer visibilidade, suporte e respostas rápidas aos viajantes.

Para mim, como já relatei em uma publicação no Panrotes, o [duty of care é algo indispensável](https://www.panrotas.com.br/viagens-corporativas/mercado/2026/02/viagens-corporativas-em-um-mundo-volatil-como-agir-diante-deste-cenario_226066.html):

> Primeiro, acesso a dados confiáveis, que seja ao mesmo tempo seguro e facilitado. Com análises preditivas, para que o cliente consiga tomar ação sobre eles. A informação tem que ser precisa e profunda. Dados rasos são perigosos, pois estamos falando de vidas e não temos margem para erro." -  Luiz Moura, CBO e Co-Founder da VOLL

## Quais empresas devem aplicar a ISO 31030 na gestão de viagens corporativas?

A ISO 31030 pode ser aplicada por empresas de diferentes portes e segmentos que realizam viagens corporativas nacionais ou internacionais.

Embora seja frequentemente associada a grandes multinacionais, suas diretrizes são igualmente relevantes para organizações que possuem equipes em constante deslocamento, colaboradores que visitam clientes regularmente ou operações distribuídas em diferentes localidades, e querem garantir o [bem-estar desses viajantes](https://www.govoll.com/blog/aumente-o-bem-estar-do-seu-viajante-corporativo?hsLang=pt-br).

Ainda, a implementação da ISO 31030 pode ser particularmente estratégica para empresas que possuem:

- Grande volume de viagens corporativas ao longo do ano;
- Equipes comerciais, executivas ou técnicas em constante deslocamento;
- Operações nacionais distribuídas em diferentes estados ou regiões do país;
- Viagens internacionais frequentes;
- Colaboradores que visitam clientes, fornecedores ou unidades operacionais regularmente;
- Programas de mobilidade corporativa associados às viagens de trabalho;
- Necessidade de fortalecer suas práticas de *duty of care* e governança das viagens corporativas.

Em outras palavras, a pergunta que as empresas devem fazer ao analisar se precisam implementar a ISO 31030 é "nossos processos atuais nos permitem identificar, monitorar e responder adequadamente aos riscos envolvidos nas viagens corporativas?".

Não à toa, 58% dos viajantes de negócios acham que a empresa poderia fazer mais pela sua segurança, segundo o Business Travel Outlook 2026, o que reforça essa necessidade.

## Como implementar a ISO 31030 em 6 etapas

O principal objetivo da norma é estabelecer diretrizes para que a gestão dos riscos aconteça de forma contínua, desde o planejamento da viagem até o retorno do colaborador. Algumas etapas que ajudam nesse processão são:

### 1. Mapeie os riscos das viagens corporativas

O primeiro passo é entender quais riscos fazem parte da operação da sua empresa. Eles variam de acordo com fatores como volume de viagens, perfil dos viajantes, destinos mais frequentes e natureza das atividades desempenhadas pelos colaboradores.

Algumas perguntas podem auxiliar nessa análise:

- Quais são os principais destinos nacionais e internacionais da empresa?
- Os colaboradores viajam sozinhos ou em grupo?
- Existem viagens realizadas para regiões consideradas de maior risco?
- A empresa possui processos para lidar com alterações operacionais ou situações emergenciais?
- Há visibilidade sobre a localização dos viajantes durante seus deslocamentos?

Mapear esses cenários permite identificar vulnerabilidades e estabelecer prioridades para a gestão dos riscos.

<https://conheca.govoll.com/atendimento-agencia-viagens-corporativas?hsLang=pt-br>

### 2. Estruture uma política de viagens baseada em riscos

Uma [política de viagens corporativas](https://www.govoll.com/blog/como-criar-uma-politica-de-viagens-corporativas-o-guia-definitivo?hsLang=pt-br) eficiente vai além da definição de limites de despesas e fornecedores homologados. Ela também deve estabelecer procedimentos relacionados à segurança, comunicação e suporte aos viajantes.

A política deve responder questões como:

- Quais informações precisam ser compartilhadas antes do embarque?
- Como funcionam as aprovações para determinados destinos?
- Quais são os canais de suporte disponibilizados aos colaboradores?
- Quais procedimentos devem ser adotados em situações excepcionais?
- Como as viagens internacionais serão gerenciadas?

Quanto mais objetiva for a política, mais simples será sua aplicação no dia a dia das operações.

### 3. Garanta visibilidade sobre toda a jornada do viajante

Não é possível gerenciar aquilo que não pode ser monitorado. Um dos pilares da ISO 31030 está relacionado à capacidade das empresas de acompanhar suas operações em tempo real.

Isso inclui possuir visibilidade sobre informações como:

- Reservas realizadas;
- Alterações de itinerário;
- Deslocamentos dos colaboradores;
- Despesas relacionadas às viagens;
- Solicitações excepcionais e aprovações.

Centralizar essas informações contribui para uma tomada de decisão mais ágil e reduz o tempo de resposta diante de imprevistos operacionais.

### 4. Defina processos para situações emergenciais

Toda empresa que realiza viagens corporativas deve possuir procedimentos previamente estabelecidos para lidar com situações inesperadas.

Algumas definições são fundamentais:

- Quem deve ser acionado em uma emergência;

- Quais canais serão utilizados para comunicação com os viajantes;
- Quais equipes serão responsáveis pela tomada de decisão;
- Quais procedimentos serão adotados em caso de cancelamentos, interrupções operacionais ou problemas médicos.

Ter essas respostas antes que um incidente aconteça é um dos princípios centrais da ISO 31030.

### 5. Utilize a tecnologia para fortalecer a gestão dos riscos

A aplicação das diretrizes da ISO 31030 depende diretamente da capacidade das empresas de integrar informações relacionadas às viagens corporativas.

Quando reservas, aprovações, pagamentos, despesas e mobilidade são gerenciados em sistemas desconectados, torna-se mais difícil acompanhar a jornada do colaborador e responder rapidamente a situações excepcionais.

Plataformas integradas de gestão de viagens corporativas permitem aumentar a visibilidade sobre as operações, fortalecer o compliance das políticas internas e oferecer maior suporte aos viajantes durante seus deslocamentos.

### 6. Monitore continuamente seus processos

A gestão dos riscos em viagens corporativas não é um projeto com início, meio e fim. Trata-se de um processo contínuo de avaliação e melhoria.

Por esse motivo, é importante acompanhar indicadores como:

- Taxa de adoção da política de viagens;
- Volume de exceções aprovadas;
- Tempo médio de resposta em situações emergenciais;
- Índice de conformidade das reservas realizadas;
- Ocorrências registradas durante as viagens;
- Satisfação dos colaboradores em relação à experiência oferecida pela empresa.

A análise desses dados permite identificar oportunidades de melhoria e adaptar as políticas corporativas às necessidades da operação.

## Como a VOLL ajuda as empresas a cuidarem de seus viajantes corporativos?

A ISO 31030 depende de uma condição silenciosa: o viajante precisa estar dentro do canal oficial. A política mais bem escrita não localiza ninguém quando o colaborador reserva por fora, e ele reserva por fora sempre que o caminho oficial é mais lento que abrir o site da companhia aérea.

Na VOLL, a maior agência de viagens corporativas da América Latina, a governança e experiência do usuário caminham juntas. Nossa plataforma foi desenvolvida para tornar a conformidade com as políticas corporativas o caminho mais simples para o colaborador, sem abrir mão da autonomia durante toda a jornada da viagem.

Com uma experiência *mobile-first*, intuitiva e integrada, a VOLL alcança um índice de satisfação de 97% entre os usuários da plataforma e impulsiona taxas de compliance que chegam a 95% no mercado, alcançando 98% em grandes operações, como no case do Banco Itaú.

As regras definidas pela empresa são aplicadas desde a pesquisa das opções de viagem.

O Farol de Política orienta os colaboradores em tempo real, identificando visualmente quais escolhas estão dentro ou fora das diretrizes corporativas. Caso uma exceção seja necessária, o sistema informa exatamente qual regra foi ultrapassada, solicita uma justificativa do viajante e direciona automaticamente a solicitação para os fluxos de aprovação estabelecidos pela organização.

Toda a operação é parametrizada de acordo com as necessidades de cada cliente. A inteligência artificial da VOLL atua preventivamente para identificar as melhores opções de custo-benefício e aplicar os controles definidos pela política antes mesmo da reserva ou do pagamento acontecerem.

Se você quer que a sua política de viagens saia do documento e passe a valer automaticamente na operação, [fale com a VOLL](https://www.govoll.com/#contato) e veja como isso funciona no seu programa.

Preencha o formulário abaixo e a equipe da VOLL entrará em contato com você!

## Perguntas frequentes sobre ISO 31030

Saiba mais sobre o assunto.

### A ISO 31030 é obrigatória?

Não, a ISO 31000/31030 não é obrigatória. Como diretriz técnica, sua adoção é voluntária. No entanto, serve como padrão de excelência global para gestão de riscos de viagens corporativas, o que ajuda as empresas a cumprirem seu duty of care.

### A ISO 31030 é uma certificação?

Não. Diferentemente de outras normas ISO, a ISO 31030 não é certificável. Ela funciona como um framework internacional de boas práticas que pode ser adaptado às necessidades e ao nível de maturidade de cada organização.

### Qual é o objetivo da ISO 31030?

O principal objetivo da ISO 31030 é auxiliar as empresas na criação de políticas, processos e mecanismos de monitoramento capazes de reduzir riscos antes, durante e depois das viagens corporativas. A norma também contribui para fortalecer a tomada de decisão em situações emergenciais e melhorar as práticas relacionadas ao *duty of care*.

### Qual a relação entre a ISO 31030 e o duty of care?

O *duty of care* representa a responsabilidade das empresas em oferecer condições adequadas de segurança, suporte e assistência aos colaboradores durante suas atividades profissionais. A ISO 31030 fornece diretrizes práticas para que as organizações fortaleçam essas responsabilidades no contexto das viagens corporativas.

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