A partir de abril de 2026, o check-in digital passou a ser obrigatório em hotéis, pousadas e outros meios de hospedagem de todo o Brasil. A mudança substitui o antigo preenchimento da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em papel por um processo digital que permite que o viajante faça o check-in online antes mesmo de chegar ao hotel.
Desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serpro, a nova regra busca acelerar o atendimento, reduzir burocracias e modernizar a gestão da hotelaria no país.
Apesar das melhorias projetadas, essa obrigatoriedade ganhou repercussão rapidamente por envolver a privacidade de dados dos viajantes, tema que também impacta o mercado de viagens corporativas, principalmente operações com um grande volume de hospedagens.
O check-in digital é a versão online do cadastro obrigatório realizado por hóspedes em hotéis, pousadas e outros meios de hospedagem. Com o novo modelo, o viajante pode preencher suas informações antes da chegada ao estabelecimento, sem depender exclusivamente do atendimento presencial na recepção.
Até então, esse processo era feito majoritariamente em papel, por meio da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH), documento obrigatório na hotelaria brasileira há décadas. A principal mudança não está na existência do cadastro, mas na digitalização desse procedimento.
Agora, os dados podem ser enviados por celular ou computador. Em alguns casos, o sistema também permite cadastrar acompanhantes, revisar dados da reserva e concluir o pré-check-in online em poucos minutos.
A digitalização da FNRH também acompanha uma transformação que já vinha acontecendo na hotelaria. Cada vez mais hotéis passaram a automatizar etapas da recepção para reduzir filas e agilizar o atendimento, utilizando recursos como pré-check-in online, totens de autoatendimento, integração com PMS e chave digital.
A nova norma do check-in digital tornou obrigatória a adoção da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital por hotéis, pousadas e outros meios de hospedagem cadastrados no Cadastur.
A regra entrou em vigor nacionalmente em abril de 2026, após um período de implementação gradual iniciado no fim de 2025. O sistema foi desenvolvido pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serpro e faz parte das iniciativas de modernização previstas na Lei Geral do Turismo.
Com a nova FNRH Digital, os estabelecimentos passam a registrar eletronicamente as informações dos hóspedes em um sistema integrado ao governo federal. O preenchimento pode acontecer por link, QR Code, dispositivos da recepção ou integração com a conta Gov.br.
Segundo o Ministério do Turismo, a digitalização busca padronizar os registros da hotelaria brasileira, melhorar a produção de estatísticas oficiais do setor e aumentar a eficiência operacional dos meios de hospedagem.
A obrigatoriedade do check-in digital vale para hotéis, pousadas, hostels e outros meios de hospedagem cadastrados no Cadastur, o cadastro oficial do Ministério do Turismo para prestadores de serviços turísticos.
Na prática, a responsabilidade está no estabelecimento de hospedagem, que passa a ser obrigado a disponibilizar a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital aos viajantes.
Apesar da obrigatoriedade para os meios de hospedagem, o hóspede não é obrigado a realizar o preenchimento exclusivamente de forma digital. Segundo o Ministério do Turismo, o modelo manual continua podendo ser utilizado, principalmente para garantir acessibilidade e funcionamento da operação em diferentes contextos.
Os estabelecimentos que não adotarem a FNRH Digital podem sofrer processo administrativo e penalidades previstas pelo Ministério do Turismo, incluindo advertências e multas.
O acesso pode ser feito pelo site oficial da FNRH Digital ou pelo link e QR Code disponibilizados pelo hotel ou meio de hospedagem.
O sistema permite acesso por diferentes formas de autenticação:
Conta Gov.br: opção mais simples e gratuita, utilizando CPF e senha;
Certificado digital físico: cartão inteligente ou token conectado ao computador;
Certificado digital em nuvem: serviços como SerproID, Serasa Experian e SafeID.
No caso dos certificados digitais, o usuário deve seguir as instruções do serviço contratado para validação do acesso.
Depois de entrar na plataforma da FNRH Digital, acesse a área “Minhas Reservas” e selecione a hospedagem desejada.
Ao abrir a reserva, o sistema disponibiliza a opção “Meu pré-check-in”, onde o viajante inicia o preenchimento da ficha digital.
Antes de continuar, o sistema apresenta informações da reserva, como:
Datas da estadia;
Tipo de hospedagem;
Dados básicos da viagem.
Caso esteja tudo correto, basta avançar para a próxima etapa.
O viajante deve validar informações como:
Nome completo;
Documento;
Contatos;
Nacionalidade;
Data de nascimento.
O sistema também solicita algumas informações adicionais, como:
Motivo da viagem;
Meio de transporte utilizado;
Aceite dos termos da hospedagem.
Após revisar os dados, basta concluir o envio do pré-check-in. O sistema atualiza automaticamente o status da reserva.
A plataforma permite incluir dependentes e acompanhantes vinculados à hospedagem. Para isso, é necessário informar dados como documento, nome completo, nacionalidade e data de nascimento.
A nova regra do check-in digital também deve mudar a forma como as empresas organizam hospedagens e orientam seus colaboradores em viagens corporativas.
Isso porque, com a FNRH Digital, é preciso que haja um melhor alinhamento entre reserva, comunicação da viagem e envio de dados do hóspede, especialmente se a empresa lida com deslocamentos frequentes.
Com a nova regra, as empresas e TMCs (Travel Management Company) precisam orientar os colaboradores sobre:
Links de pré-check-in;
Uso do Gov.br;
Preenchimento antecipado da ficha;
Cadastro de acompanhantes;
Validação de documentos;
Regras de privacidade e compartilhamento de dados.
A mudança também pode gerar desafios em viagens urgentes, grupos corporativos, eventos e deslocamentos feitos em locais com baixa conectividade.
Em muitos casos, o viajante chega ao hotel sem ter concluído o pré-check-in ou sem acesso imediato ao celular e aos dados da reserva e, por isso, a empresa deve estar pronta para oferecer o suporte necessário, orientando e auxiliando o viajante antes e durante a chegada ao seu destino.
Ao mesmo tempo, o check-in digital pode ser vantajoso porque se integra à jornada do viajante e traz ganhos operacionais importantes. O pré-check-in online tende a reduzir filas, acelerar a liberação de quartos e diminuir gargalos em horários de pico.
Mas há também outro ponto importante: a gestão das informações coletadas. Empresas com políticas mais rígidas de compliance, LGPD e duty of care tendem a acompanhar mais de perto como os dados dos colaboradores serão armazenados e compartilhados entre hotéis, plataformas e sistemas integrados.
O Governo Federal se pronunciou sobre a informação de que a nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital serviria para monitorar dados pessoais de turistas.
A nota publicada pela Secretaria de Comunicação Social afirma que:
“Os dados coletados são basicamente os mesmos já exigidos anteriormente no modelo em papel, como informações de identificação do hóspede. Esses dados têm finalidades administrativas, estatísticas e de apoio à segurança pública. Não há coleta de informações sobre gastos, consumo ou comportamento dos turistas. O sistema não acompanha rotas, não monitora deslocamentos e não permite rastreamento individual de pessoas”.
Ainda assim, a empresa deve garantir uma boa gestão dos dados do viajante e se certificar de que a LGPD será aplicada na hotelaria e em todas as etapas das viagens corporativas.
Com a obrigatoriedade da FNRH Digital, as agências de viagens corporativas passam a ter um papel ainda mais relevante na organização das hospedagens e no suporte ao viajante antes da chegada ao hotel.
As agências ajudam as empresas a centralizar informações da hospedagem em um único fluxo de comunicação, reduzindo falhas no envio de dados e diminuindo o risco de o colaborador chegar ao hotel sem acesso à reserva ou ao link de pré-check-in.
Além disso, ajudam a melhorar o fluxo de comunicação durante a viagem. Em vez de o colaborador precisar localizar e-mails separados ou preencher dados manualmente em diferentes etapas, a empresa consegue organizar melhor o envio dessas informações ao longo da jornada do viajante.
Também auxiliam na orientação dos viajantes sobre como acesso ao sistema, usar o Gov.br, preencher a ficha digital e validar as informações da reserva.
Esse acompanhamento reduz problemas comuns em hospedagens corporativas, como reservas com dados desatualizados, dificuldades para localizar o pré-check-in digital, erros no preenchimento da FNRH e atrasos na liberação dos quartos em viagens de grupo e eventos.
A integração dessas novas exigências à política de viagens da empresa também ganha mais relevância. Plataformas corporativas conseguem conectar reservas, dados do viajante e informações da hospedagem às regras internas da operação, ajudando a controlar acompanhantes não previstos, hospedagens fora da política e inconsistências cadastrais.
A integração via API entre hotéis, plataformas corporativas e sistemas de hospedagem facilita a circulação automática das informações da reserva entre diferentes sistemas da viagem, reduzindo retrabalho manual e melhorando a atualização dos dados do viajante.
Além da organização operacional, cresce também a preocupação com rastreabilidade e proteção das informações compartilhadas durante a hospedagem. As agências ajudam empresas a acompanhar quais dados foram enviados aos hotéis, quem acessou essas informações, quais hospedagens estão ativas e quais reservas ainda dependem de validação ou preenchimento da FNRH Digital.
A VOLL é a maior agência de viagens corporativas digital da América Latina e atende empresas como Itaú, Nubank, XP, iFood, Riachuelo, Afya, Localiza e Cogna. A plataforma conecta viagens, hospedagem, mobilidade e despesas corporativas em uma única jornada digital, acompanhando de perto as transformações do setor e as novas demandas da hotelaria corporativa.
Desde a obrigatoriedade da FNRH Digital, a VOLL já atua ajudando empresas a adaptar seus fluxos de hospedagem ao novo modelo de check-in digital, organizando o envio de links de pré-check-in, acompanhando as hospedagens ativas e facilitando o acesso às informações da hospedagem.
A plataforma centraliza informações da viagem, dados da reserva, comunicação com o viajante e suporte operacional para reduzir falhas durante a chegada ao hotel.
O colaborador consegue acessar informações importantes da hospedagem em um único ambiente, enquanto a empresa mantém mais visibilidade sobre reservas, dados da viagem e suporte ao viajante durante o deslocamento.
A integração da VOLL, além de facilitar a circulação das informações da viagem entre diferentes sistemas corporativos, também se conecta a outras funcionalidades estratégicas da própria plataforma, como:
OBT e self-booking para reservas centralizadas;
Dashboards em tempo real para acompanhamento das viagens;
Política de viagens integrada;
Gestão de despesas corporativas e reembolsos;
Duty of care e rastreamento do viajante;
Atendimento omnichannel 24h para suporte durante toda a jornada.
Esse modelo ajuda empresas a reduzir atritos operacionais, melhorar a experiência do colaborador e acompanhar mudanças do mercado de viagens corporativas sem depender de múltiplos sistemas desconectados.
Mais do que acompanhar tendências da hotelaria e das viagens corporativas, a VOLL conta com uma tecnologia própria que permite adaptar rapidamente sua plataforma às mudanças do setor e às necessidades reais das empresas, a partir do feedback de gestores parceiros.
Se a sua empresa busca mais controle, integração e suporte para viagens corporativas, conheça a solução da VOLL para viagens corporativas.
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Segundo o Ministério do Turismo, o preenchimento manual da FNRH continua permitido. Apesar da obrigatoriedade da versão digital para os meios de hospedagem, o viajante ainda pode realizar o cadastro presencialmente em alguns casos.
Não. A obrigatoriedade vale para hotéis, pousadas e outros meios de hospedagem cadastrados no Cadastur, que precisam disponibilizar a FNRH Digital. O hóspede ainda pode utilizar o preenchimento manual.
Não necessariamente. Muitos hotéis continuam utilizando equipes de front-desk para validação de documentos, entrega de orientações e suporte aos hóspedes, mesmo com etapas digitalizadas.
O contactless check-in é um modelo em que parte da entrada no hotel acontece sem interação física com a recepção. O hóspede consegue preencher dados, validar informações e, em alguns casos, acessar o quarto diretamente pelo celular.
Sim, mas operações com muitos viajantes exigem mais organização das empresas e hotéis, principalmente no envio de links de pré-check-in, cadastro de acompanhantes e validação das reservas.
A integração via API permite que hotéis, plataformas corporativas e sistemas de hospedagem compartilhem informações automaticamente. Isso ajuda a atualizar dados de reservas e reduzir preenchimentos manuais em diferentes sistemas.
A automação do front-desk reduz etapas operacionais da recepção, ajudando hotéis a agilizar check-ins, organizar filas e integrar informações da hospedagem de forma mais rápida.
Sim. Alguns hotéis já utilizam reconhecimento facial e biometria para validar identidade e acelerar a liberação dos quartos, principalmente em operações mais digitalizadas.
A LGPD regula a coleta, armazenamento e compartilhamento das informações pessoais dos hóspedes. Segundo o Governo Federal, a FNRH Digital segue as regras de proteção de dados e utiliza armazenamento criptografado.
Não. Segundo o Ministério do Turismo, turistas estrangeiros não precisam criar conta Gov.br para utilizar o sistema.
Não. A obrigatoriedade da FNRH Digital também vale para pousadas, hostels e outros meios de hospedagem cadastrados no Cadastur.