Maverick spend em viagens corporativas: o que é, como medir e como controlá-lo
Sua empresa pode estar perdendo dinheiro com gastos fora da política de viagens corporativas. Entenda o que é maverick spend e como controlá-lo.
Maverick spend é o gasto de viagem corporativa feito fora da política, dos fornecedores contratados ou do canal de reserva aprovado.
Isso porque, quase toda empresa mede quanto economizou negociando com companhias aéreas e hotéis. Por outro lado, poucas medem quanto deixaram de economizar porque parte das reservas nunca passou pelo canal oficial. É justamente essa diferença que o maverick spend revela.
Assim, quem acompanha o comportamento de compra e a aderência à política consegue agir antes que o desvio apareça como perda no fechamento do mês;
Este artigo mostra o que é maverick spend, por que ele acontece nas viagens corporativas, quanto custa, como identificar e medir a taxa na sua operação, e como controlá-lo.
O que é maverick spend em viagens corporativas?
Maverick spend, do inglês, (também chamado de "fuga de contratos" ou compra fora de processo, em português) é qualquer despesa de viagem corporativa feita fora da política da empresa, dos fornecedores homologados ou do canal de reserva aprovado.
O termo vem do inglês "maverick", que significa gasto fora da política, gasto rebelde, rogue spend ou off-contract spend.
Nas viagens corporativos, alguns exemplos desse comportamento são:
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A reserva feita no site direto em vez do canal homologado;
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O hotel indicado por um colega em vez do catálogo aprovado;
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A corrida de Uber paga fora do aplicativo corporativo;
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A passagem emitida no cartão pessoal do colaborador;
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A reserva fechada com uma agência fora da lista de fornecedores contratados.
O impacto imediato costuma ser financeiro, mas não é o único. Cada compra realizada fora do processo oficial deixa de alimentar a base de dados utilizada para negociar tarifas corporativas, medir conformidade e acompanhar indicadores estratégicos da gestão de viagens.
Por que o maverick spend acontece nas viagens corporativas?
A pesquisa da VOLL com mais de 100 gestores de viagens das maiores empresas do Brasil, em parceria com a Alagev, sobre os principais desafios da gestão de viagens, aponta exatamente uma das principais causas do maverick spend: mais da metade dos participantes citou baixa visibilidade de dados e controle orçamentário como a maior dor da gestão de viagens, seguida por desafios de adesão à política.
A pesquisa também lista fluxos de aprovação rígidos e reembolsos manuais entre os principais gargalos, o tipo de atrito que empurra o viajante para fora do canal aprovado.
Esse padrão, diretamente relacionado ao maverick spend, não é exclusivo do Brasil. Segundo o Hackett Group, cerca de 75% das equipes de compras atribuem o problema à falta de ferramentas de compra guiada.
A política de viagens tem papel direto nisso. Uma pesquisa da GBTA Foundation, The State of Corporate Travel Policies: U.S. and Canada 2025, mostra que 32% das empresas tornaram sua política mais rígida nos últimos três anos, contra apenas 5% que a tornaram mais flexível no mesmo período.
A pesquisa também aponta o desconhecimento como principal razão para o descumprimento: 38% dos viajantes afirmam que não leram ou não conhecem a política vigente, e 51% das políticas ultrapassam dez páginas.
Para Luiz Moura, rigidez não é sinônimo de controle. Quando os dois conceitos se confundem, a política passa a engessar processos em vez de orientar decisões, o que afasta o viajante do canal correto em vez de conduzi-lo até ele.
"Uma política clara e específica é o que protege as pessoas", Luiz Moura, CBO e cofundador da VOLL, em um fórum exclusivo da VOLL sobre política de viagens corporativas.
Nas viagens, isso se traduz em causas concretas:
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Um fluxo de aprovação lento diante de uma reserva urgente;
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Um catálogo de fornecedores limitado para o destino;
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Poucas opções de hospedagem homologada na cidade do trajeto;
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Um preço aparentemente mais baixo fora do canal aprovado;
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O desconhecimento da própria política, apontado pela GBTA Foundation como a causa mais comum.
Quanto o maverick spend custa para a empresa?
O impacto varia conforme o estudo e o setor, mas os benchmarks internacionais de compras convergem em um ponto: o vazamento costuma ser maior do que a maioria dos gestores estima.
| Fonte | O que mostra |
|---|---|
| Hackett Group | O maverick spend pode erodir até 16% da economia negociada com fornecedores |
| Ardent Partners | Organizações típicas operam com cerca de 30% de gasto fora do contrato; equipes de alta performance mantêm mais de 90% de conformidade |
| APQC | Empresas com receita acima de US$ 500 milhões têm ao menos 2,5% de compras indiretas fora do processo aprovado, e levam em média 16 horas mais para emitir um pedido de compra quando essa taxa é alta |
Como identificar e medir a taxa de maverick spend?
A taxa de maverick spend é a soma do gasto fora da política dividida pelo gasto total em viagens, multiplicada por 100:
Taxa de maverick spend = (gasto fora da política ÷ gasto total em viagens) × 100
Uma empresa que gasta R$ 2 milhões por ano em viagens e identifica R$ 180 mil fora da política e dos canais aprovados tem uma taxa de 9%.
Benchmarks internacionais de compras consideram saudável uma taxa abaixo de 10%, com organizações de referência operando na faixa de poucos pontos percentuais.
Encontrar esse gasto na gestão de compras e gestão de viagens corporativas exige mais do que rodar a fórmula uma vez por ano.
Até porque, a identificação cruza três fontes: as reservas feitas fora do canal gerenciado, os recibos e notas fiscais sem vínculo com um fornecedor homologado, e as solicitações de reembolso sem aprovação prévia registrada. Qualquer viagem que apareça em uma dessas três listas é candidata a maverick spend.
Medir a taxa mês a mês, e não só no fechamento anual, é o que permite agir sobre o vazamento antes que ele apareça como perda de desconto na próxima negociação com fornecedores.
Como eliminar o maverick spend nas viagens corporativas?
A forma mais eficaz de reduzir o maverick spend é tornar o caminho aprovado mais fácil de usar do que o atalho, atacando direto os gargalos que a pesquisa VOLL e Alagev identificou, fluxos de aprovação lentos e reembolsos manuais, em vez de apenas fiscalizar com mais rigor quem já contornou o processo.
Isso passa por concentrar a reserva em um canal único gerenciado, com o catálogo de fornecedores contratados disponível no mesmo lugar onde o colaborador pesquisa preço.
Passa também por aplicar a política de viagens corporativas no momento da reserva, e não depois: o desvio aparece na hora, antes de a compra se completar, em vez de virar exceção descoberta semanas depois no relatório.
E passa por auditar automaticamente cada nota fiscal e recibo enviado, cruzando o gasto com a política vigente sem depender da revisão manual de um aprovador sobrecarregado.
O cartão corporativo reforça essa trava na origem: quando o meio de pagamento já está vinculado à política e ao centro de custo, boa parte do gasto fora do canal deixa de ser uma opção disponível para o viajante.
Como a VOLL ajuda as empresas a controlar o maverick spend na gestão de viagens?
Por isso, a VOLL combina uma experiência fluida para o viajante com mecanismos de governança que atuam antes, durante e depois da reserva. Em um único aplicativo, colaboradores encontram passagens, hospedagem, locação de veículos, transporte terrestre, mobilidade urbana e gestão de despesas, reduzindo a necessidade de recorrer a canais não oficiais.
Durante a reserva, o Farol de Política sinaliza, em tempo real, quais opções estão dentro ou fora das regras da empresa. Dependendo da configuração definida pelo gestor, a plataforma pode bloquear automaticamente reservas em desacordo com a política ou encaminhar exceções para aprovação antes da emissão, mantendo o controle sem tornar a jornada mais burocrática.
Depois da viagem, a governança continua. Agentes de Inteligência Artificial, como o ExpenseHelper, auditam automaticamente despesas e comprovantes, identificando inconsistências, duplicidades e gastos que fogem das diretrizes corporativas. Ao mesmo tempo, dashboards analíticos oferecem visibilidade sobre indicadores de conformidade e ajudam a identificar departamentos, centros de custo ou perfis com maior incidência de gastos fora da política.
Na prática, esse modelo permite transformar o maverick spend de um problema recorrente em um indicador continuamente monitorado e reduzido.
A experiência da FM2C, empresa especializada em facilities e engenharia de manutenção, mostra esse impacto. Antes da VOLL, a operação enfrentava desperdícios financeiros causados por reservas de última hora, processos descentralizados e baixa visibilidade sobre os deslocamentos corporativos.
Com a centralização da gestão de viagens e o monitoramento automatizado, a empresa conquistou uma economia acumulada de R$ 1 milhão em viagens corporativas, fortalecendo o controle sobre os gastos e reduzindo perdas que antes passavam despercebidas.
Se a sua empresa quer resultados como esse, fale com o time da VOLL. Preencha o formulário e entraremos em contato!
Perguntas frequentes sobre maverick spend
Conheça mais sobre o termo.
O que é maverick spend?
Maverick spend é qualquer despesa realizada fora da política de compras ou de viagens da empresa, fora dos fornecedores contratados, do canal de reserva aprovado ou dos limites definidos internamente.
O que significa compra maverick?
O termo vem do inglês "maverick", que descreve quem age por conta própria, fora do grupo. Aplicado a compras, descreve a decisão do colaborador de comprar fora do processo definido pela empresa, geralmente por urgência, conveniência ou desconhecimento da política, raramente por má-fé.
Maverick spend é ilegal?
Na maioria dos casos, não. Maverick spend é uma questão de governança interna: a compra em si costuma ser lícita, mas descumpre a política e o processo definidos pela empresa. A situação se torna um problema jurídico quando envolve fraude, como nota fiscal falsa ou reembolso indevido.
Toda compra fora da política é maverick spend?
Na prática, a maior parte é. Mas há uma exceção relevante: quando a saída do canal padrão passa por aprovação formal e justificativa registrada, como uma urgência documentada antes da viagem, a compra deixa de ser maverick spend porque houve validação, mesmo tendo ocorrido fora do fluxo habitual.
Como calcular a taxa de maverick spend?
Divida o valor gasto fora da política e dos canais aprovados pelo gasto total em viagens do período, e multiplique por 100. O resultado é a taxa de maverick spend, que benchmarks internacionais de compras consideram saudável abaixo de 10%.
Qual a diferença entre maverick spend e leakage?
Leakage, ou vazamento de economia, é o conceito mais amplo: mede toda a economia negociada que se perde ao longo da operação, seja por compra fora do contrato, reajuste de preço não identificado ou erro de fatura. Maverick spend é uma das causas mais comuns de leakage, mas não a única.
