Gestores, profissionais de compras e financeiro costumam ter uma tarefa em comum: monitorar inventário e gerenciar o suprimento de insumos ou mercadoria. Para isso, as ordens de compra (OCs) são o pilar de um processo de compras eficiente, mas ainda geram muitas dúvidas ou não têm seu potencial estratégico aproveitado.
Segundo a Deloitte, melhorar margens por meio de controle de custos e eficiência operacional é uma das prioridade das áreas de procurement em 2025.
Ainda assim, grande parte das organizações enfrenta dificuldades na consolidação de gastos e na padronização de processos de compra, especialmente em categorias indiretas e recorrentes.
E é neste ponto que a padronização e organização das ordens de compra pode ajudar.
Por isso, neste artigo, você encontrará:
A ordem de compra (OC) é um documento formal emitido pela empresa compradora para autorizar a aquisição de um bem ou serviço junto a um fornecedor. Ela define quantidades, preços acordados, prazos de entrega e condições de pagamento.
Por isso, na prática, a ordem de compra funciona como um instrumento de validação interna e externa. Internamente, ela confirma que a contratação foi aprovada conforme as políticas e alçadas definidas. Externamente, comunica ao fornecedor que aquele serviço está oficialmente autorizado, dentro das condições especificadas.
Portanto, a OC cria um vínculo documental, mais administrativo, que reduz margem para divergências futuras. Assim, ela ajuda a organizar e a deixar claro o que foi acordado, como:
Em viagens corporativas, por exemplo, a ordem de compra pode ser utilizada para formalizar a contratação de uma agência, a aquisição de um pacote de serviços recorrentes (como fee mensal de gestão) ou a aprovação prévia de eventos e deslocamentos específicos.
Para você entender essa importância na práica, imagine o seguinte: o gestor de viagens corporativas contrata uma agência de viagens e encaminha o fornecedor ao financeiro. Sem a OC, o setor agora responsável pela contratação não tem os detalhes do que foi acordado entre os parceiros.
Da mesma forma, ao perguntar para o responsável por essa parceria até então, podem acontecer erros que podem ser evitados, como o esquecimento de algum acordo feito em uma reunião de fechamento, algum desconto combinado, entre outros.
Até porque, sem essa formalização, a gestão tende a depender de controles paralelos e conciliações posteriores.
Uma ordem de compra completa deve ter:
Lembra do exemplo citado anteriormente? Ele também se aplica aqui, como uma forma de garantir que os processos sigam ser muito retrabalho.
O preenchimento incompleto ou genérico da ordem de compras é uma das principais causas de divergências após a contratação de um serviço. Por isso, é importante se atentar à qualidade das informações registradas e não focar apenas na emissão do documento em si.
A ordem de compra serve para organizar o processo de aquisição, garantir segurança jurídica, facilitar o controle de estoque e integrar departamentos (compras, financeiro, fiscal, RH, entre outras).
Entenda mais sobre:
Essa função estratégica ganha relevância adicional quando falamos em serviços de viagens corporativas, uma vez que, sem uma solução unificada, a categoria pode envolver múltiplos fornecedores (agência, companhias aéreas, hotéis, mobilidade), volumes recorrentes e variações frequentes de valores.
Assim, sem uma ordem de compra estruturada, o controle tende a acontecer apenas no momento da fatura, quando a margem para correção já é menor.
A relevância da ordem de compra aparece quando analisamos o que acontece na ausência dela. Processos pouco formalizados tendem a gerar desalinhamento entre o que foi aprovado, o que foi executado e o que está sendo faturado. A consequência não costuma apenas financeira, mas também operacional.
Em termos práticos, a importância da OC também impacta em:
Em viagens corporativas, essa padronização ajuda a evitar autorizações informais de eventos, deslocamentos emergenciais sem validação prévia ou cobranças divergentes de serviços recorrentes. A OC passa a funcionar como ponto de partida para uma gestão mais previsível da categoria, especialmente quando integrada a sistemas de gestão de despesas e contratos.
Mais do que um documento administrativo, a ordem de compra organiza a disciplina interna da empresa e sustenta decisões futuras com base em dados consolidados.
Leia também: O que saber para evitar erros da área de compras na homologação de fornecedores de viagens.
O pedido de compra é o ponto de partida: ele comunica que existe uma necessidade. A ordem de compra oficializa esse pedido em um documento formal com todas as informações necessárias para a contratação do fornecedor, serviço ou produto.
Confira mais detalhes sobre as diferenças na tabela abaixo.
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Critério |
Pedido de compra |
Ordem de compra |
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Objetivo |
Solicitar internamente a aquisição de um bem ou serviço |
Autorizar formalmente a contratação junto ao fornecedor |
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Emissor |
Área demandante ou colaborador solicitante |
Área de compras ou sistema formal da empresa |
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Momento no processo |
Etapa inicial, antes da validação |
Após aprovação interna, antes da execução do serviço |
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Validade externa |
Documento interno, não enviado ao fornecedor |
Documento oficial enviado ao fornecedor |
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Impacto financeiro |
Indica intenção de gasto |
Formaliza compromisso financeiro |
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Função na governança |
Organiza a demanda |
Registra e valida a contratação |
Agora, você pode estar se perguntando: até quando a ordem de compra vale? A validade de uma ordem de compra depende das condições definidas pela empresa ou do acordo com o fornecedor. Em geral, a OC permanece válida até que ocorra uma das seguintes situações:
Em muitas empresas, especialmente em compras recorrentes, a ordem de compra pode ter prazo de validade específico, como 30, 60 ou 90 dias, para evitar que fornecedores utilizem pedidos antigos.
O processo de emitir uma ordem de compra precisa garantir alinhamento interno, clareza de escopo e segurança financeira antes da execução do serviço. Em geral, ele conta com as etapas:
Validar a necessidade e o orçamento disponível;
Definir o escopo com nível adequado de detalhamento;
Confirmar valores, impostos e condições comerciais;
Associar centro de custo e classificação contábil;
Submeter para aprovação conforme política de alçadas;
Emitir a ordem de compra no sistema oficial;
Enviar formalmente ao fornecedor antes da execução.
Antes da emissão da OC, é fundamental confirmar que a contratação está prevista no orçamento e alinhada à política interna.
A descrição do serviço deve ser clara o suficiente para evitar interpretações diferentes no momento do faturamento.
Exemplo: indicar se a OC se refere a fee mensal de gestão, evento específico, consultoria de viagens ou outro serviço previamente acordado.
Antes da formalização, é importante validar preços unitários, valores totais, impostos aplicáveis e condições de pagamento. Essa etapa reduz divergências entre OC e nota fiscal.
A vinculação correta ao centro de custo permite rastrear o impacto financeiro por área e facilita análises futuras de desempenho da categoria.
Empresas estruturadas possuem níveis de aprovação definidos por valor ou tipo de serviço. A validação formal evita contratações fora da governança estabelecida.
A OC deve ser registrada no sistema corporativo (ERP ou plataforma de compras), gerando um número único para rastreabilidade.
A prestação do serviço só deve começar após o fornecedor receber a ordem de compra oficial. Esse envio formal protege ambas as partes e reduz riscos de cobrança indevida.
A ordem de compra pode ser estruturada em ferramentas simples, como Microsoft Word, Google Docs ou planilhas eletrônicas, especialmente em empresas que ainda não utilizam sistemas integrados.
O formato visual pode evoluir com o tempo, acompanhando o nível de maturidade da gestão e a adoção de sistemas mais robustos, mas a clareza e a completude das informações devem ser prioridade desde o início.
A seguir, você confere um modelo de ordem de compra simples para se basear:
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ORDEM DE COMPRA |
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Nº da OC 047/2026 |
Data de Emissão 09/03/2026 |
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DADOS DO COMPRADOR |
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Empresa |
Empresa XYZ S.A. |
CNPJ |
00.000.000/0001-00 |
|
Endereço |
Av. Paulista, 1000 – São Paulo/SP |
Contato |
financeiro@empresaxyz.com.br |
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DADOS DO FORNECEDOR |
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Fornecedor |
Agência XYZ Viagens Corporativas Ltda. |
CNPJ |
00.000.000/0001-00 |
|
Endereço |
Rua das Empresas, 200 – São Paulo/SP |
Contato |
atendimento@agenciaxyz.com.br |
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DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS |
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Item |
Descrição |
Quantidade |
Valor Total |
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01 |
Emissão de passagens aéreas nacionais |
5 trechos |
R$ 6.000,00 |
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02 |
Reserva de hospedagem (10 diárias) |
10 diárias |
R$ 4.500,00 |
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03 |
Taxa de serviço / atendimento 24h |
1 |
R$ 1.000,00 |
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VALOR TOTAL DA OC |
R$ 11.500,00 |
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CONDIÇÕES DE PAGAMENTO |
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Forma de pagamento |
Fatura mensal |
Prazo |
30 dias após emissão da NF |
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Centro de custo |
Comercial – Unidade SP |
Código interno |
CC-TRV-2026-01 |
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PRAZO E VIGÊNCIA |
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Período de execução |
15/03/2026 a 30/04/2026 |
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Observações |
Valores estimados com base na demanda prevista. |
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APROVAÇÃO |
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Gestor responsável |
_________________________ |
Data |
____ / ____ / 2026 |
Quer salvar o modelo de ordem de compra? Também fizemos uma imagem simples para usar de referência:
Leia mais em: Quando exigir e como conciliar ordem de compras em viagens corporativas.
Gerir viagens corporativas significa ter que lidar com companhias aéreas, hotéis, aplicativos de mobilidade, prestadores regionais, reembolsos individuais e outras diversas informações relacionadas aos deslocamentos dos colaboradores. Cada fornecedor pode gerar sua própria fatura, ter prazos de pagamento diferentes, sendo necessária uma ordem de compra específica para cada um deles.
Esse modelo fragmentado aumenta o volume de documentos, dificulta a conciliação e exige retrabalho constante entre compras, financeiro e áreas solicitantes.
A VOLL é a maior agência de viagens corporativas digital da América Latina e, ao centralizar viagens, mobilidade e despesas em uma única plataforma tecnológica, reduz essa dispersão e facilita a gestão de fornecedores e reduz o número de ordens de compra.
Isso porque, em vez de múltiplas ordens de compra e faturas descentralizadas, a empresa passa a ter:
Além de prestar organizar a operação de viagens de ponta a ponta, a VOLL simplifica a interface entre procurement e financeiro, especialmente no controle de despesas operacionais recorrentes. O resultado é menos retrabalho, menos divergência entre valores aprovados e valores faturados e maior previsibilidade orçamentária.
Para empresas que buscam reduzir a burocracia e fortalecer a gestão de fornecedores em viagens corporativas, vale conhecer como a VOLL estrutura esse modelo na prática.
Entre em contato para saber mais e aproveite para conhecer alguns dos nossos cases de sucesso na gestão de viagens corporativas de grandes empresas da América Latina.
Não obrigatoriamente. Empresas em estágio inicial podem emitir ordens de compra em documentos estruturados no Word ou em planilhas, desde que contenham todas as informações essenciais e sigam um fluxo claro de aprovação.
No entanto, à medida que o volume de transações cresce, especialmente em categorias como viagens corporativas, o uso de sistemas integrados (ERP ou plataformas de gestão) reduz erros, melhora a rastreabilidade e facilita auditorias.
Os erros mais comuns estão ligados dados incompletos, descrições genéricas e falta de alinhamento com contratos previamente negociados.
Para evitar inconsistências é recomendável padronizar modelos de OC, exigir campos obrigatórios (CNPJ, número da OC, data, centro de custo, condições de pagamento) e vincular a emissão da ordem a um fluxo formal de aprovação interna.
A validade depende do que estiver previsto no próprio documento ou em contrato. Em geral, a ordem de compra é válida até o cumprimento do serviço ou entrega do item descrito.
Caso não haja prazo definido, é recomendável indicar período de vigência para evitar execução tardia ou cobrança fora do planejamento orçamentário.
Uma ordem de compra pode ser rejeitada pelo fornecedor quando houver divergência de valores, escopo incompleto, ausência de assinatura ou inconsistência nas condições de pagamento.
Já o cancelamento pela empresa pode ocorrer em caso de erro formal, mudança de necessidade ou descumprimento de condições previamente acordadas. Em ambos os casos, o ideal é registrar formalmente a justificativa para manter a rastreabilidade do processo.
Enquanto a ordem de compra está ligada ao processo de procurement e negociação com fornecedores, a ordem de serviço está relacionada à gestão operacional e execução de tarefas.
Em muitos casos, os dois documentos fazem parte do mesmo fluxo. Uma empresa pode emitir uma ordem de compra para contratar um fornecedor e, posteriormente, abrir uma ordem de serviço para organizar e acompanhar a execução da atividade contratada.