Gestão de viagens corporativas

Supplier risk assessment: estratégias para reduzir riscos na gestão de fornecedores

A avaliação de riscos de fornecedores amplia o controle sobre custos, contratos e execução, contribuindo para decisões mais consistentes na operação.



Supplier risk assessment: estratégias para reduzir riscos na gestão de fornecedores
17:02



Riscos financeiros, operacionais e de conformidade podem não ser evidentes no início, mas tendem a surgir ao longo da execução dos contratos, afetando custos, prazos e a continuidade dos serviços.

Para reduzir essa exposição, empresas estruturam processos de avaliação de risco antes e durante a relação com terceiros. Esse processo é conhecido como supplier risk assessment (SRA).

Até porque, imagina a situação: um fornecedor atrasa uma entrega crítica. Outro deixa de cumprir exigências regulatórias. Em poucos dias, a operação precisa lidar com impactos que não estavam previstos no momento da contratação.

Esse tipo de situação é mais comum do que parece e, na maioria dos casos, está relacionada à ausência de uma análise estruturada da gestão de fornecedores.

Por isso, o SRA permite analisar terceiros de forma mais completa, considerando fatores como saúde financeira, capacidade operacional, conformidade regulatória e exposição a riscos externos. Com isso, a tomada de decisão passa a incorporar critérios que vão além dos aspectos comerciais.

Esse tipo de análise é especialmente relevante em áreas como compras e facilities, onde a dependência de fornecedores impacta diretamente a execução da operação.

Para a gestão de viagens, é ainda mais importante, pois a empresa responde pelo duty of care dos viajantes.

Portanto, preparamos este conteúdo com insights e estratégia sobre avaliação de risco de fornecedores para que você, envolvido nessas atividades, saiba:

  • O que é supplier risk assessment e como ele funciona;

  • Por que essa avaliação é importante na gestão de fornecedores;

  • Quais são as principais categorias de risco;

  • Como estruturar um processo de SRA na prática;

  • Quais práticas ajudam a tornar essa análise mais eficiente;

  • Como aplicar o SRA no dia a dia da operação.

O que é supplier risk assessment (SRA)?

O supplier risk assessment (SRA), em tradução livre, avaliação de risco de fornecedores, é o processo de identificação, análise e classificação dos riscos associados a fornecedores ao longo do ciclo de contratação e relacionamento.

Assim, o processo envolve mapear ameaças, analisar impactos (financeiros, produção, imagem) e monitorar indicadores para assegurar a continuidade e qualidade.

Essa análise pode ser aplicada em diferentes momentos da gestão de terceiros da empresa, como:

  • Antes da contratação, para apoiar a seleção de fornecedores;

  • Durante o contrato, para acompanhar mudanças no nível de risco;

  • Em revisões periódicas, para reavaliar a relação com terceiros.

No entanto, para isso, o SRA envolve a coleta e análise de informações que permitem entender a confiabilidade do fornecedor em diferentes dimensões. Você vai precisar:

  • Capacidade financeira: estabilidade econômica e risco de inadimplência ou falência;

  • Capacidade operacional: estrutura, recursos e histórico de entrega;

  • Conformidade regulatória: atendimento a normas legais, trabalhistas e fiscais;

  • Segurança da informação: proteção de dados e aderência a requisitos como LGPD;

  • Fatores externos: riscos relacionados a mercado, localização ou dependência de terceiros.

Por que o supplier risk assessment é importante?

O supplier risk assessment permite antecipar riscos que, na maioria das vezes, só se tornam visíveis durante a execução do contrato. Sem esse tipo de análise, a gestão de fornecedores tende a ser reativa, atuando apenas quando o problema já impactou a operação.

Por conta disso, houve um salto drástico na preocupação com conformidade. 37% dos líderes veem este como o principal risco, contra apenas 7% no ano anterior, de acordo com a Global Risk Landscape da BDO.

Ainda, de forma geral, o SRA contribui para:

  • Reduzir riscos operacionais: evitar falhas na entrega de serviços, atrasos e interrupções na operação;

  • Prevenir riscos financeiros: identificar fornecedores com instabilidade econômica ou risco de inadimplência;

  • Fortalecer a governança e o compliance: garantir que fornecedores atendam a requisitos legais, regulatórios e internos da empresa;

  • Aumentar a previsibilidade da operação: melhorar o controle sobre prazos, custos e execução dos serviços;

  • Apoiar decisões de contratação: permitir comparações mais completas entre fornecedores;

  • Reduzir impactos reputacionais: evitar associações com fornecedores que não atendem padrões de compliance ou ESG.

Além disso, o tema tem ganhado relevância nos últimos anos.

De acordo com o relatório Global Risk Management Survey da Deloitte, organizações que estruturam processos formais de gestão de riscos conseguem aumentar a capacidade de antecipação de eventos críticos e melhorar a tomada de decisão baseada em dados.

Outro ponto importante é que a dependência de terceiros tende a aumentar conforme as empresas expandem suas operações. Por isso, estruturar um processo de avaliação de risco deixa de ser uma prática complementar e passa a ser um elemento central da gestão de fornecedores.

Ao incorporar o supplier risk assessment na rotina, a empresa passa a atuar de forma mais preventiva, reduzindo incertezas e aumentando o controle sobre a operação.

Quais são as principais categorias de risco?

A avaliação de risco de fornecedores considera diferentes dimensões que refletem o impacto potencial de terceiros sobre a operação. As principais categorias de risco que devem ser analisadas por uma empresa são:

  • Risco financeiro: está relacionado à saúde econômica do fornecedor, incluindo capacidade de pagamento, nível de endividamento e risco de insolvência;

  • Risco operacional: refere-se à capacidade do fornecedor de executar o serviço conforme o esperado, considerando estrutura, recursos, processos e histórico de entrega;

  • Risco de compliance e regulatório: envolve o cumprimento de obrigações legais, trabalhistas, fiscais e regulatórias, além da aderência a políticas internas da empresa;

  • Risco de governança: está associado à forma como o fornecedor estrutura seus processos internos, controles, transparência e gestão de riscos;

  • Risco de ESG (ambiental, social e governança): considera práticas relacionadas a impacto ambiental, responsabilidade social e conduta corporativa;

  • Risco de segurança da informação (cybersecurity): avalia a proteção de dados e sistemas, especialmente em fornecedores que acessam informações sensíveis ou integram sistemas;

  • Risco de dependência: ocorre quando há concentração excessiva em um único fornecedor, aumentando a vulnerabilidade da operação em caso de falhas;

  • Risco geopolítico e de mercado: está relacionado a fatores externos como localização, instabilidade econômica, mudanças regulatórias ou condições do mercado.

Como fazer supplier risk assessment na prática?

Para que o supplier risk assessment seja consistente e útil na gestão, é importante estruturar a análise com base em critérios claros e aplicáveis ao longo de todo o ciclo de contratação e relacionamento com fornecedores.

Confira abaixo um passo a passo resumido de como fazer o SRA na prática.

1. Identificar e classificar fornecedores

O primeiro passo é mapear os fornecedores ativos e potenciais, considerando o tipo de serviço prestado e o impacto na rotina da empresa. Essa etapa define o nível de criticidade de cada fornecedor dentro da operação.

A classificação dos fornecedores pode considerar critérios como criticidade do serviço, volume financeiro e dependência da operação. Vale lembrar ainda que fornecedores críticos tendem a exigir uma análise mais aprofundada.

2. Definir critérios de avaliação de risco

Com os fornecedores mapeados, é necessário estabelecer quais critérios serão utilizados na análise.

Esses critérios devem refletir as principais dimensões de risco, como aspectos financeiros, operacionais, regulatórios e de governança, além de fatores específicos do negócio.

Para definir critérios de avaliação de risco, você deve estabelecer os parâmetros usados para medir a importância e a urgência de cada ameaça identificada. Alguns exemplos comuns são:

  • Probabilidade (ou frequência): é a chance de o evento de risco ocorrer;

  • Impacto (ou consequência): dimensão do dano ou perda caso o risco aconteça;

  • Capacidade operacional: habilidade do fornecedor de entregar o que foi prometido.

3. Estruturar uma matriz de risco

A matriz de risk assessment organiza os fornecedores de acordo com o nível de risco e o impacto potencial na operação

Normalmente, essa matriz combina dois eixos principais:

  • Probabilidade de ocorrência do risco;

  • Impacto na operação;

Para esses critérios, portanto, utiliza-se uma escala de 1 a 5, variando de "muito baixo" a "muito alto".

Por exemplo, um fornecedor localizado em uma zona de guerra tem alta probabilidade de sofrer interrupções, enquanto um fornecedor único para uma peça essencial tem um impacto altíssimo no seu faturamento caso pare de entregar.

Com esses valores definidos, o próximo passo é o cálculo do nível de risco, multiplicando a probabilidade pelo impacto (Risco = P x I).

O resultado fica visível em um gráfico visual, geralmente dividido por cores: verde para riscos baixos, amarelo para moderados e vermelho para críticos.

Essa visualização permite que a gestão identifique imediatamente quais ameaças exigem atenção prioritária e quais podem apenas ser monitoradas.

Com essa estrutura, é possível priorizar fornecedores que exigem maior atenção e definir estratégias de acompanhamento.

4. Definir ações de mitigação

A partir da classificação de risco, a empresa pode estabelecer ações para reduzir a exposição. As medidas adotadas devem estar alinhadas ao nível de risco identificado.

Essas ações variam conforme o nível de risco identificado e podem incluir:

  • Exigência de documentação adicional;

  • Revisão de cláusulas contratuais;

  • Definição de planos de contingência;

  • Diversificação de fornecedores.

O objetivo é reduzir a probabilidade de ocorrência ou o impacto do risco.

5. Implementar monitoramento contínuo

A avaliação de risco não deve ser feita apenas no momento da contratação. O nível de risco de um fornecedor pode mudar ao longo do tempo.

Por isso, é importante acompanhar indicadores como desempenho, conformidade e mudanças na estrutura do fornecedor.

Esse monitoramento permite atualizar a classificação de risco e agir de forma preventiva.

Melhores práticas de supplier risk assessment

A aplicação do supplier risk assessment no dia a dia depende da forma como o processo é conduzido e integrado à gestão de fornecedores. O SRA precisa ser tratado como um processo contínuo, com impacto direto na tomada de decisão e na governança.

Entre as práticas que ajudam a tornar a análise mais consistente, comparável e útil para a tomada de decisão estão:

  • Aplicar proporcionalidade na análise: ajustar o nível de aprofundamento conforme a criticidade do fornecedor e o impacto na operação;

  • Padronizar critérios e metodologias: definir parâmetros claros para avaliação, evitando interpretações diferentes entre áreas ou analistas;

  • Integrar áreas envolvidas na contratação: alinhar compras, jurídico, financeiro e áreas operacionais para garantir uma visão mais completa do risco;

  • Utilizar dados atualizados e fontes confiáveis: basear a análise em informações recentes, como indicadores financeiros, histórico de desempenho e documentação regulatória;

  • Automatizar a coleta e o acompanhamento de dados: utilizar ferramentas que facilitem o registro, atualização e monitoramento das informações;

  • Realizar revisões periódicas da análise: reavaliar fornecedores ao longo do tempo, considerando mudanças no contexto ou na operação;

  • Registrar decisões e critérios adotados: manter histórico das avaliações para garantir rastreabilidade e apoiar auditorias;

  • Conectar o SRA à governança da empresa: integrar a avaliação de risco a políticas internas, compliance e gestão de terceiros.

Como ter um supplier risk assessment efetivo?

A efetividade do supplier risk assessment está menos relacionada à quantidade de critérios avaliados e mais à capacidade de transformar a análise em decisões consistentes ao longo da gestão de fornecedores.

Assim, para que o SRA seja efetivo, é preciso se atentar a alguns elementos-chave, como:

  • Alinhamento com a estratégia da empresa: conectar a avaliação de risco aos objetivos do negócio, considerando impacto financeiro, operacional e regulatório;

  • Integração com processos de compras e contratos: incorporar o SRA às etapas de seleção, negociação e renovação de fornecedores;

  • Uso do risco como critério de decisão: utilizar a classificação de risco para definir prioridades, aprovações e níveis de acompanhamento;

  • Clareza na definição de responsabilidades: estabelecer quem analisa, valida e acompanha os riscos ao longo do relacionamento com fornecedores;

  • Atualização contínua das informações: revisar dados e classificações conforme mudanças no fornecedor ou no contexto da operação;

  • Visibilidade dos riscos para a gestão: garantir que as informações estejam acessíveis para apoiar decisões em diferentes níveis da empresa.

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Como aplicar o supplier risk assessment em viagens corporativas?

As viagens corporativas dependem de uma cadeia de fornecedores, como companhias aéreas, hotéis, locadoras e serviços de mobilidade. Cada um desses parceiros influencia diretamente custos, prazos e a experiência do colaborador, o que exige uma análise mais estruturada desses contratos.

Aplicar o supplier risk assessment nesse contexto significa avaliar fornecedores considerando não apenas aspectos comerciais, mas também fatores que impactam a execução da operação. Essa abordagem amplia o nível de controle sobre riscos que tendem a surgir ao longo do tempo, e não apenas no momento da contratação.

Essa análise pode ser aplicada em diferentes frentes:

  • Avaliar fornecedores críticos: considerar o impacto de companhias aéreas, redes hoteleiras e parceiros de mobilidade na continuidade da operação;

  • Monitorar nível de serviço (SLA): acompanhar atrasos, cancelamentos, qualidade do atendimento e cumprimento de prazos;

  • Analisar custos e variações de preço: identificar padrões de aumento, inconsistências e oportunidades de otimização;

  • Acompanhar dependência de fornecedores: identificar concentração em determinados parceiros ou rotas;

  • Considerar riscos operacionais e externos: avaliar fatores como instabilidade de mercado, mudanças regulatórias ou interrupções de serviço.

Esse tipo de análise permite tratar viagens corporativas com o mesmo nível de controle aplicado a outras categorias de fornecedores. O resultado é uma gestão mais previsível, com maior visibilidade sobre custos, desempenho e riscos associados.

A VOLL é a maior agência de viagens corporativas digital da América Latina e atua há anos como parceira de grandes empresas na gestão de fornecedores de viagens, estruturando processos e centralizando informações em um único ambiente digital.

A plataforma permite consolidar dados de reservas, despesas, aprovações e fornecedores, o que facilita o acompanhamento de indicadores relevantes para a análise de risco. Com maior visibilidade sobre desempenho, custos e nível de serviço, a gestão passa a ter uma base mais consistente para avaliar fornecedores ao longo do tempo.

Além disso, funcionalidades como controle de políticas, monitoramento de SLA, gestão de despesas e auditoria de processos permitem acompanhar desvios, identificar padrões e apoiar decisões relacionadas à contratação e manutenção de fornecedores.

Vale lembrar ainda que, por ser referência no mercado, a VOLL também facilita acordos comerciais vantajosos com fornecedores, garantindo negociações mais eficientes e reduzindo variações de preço para fortalecer o controle de custos e a previsibilidade da operação.

Se você atua na área de compras e precisa de mais controle sobre fornecedores, custos e riscos nas viagens corporativas, saiba mais sobre como a VOLL pode apoiar a aplicação do supplier risk assessment na sua empresa.

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Se você deseja ver como funciona na prática, fale agora com um especialista e agende uma demonstração gratuita.

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