O turismo corporativo tem grande destaque estratégico dentro das empresas, trazendo resultados positivos em termos financeiros, de inovação e de relacionamento.
Além de ser essencial para o desenvolvimento de oportunidades e relações corporativas, o turismo corporativo também impulsiona a economia nacional.
Neste mesmo ano, segundo dados internos da VOLL, o número de passagens emitidas para viagens corporativas nacionais cresceu 72% em comparação com o ano anterior.
Neste artigo, você conhecerá mais sobre o turismo corporativo, sua relação com outras formas de viagem e estratégias para reduzir custos por meio de uma gestão eficiente. Confira!
O turismo corporativo, também conhecido como turismo de negócios, é o conjunto de viagens que profissionais fazem a trabalho, em nome da empresa, para reuniões, eventos, feiras, treinamentos e visitas a clientes ou fornecedores. Assim, a agenda é definida pela empresa e os custos são pagos por ela, conforme a política de viagens interna.
Essas viagens podem acontecer por diferentes motivos, como participação em eventos (feiras, congressos, workshops), treinamentos, visitas a clientes ou fornecedores, reuniões e negociações, entre outros.
Para que o turismo corporativo ocorra, é necessário gerenciar diversas atividades, como a reserva de serviços de viagem (como transporte e hospedagem), o processo de reembolso e a elaboração de roteiros. Normalmente, essas tarefas ficam sob a responsabilidade do gestor de viagens da empresa.
Além das atividades operacionais, essenciais para a realização das viagens, o gestor de viagens exerce um papel estratégico. Ele assegura uma experiência positiva para o viajante, elabora planos para redução de custos e estabelece parcerias e acordos comerciais com fornecedores, entre outras atribuições.
Toda a operação interna é regida pela política de viagens corporativas, um documento que define regras, normas, limites, processos e padrões da empresa relacionados ao turismo corporativo. O gestor de viagens é responsável pela criação, implementação e ajustes dessa política.
O turismo corporativo é um dos motores mais constantes da economia brasileira. Em setembro de 2025, o setor faturou R$ 1,29 bilhões, o maior resultado da série histórica da Abracorp, a associação que monitora o segmento.
Por trás do número estão 5,4 milhões de bilhetes aéreos emitidos e 10,2 milhões de diárias de hotel só no ano. Para quem gere esse orçamento, fica claro como a viagem a trabalho é alavanca de negócio e, ao mesmo tempo, uma das maiores linhas de custo a controlar.
Apesar de ambos envolverem viagens, o turismo corporativo e o turismo de lazer têm propósitos e características bem diferentes.
O turismo corporativo visa atender às necessidades profissionais, com uma agenda focada em compromissos de trabalho. Geralmente, as viagens são curtas e limitadas ao período necessário para cumprir esses compromissos.
Além disso, os custos da viagem são pagos pela empresa, com base na política interna. O pagamento pode ser feito por meio de cartão corporativo, adiantamento ou reembolso.
Já o turismo de lazer tem como foco o entretenimento ou o descanso, e a agenda é definida pelo próprio viajante. Essas viagens podem ser mais longas, e o viajante é responsável por cobrir os custos, incluindo transporte, hospedagem, alimentação e outras despesas pessoais.
| Turismo corporativo | Turismo de lazer | |
|---|---|---|
| Objetivo | Cumprir compromissos de trabalho | Descanso e entretenimento |
| Quem define a agenda | A empresa | O próprio viajante |
| Quem paga | A empresa, conforme a política | O viajante |
| Duração | Limitada ao compromisso | Livre |
| Pagamento | Cartão corporativo, adiantamento ou reembolso | Recursos pessoais |
Entretanto, existe um conceito que combina esses dois tipos de viagem. Saiba mais no próximo tópico!
O conceito de bleisure surge da combinação de duas palavras em inglês: "business" (negócios) e "leisure" (lazer). Esse termo descreve uma viagem de negócios que oferece a oportunidade de incluir momentos de lazer.
Nesse modelo, os viajantes prolongam sua estadia no destino da viagem corporativa para aproveitar um tempo de turismo e descanso após encerrar seus compromissos profissionais
No entanto, é importante ressaltar que os custos do período focado em lazer são de responsabilidade do colaborador.
O aumento da flexibilidade no ambiente de trabalho e a priorização do bem-estar e do equilíbrio entre vida pessoal e profissional são fatores que têm contribuído para o crescimento dessa tendência.
Segundo estudos da Hilton, por exemplo, mais de um terço dos viajantes de negócios da Geração Z e dos Millennials afirmam que planejam prolongar suas viagens corporativas para incluir momentos de lazer antes ou depois das suas responsabilidades profissionais.
Além de beneficiar o viajante, essa prática também é vantajosa para as empresas, que ganham em atração e retenção de talentos, além de promoverem maior produtividade e engajamento na equipe.
O turismo corporativo não é uma coisa só. Entender os formatos ajuda a dimensionar orçamento e a definir regras diferentes para cada caso.
A própria Abracorp organiza o setor em torno de categorias como congressos, eventos de viagens corporativas, feiras, treinamentos, convenções, reuniões e programas de incentivo. Os principais tipos:
Reuniões e negociações: o formato mais comum, geralmente viagens curtas para fechar contratos, alinhar projetos ou visitar clientes e fornecedores.
Eventos, feiras e congressos: deslocamentos para representar a marca, prospectar e acompanhar o mercado. Costumam envolver grupos e planejamento antecipado.
Treinamentos e capacitações: viagens para desenvolvimento técnico da equipe, muitas vezes recorrentes.
Viagens de incentivo: usadas como reconhecimento e retenção de talentos, misturam objetivo corporativo e experiência.
Convenções e eventos internos: encontros de times distribuídos, kick-offs e planejamentos estratégicos.
Esse conjunto de formatos é o que o mercado chama de segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions). Cada um pede uma abordagem de gestão diferente, e tratá-los como se fossem iguais é uma das principais causas de descontrole orçamentário.
Com uma abordagem estratégica e boas relações comerciais, uma gestão eficiente pode reduzir os gastos com o turismo corporativo.
Para facilitar esse processo, listamos abaixo algumas boas práticas que devem ser implementadas na sua empresa. Confira:
Planeje as viagens com antecedência para aproveitar as melhores tarifas e ter margem para negociação com companhias aéreas e hotéis.
Crie limites por categoria e outras regras relacionadas a despesas na sua política de viagens, explicando-as de forma clara e didática para evitar gastos inesperados e conflitos de interesse.
Crie acordos comerciais com fornecedores com base na alta demanda de viagens da sua empresa.
Evite marcar viagens durante a alta temporada, quando os preços geralmente são mais altos.
Defina as formas de pagamento de acordo com as necessidades da empresa e o perfil dos colaboradores. Adiantamento, reembolso, carteiras digitais e cartão corporativo são algumas possibilidades.
Caso opte pelo reembolso, busque ferramentas de automação para simplificar o processo e evitar erros manuais (que podem custar caro).
Conte com um agência de viagens corporativas digital, como a VOLL, para tornar a operação mais eficiente e ter acesso a tarifas exclusivas.
Utilize a tecnologia para facilitar a gestão de despesas, acompanhar flutuação de valores e centralizar pagamentos.
"O Brasil não observa a transformação do setor de longe e está participando dela como protagonista. Gosto de lembrar que o país é o 10º maior mercado de viagens corporativas do mundo, com cerca de US$ 30 bilhões anuais, segundo Visa e GBTA" - Luiz Moura, CBO e Cofundador da VOLL.
Alguns movimentos estão redesenhando o setor e devem definir as prioridades de gestão no próximo ciclo, como vi recentemente na GBTA Convention 2026 e, inclusive, discorri no meu perfil do LinkedIn sobre.
Com o que acompanhei nos palcos do evento, para mim, o que ficou de tendências para o futuro são:
Recuperação com custo mais alto: o volume de viagens voltou aos níveis recordes, mas as tarifas subiram: os serviços aéreos já respondem por cerca de 58% do faturamento do setor, segundo a Abracorp. Fazer mais com o mesmo orçamento vira a meta central;
Profissionalização e dados: planilha e e-mail deixaram de dar conta. Plataformas de gestão integrada, analytics de custo e ferramentas de compliance passaram de diferencial a requisito, aproximando o mercado brasileiro dos padrões internacionais de governança;
Inteligência artificial na operação: a IA começa a atuar dentro do fluxo de compra, prevendo as necessidades do viajante e na aprovação, e não só em relatórios;
Sustentabilidade no radar: emissões de carbono das viagens entram nos relatórios de ESG e começam a influenciar escolhas de rota, fornecedor e política;
Experiência do viajante como retenção: processos travados empurram o colaborador para fora da política. A boa experiência em uma viagem corporativa é um requisito mínimo.
Se você quer reduzir custos na gestão do turismo corporativo, automatizando processos e garantindo uma experiência de qualidade para os colaboradores, a melhor opção é a VOLL: a maior agência de viagens corporativas digital da América Latina.
Com soluções completas para gestão de viagens, mobilidade e despesas, a VOLL reúne os melhores fornecedores de passagens aéreas, hotéis, mobilidade e outros serviços essenciais para o turismo corporativo.
Por meio de uma tecnologia própria, viajantes e gestores têm uma jornada completa e unificada dentro de um app inovador. Dessa forma, sua empresa reduz custos e seu colaborador ganha tempo e independência.
Dentro da solução, é possível personalizar regras conforme cargos, nível ou departamento, garantindo total conformidade com sua política interna.
Além disso, o gestor de viagens tem acesso a diversos dashboards personalizáveis e relatórios estratégicos, garantindo um monitoramento detalhado de toda a operação.
Essa é sua chance de potencializar o turismo corporativo da sua empresa de maneira inovadora e estratégica. Saiba mais sobre as soluções da VOLL!
Preencha o formulário e entraremos em contato!
Saiba mais sobre o assunto.
É o conjunto de viagens que profissionais fazem a trabalho, em nome da empresa, para reuniões, eventos, treinamentos e visitas a clientes ou fornecedores. Os custos são pagos pela empresa conforme a política interna.
Na prática, são sinônimos. "Turismo corporativo" costuma descrever o segmento como um todo, e "viagens corporativas", o deslocamento e sua gestão no dia a dia. Ambos se opõem ao turismo de lazer, em que o viajante define a agenda e paga a própria conta.
Sim. Os dois termos descrevem a mesma coisa: viagens feitas com objetivo profissional.
Reuniões e negociações, eventos e feiras, treinamentos, viagens de incentivo e convenções internas. Juntos, formam o segmento MICE.
Planejando com antecedência, mantendo uma política clara, negociando acordos por volume, combatendo o gasto fora da política e usando tecnologia (incluindo IA) para aplicar regras e enxergar o custo real de cada viagem.
Normalmente o gestor de viagens, que cuida da operação, da política, dos acordos com fornecedores e das ações de redução de custo, muitas vezes junto às áreas financeira e de compras.