Blogs sobre gestão de viagens corporativas, mobilidade e despesas corporativas

Turismo corporativo: o que é, tendências e como reduzir custos em 2026

Escrito por Luiz Moura | 04/04/2025 13:13

O turismo corporativo tem grande destaque estratégico dentro das empresas, trazendo resultados positivos em termos financeiros, de inovação e de relacionamento. 

Além de ser essencial para o desenvolvimento de oportunidades e relações corporativas, o turismo corporativo também impulsiona a economia nacional. 

Neste mesmo ano, segundo dados internos da VOLL, o número de passagens emitidas para viagens corporativas nacionais cresceu 72% em comparação com o ano anterior.

Neste artigo, você conhecerá mais sobre o turismo corporativo, sua relação com outras formas de viagem e estratégias para reduzir custos por meio de uma gestão eficiente. Confira!

O que é turismo corporativo?

O turismo corporativo, também conhecido como turismo de negócios, é o conjunto de viagens que profissionais fazem a trabalho, em nome da empresa,  para reuniões, eventos, feiras, treinamentos e visitas a clientes ou fornecedores. Assim, a agenda é definida pela empresa e os custos são pagos por ela, conforme a política de viagens interna. 

Essas viagens podem acontecer por diferentes motivos, como participação em eventos (feiras, congressos, workshops), treinamentos, visitas a clientes ou fornecedores, reuniões e negociações, entre outros.

Para que o turismo corporativo ocorra, é necessário gerenciar diversas atividades, como a reserva de serviços de viagem (como transporte e hospedagem), o processo de reembolso e a elaboração de roteiros. Normalmente, essas tarefas ficam sob a responsabilidade do gestor de viagens da empresa. 

Além das atividades operacionais, essenciais para a realização das viagens, o gestor de viagens exerce um papel estratégico. Ele assegura uma experiência positiva para o viajante, elabora planos para redução de custos e estabelece parcerias e acordos comerciais com fornecedores, entre outras atribuições.

Toda a operação interna é regida pela política de viagens corporativas, um documento que define regras, normas, limites, processos e padrões da empresa relacionados ao turismo corporativo. O gestor de viagens é responsável pela criação, implementação e ajustes dessa política.

O turismo corporativo é um dos motores mais constantes da economia brasileira. Em setembro de 2025, o setor faturou R$ 1,29 bilhões, o maior resultado da série histórica da Abracorp, a associação que monitora o segmento.

Por trás do número estão 5,4 milhões de bilhetes aéreos emitidos e 10,2 milhões de diárias de hotel só no ano. Para quem gere esse orçamento, fica claro como a viagem a trabalho é alavanca de negócio e, ao mesmo tempo, uma das maiores linhas de custo a controlar. 

Qual é a diferença entre turismo corporativo e turismo de lazer?

Apesar de ambos envolverem viagens, o turismo corporativo e o turismo de lazer têm propósitos e características bem diferentes.

O turismo corporativo visa atender às necessidades profissionais, com uma agenda focada em compromissos de trabalho. Geralmente, as viagens são curtas e limitadas ao período necessário para cumprir esses compromissos. 

Além disso, os custos da viagem são pagos pela empresa, com base na política interna. O pagamento pode ser feito por meio de cartão corporativo, adiantamento ou reembolso.

Já o turismo de lazer tem como foco o entretenimento ou o descanso, e a agenda é definida pelo próprio viajante. Essas viagens podem ser mais longas, e o viajante é responsável por cobrir os custos, incluindo transporte, hospedagem, alimentação e outras despesas pessoais.

  Turismo corporativo Turismo de lazer
Objetivo Cumprir compromissos de trabalho Descanso e entretenimento
Quem define a agenda A empresa O próprio viajante
Quem paga A empresa, conforme a política O viajante
Duração Limitada ao compromisso Livre
Pagamento Cartão corporativo, adiantamento ou reembolso Recursos pessoais

Entretanto, existe um conceito que combina esses dois tipos de viagem. Saiba mais no próximo tópico!

Bleisure: como afeta o turismo corporativo?

O conceito de bleisure surge da combinação de duas palavras em inglês: "business" (negócios) e "leisure" (lazer). Esse termo descreve uma viagem de negócios que oferece a oportunidade de incluir momentos de lazer. 

Nesse modelo, os viajantes prolongam sua estadia no destino da viagem corporativa para aproveitar um tempo de turismo e descanso após encerrar seus compromissos profissionais

No entanto, é importante ressaltar que os custos do período focado em lazer são de responsabilidade do colaborador.

O aumento da flexibilidade no ambiente de trabalho e a priorização do bem-estar e do equilíbrio entre vida pessoal e profissional são fatores que têm contribuído para o crescimento dessa tendência. 

Segundo estudos da Hilton, por exemplo, mais de um terço dos viajantes de negócios da Geração Z e dos Millennials afirmam que planejam prolongar suas viagens corporativas para incluir momentos de lazer antes ou depois das suas responsabilidades profissionais.

Além de beneficiar o viajante, essa prática também é vantajosa para as empresas, que ganham em atração e retenção de talentos, além de promoverem maior produtividade e engajamento na equipe.

Tipos e exemplos de turismo corporativo

O turismo corporativo não é uma coisa só. Entender os formatos ajuda a dimensionar orçamento e a definir regras diferentes para cada caso.

A própria Abracorp organiza o setor em torno de categorias como congressos, eventos de viagens corporativas, feiras, treinamentos, convenções, reuniões e programas de incentivo. Os principais tipos:

  • Reuniões e negociações: o formato mais comum, geralmente viagens curtas para fechar contratos, alinhar projetos ou visitar clientes e fornecedores.

  • Eventos, feiras e congressos: deslocamentos para representar a marca, prospectar e acompanhar o mercado. Costumam envolver grupos e planejamento antecipado.

  • Treinamentos e capacitações: viagens para desenvolvimento técnico da equipe, muitas vezes recorrentes.

  • Viagens de incentivo: usadas como reconhecimento e retenção de talentos, misturam objetivo corporativo e experiência.

  • Convenções e eventos internos: encontros de times distribuídos, kick-offs e planejamentos estratégicos.

Esse conjunto de formatos é o que o mercado chama de segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions). Cada um pede uma abordagem de gestão diferente, e tratá-los como se fossem iguais é uma das principais causas de descontrole orçamentário.

Como reduzir gastos na gestão do turismo corporativo?

Com uma abordagem estratégica e boas relações comerciais, uma gestão eficiente pode reduzir os gastos com o turismo corporativo.

Para facilitar esse processo, listamos abaixo algumas boas práticas que devem ser implementadas na sua empresa. Confira:

  • Planeje as viagens com antecedência para aproveitar as melhores tarifas e ter margem para negociação com companhias aéreas e hotéis.

  • Crie limites por categoria e outras regras relacionadas a despesas na sua política de viagens, explicando-as de forma clara e didática para evitar gastos inesperados e conflitos de interesse.

  • Crie acordos comerciais com fornecedores com base na alta demanda de viagens da sua empresa.

  • Evite marcar viagens durante a alta temporada, quando os preços geralmente são mais altos.

  • Defina as formas de pagamento de acordo com as necessidades da empresa e o perfil dos colaboradores. Adiantamento, reembolso, carteiras digitais e cartão corporativo são algumas possibilidades.

  • Caso opte pelo reembolso, busque ferramentas de automação para simplificar o processo e evitar erros manuais (que podem custar caro).

  • Conte com um agência de viagens corporativas digital, como a VOLL, para tornar a operação mais eficiente e ter acesso a tarifas exclusivas.

  • Utilize a tecnologia para facilitar a gestão de despesas, acompanhar flutuação de valores e centralizar pagamentos.

Tendências para o turismo corporativo em 2026

"O Brasil não observa a transformação do setor de longe e está participando dela como protagonista. Gosto de lembrar que o país é o 10º maior mercado de viagens corporativas do mundo, com cerca de US$ 30 bilhões anuais, segundo Visa e GBTA" - Luiz Moura, CBO e Cofundador da VOLL.

Alguns movimentos estão redesenhando o setor e devem definir as prioridades de gestão no próximo ciclo, como vi recentemente na GBTA Convention 2026 e, inclusive, discorri no meu perfil do LinkedIn sobre. 

Com o que acompanhei nos palcos do evento, para mim, o que ficou de tendências para o futuro são:

  • Recuperação com custo mais alto: o volume de viagens voltou aos níveis recordes, mas as tarifas subiram: os serviços aéreos já respondem por cerca de 58% do faturamento do setor, segundo a Abracorp. Fazer mais com o mesmo orçamento vira a meta central;

  • Profissionalização e dados: planilha e e-mail deixaram de dar conta. Plataformas de gestão integrada, analytics de custo e ferramentas de compliance passaram de diferencial a requisito, aproximando o mercado brasileiro dos padrões internacionais de governança;

  • Inteligência artificial na operação: a IA começa a atuar dentro do fluxo de compra, prevendo as necessidades do viajante e na aprovação, e não só em relatórios;

  • Sustentabilidade no radar: emissões de carbono das viagens entram nos relatórios de ESG e começam a influenciar escolhas de rota, fornecedor e política;

  • Experiência do viajante como retenção: processos travados empurram o colaborador para fora da política. A boa experiência em uma viagem corporativa é um requisito mínimo.

Inteligência e inovação no turismo corporativo: conheça a VOLL

Se você quer reduzir custos na gestão do turismo corporativo, automatizando processos e garantindo uma experiência de qualidade para os colaboradores, a melhor opção é a VOLL: a maior agência de viagens corporativas digital da América Latina.

Com soluções completas para gestão de viagens, mobilidade e despesas, a VOLL reúne os melhores fornecedores de passagens aéreas, hotéis, mobilidade e outros serviços essenciais para o turismo corporativo.

Por meio de uma tecnologia própria, viajantes e gestores têm uma jornada completa e unificada dentro de um app inovador. Dessa forma, sua empresa reduz custos e seu colaborador ganha tempo e independência.

Dentro da solução, é possível personalizar regras conforme cargos, nível ou departamento, garantindo total conformidade com sua política interna. 

Além disso, o gestor de viagens tem acesso a diversos dashboards personalizáveis e relatórios estratégicos, garantindo um monitoramento detalhado de toda a operação.

Essa é sua chance de potencializar o turismo corporativo da sua empresa de maneira inovadora e estratégica. Saiba mais sobre as soluções da VOLL!

Preencha o formulário e entraremos em contato!

Perguntas frequentes sobre turismo corporativo

Saiba mais sobre o assunto.

O que é turismo corporativo?

É o conjunto de viagens que profissionais fazem a trabalho, em nome da empresa, para reuniões, eventos, treinamentos e visitas a clientes ou fornecedores. Os custos são pagos pela empresa conforme a política interna.

Qual a diferença entre turismo corporativo e viagens corporativas?

Na prática, são sinônimos. "Turismo corporativo" costuma descrever o segmento como um todo, e "viagens corporativas", o deslocamento e sua gestão no dia a dia. Ambos se opõem ao turismo de lazer, em que o viajante define a agenda e paga a própria conta.

Turismo corporativo é o mesmo que turismo de negócios?

Sim. Os dois termos descrevem a mesma coisa: viagens feitas com objetivo profissional.

Quais são os tipos de turismo corporativo?

Reuniões e negociações, eventos e feiras, treinamentos, viagens de incentivo e convenções internas. Juntos, formam o segmento MICE.

Como reduzir custos com turismo corporativo?

Planejando com antecedência, mantendo uma política clara, negociando acordos por volume, combatendo o gasto fora da política e usando tecnologia (incluindo IA) para aplicar regras e enxergar o custo real de cada viagem.

Quem é responsável pela gestão do turismo corporativo na empresa?

Normalmente o gestor de viagens, que cuida da operação, da política, dos acordos com fornecedores e das ações de redução de custo, muitas vezes junto às áreas financeira e de compras.