Gestão de viagens corporativas

Alta do petróleo e gestão de viagens corporativas: impactos e estratégias

Com o combustível representando cerca de um terço dos custos das companhias aéreas, novos aumentos são considerados inevitáveis. Veja insights e estratégias para a gestão de viagens corporativas.



Alta do petróleo e gestão de viagens corporativas: impactos e estratégias
9:49



A alta do petróleo em meio a tensões no Oriente Médio tem impacto direto na estrutura de custos das empresas, especialmente na gestão de viagens corporativas.

Quando o preço do barril sobe, toda a cadeia de transporte é pressionada: passagens aéreas encarecem, tarifas de mobilidade urbana aumentam e fornecedores reajustam preços.

Diante desse cenário, o CEO da United Airlines, Scott Kirby, enviou uma carta aos funcionários com um alerta direto: se os preços do combustível permanecerem nos níveis atuais, o impacto anual nos custos da companhia pode chegar a US$ 11 bilhões.

O executivo projeta ainda um cenário em que o barril de petróleo alcance US$ 175 e se mantenha acima de US$ 100 até o fim de 2027. A estimativa reflete a gravidade do momento. O querosene de aviação praticamente dobrou nas últimas três semanas, segundo a Argus Media. 

Assim, em um cenário já marcado por orçamentos que exigem estratégia, esse tipo de variável externa exige resposta rápida e gestão mais estratégica.

A seguir, realizo uma análise desse contexto, os impactos práticos e como adaptar a gestão de viagens corporativas para manter controle e previsibilidade.

Como o conflito pode impactar o setor de viagens corporativas?

O primeiro impacto é direto no custo das viagens corporativas. No início de março, o preço do petróleo atingiu a maior alta desde 2022, de acordo com estatísticas da plataforma de monitoramento Trading Economics.

Por isso, reforço:

É importante lembrar que esta é a primeira grande crise enfrentada pela indústria aérea desde que a maioria das companhias encerrou a prática de hedge de combustível, em 2024 e 2025. Sem esse mecanismo de proteção, não há amortecedor. O custo do combustível vai direto para o preço da passagem. Já está indo”, Luiz Moura, cofundador da VOLL.

Com isso, empresas passam a enfrentar aumento em passagens aéreas, tarifas dinâmicas mais elevadas e maior volatilidade nos preços. Isso dificulta o planejamento e compromete a previsibilidade do orçamento. 

Além disso, há um efeito indireto relevante: a necessidade de maior flexibilidade operacional. Rotas podem ser alteradas, voos cancelados ou remarcados e deslocamentos urbanos podem sofrer variações de disponibilidade e preço. Sem uma gestão estruturada, essas mudanças geram retrabalho, aumento de custos e perda de eficiência.

Outro ponto crítico é a fragmentação da mobilidade. Em cenários de instabilidade, empresas que utilizam múltiplos aplicativos e fornecedores tendem a perder ainda mais controle, já que os reajustes acontecem de forma descentralizada e pouco transparente.

Como os gestores de viagens podem se adaptar a essa realidade?

Diante desse contexto, a resposta está apenas em gerenciar melhor toda a operação de mobilidade corporativa

Esse cenário não é uma surpresa para quem acompanha o mercado. O que precisa mudar agora é a velocidade de resposta das empresas. Quem ainda está tomando decisões de viagem baseado em planilhas enviadas por e-mail vai sentir esse impacto de forma muito mais intensa do que quem já tem visibilidade em tempo real sobre seus custos". 

Até porque, quando todos os deslocamentos, do aéreo ao urbano, estão integrados em uma única plataforma, a empresa ganha visibilidade sobre o custo total e consegue reagir mais rapidamente a variações de preço.

Ainda, existe uma forma de atuar em três frentes estratégicas na gestão de viagens em frente ao aumento do preço do petróleo, sem sequência de prioridade:

  • Política;

  • Cultura;

  • Tecnologia.

Política

“Esse mapeamento é o ponto de partida para identificar onde estão as alavancas de eficiência que ainda não foram ativadas. Em muitos programas de viagens, as oportunidades de economia já existem. Falta visibilidade para enxergá-las”.

Por isso, este é o momento de definir limites por trajeto, categorias de transporte permitidas e regras por perfil de colaborador. Dessa forma, é mais fácil evitar aumentos descontrolados de custo, especialmente em momentos de instabilidade. 

Plataformas que aplicam a política de viagens automaticamente no momento das solicitações de deslocamento também ajudam a garantir mais conformidade e previsibilidade de gastos neste momento. 

Cultura

Mesmo com políticas bem definidas, a cultura organizacional continua sendo um fator determinante na gestão de custos de mobilidade. O desperdício hoje pode custar muito mais caro do que há dois meses.

Em tempos de custos maiores em virtude da alta do petróleo, as boas práticas da gestão de viagens devem estar claras para todos na organização.

“Sensibilizar lideranças, envolver gerentes responsáveis por aprovações e comunicar o contexto atual de forma clara para os viajantes faz diferença direta no comportamento de compra, enquanto planejamento ruim gera desperdício”.

Outra diferença relacionada à cultura é a centralização dessa responsabilidade no gestor de viagens. Para que o tema ganhe escala nas organizações, a estratégia de redução de custos deve ser um tema central para toda a liderança.

"O gestor de viagens não pode carregar esse peso sozinho. Ele precisa do respaldo das lideranças e de uma comunicação interna que coloque esse tema na agenda. Quando o contexto é compartilhado, o comportamento muda.

Tecnologia

Por fim, a tecnologia é o elemento que conecta política e cultura, e viabiliza uma gestão de viagens mais eficiente e escalável.

Isso porque, a centralização em uma plataforma que possibilite dados dinâmicos e concretos significa maior segurança para tomada de decisões em momentos de custos mais altos.

"A empresa que ainda depende de processos manuais para acompanhar seus gastos com viagens está trabalhando com um retrovisor. O mercado está se movendo em tempo real. A tomada de decisão precisa acompanhar esse ritmo. Não dá para esperar uma planilha chegar por e-mail para ajustar a rota. Qualquer segundo perdido pode representar um custo evitável ou uma economia não aproveitada".

VOLL: reduza custos com viagens, transporte e despesas corporativas com tecnologia própria e atendimento personalizado

Viagens corporativas e despesas relacionadas à mobilidade representam uma parcela relevante do orçamento de muitas empresas. Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), o turismo corporativo iniciou 2026 em alta e faturou mais de R$ 1 bilhão logo no primeiro mês do ano.

Entretanto, principalmente em momentos delicados como o atual causado pela alta do petróleo, os gastos com viagens corporativas podem crescer rapidamente e representar prejuízos para as empresas.

Por isso, a VOLL, a maior agência de viagens corporativas digital da América Latina, oferece uma plataforma que integra gestão de viagens, mobilidade e despesas corporativas, proporcionando às empresas mais visibilidade sobre seus gastos e maior controle sobre suas políticas internas.

No vídeo a seguir, o CEO da VOLL, Luciano Brandão, explica como a nossa TMC aplica a redução de custos de maneira personalizada e individual para cada cliente:

 

"Nós usamos dados para identificar que, por exemplo, em uma determinada empresa, na mesma região de São Paulo, tem utilizado 30 hotéis diferentes. A partir disso, entra um trabalho de consultoria: vamos tentar reduzir a quantidade de fornecedores, utilizar as tarifas melhores que a VOLL tem, etc. Assim, vamos acompanhar isso através de dados para entender se o indicador de diária média de São Paulo daquela empresa está reduzindo e se os acordos estão sendo aplicados."

Além desse trabalho personalizado para a redução de custos nas empresas, a VOLL disponibiliza relatórios e dashboards com mais de 150 indicadores que permitem acompanhar despesas corporativas em tempo real.

Essas análises ajudam gestores a identificar padrões de gasto, variações de custo entre áreas ou equipes e aderência às políticas de despesas, possibilitando encontrar oportunidades de economia.

Outro diferencial importante é o uso de agentes de inteligência artificial exclusivos, desenvolvidos para identificar oportunidades de economia automaticamente:

  • ExpenseHelper: analisa comprovantes e pagamentos de despesas corporativas para identificar anomalias ou gastos fora da política da empresa. Quando necessário, interage diretamente com o colaborador para solicitar ajustes ou reembolsos de valores não aprovados;

  • RatesAudit: simula reservas nos sistemas dos hotéis parceiros e verifica se a tarifa negociada está realmente carregada e disponível. Quando encontra divergências, interage automaticamente com o fornecedor, solicita correção e só encerra o processo quando a tarifa correta estiver visível no sistema.

  • AirSave: monitora reservas aéreas e realiza retarifações automáticas sempre que identifica opções mais econômicas para o mesmo voo, e garante economia antes da aprovação da reserva, em conformidade com a sua política de viagens.

Com esse conjunto de automação, inteligência de dados e gestão centralizada, as empresas conseguem reduzir custos operacionais, aumentar a conformidade com suas políticas de despesas e melhorar o controle financeiro sobre viagens corporativas.

Enquanto os colaboradores ganham mais autonomia e praticidade, a empresa mantém controle total sobre os gastos e consegue implementar estratégias mais eficazes de redução de custos.

Os resultados são expressivos. Com a VOLL, o Itaú economizou mais de R$ 157 milhões em passagens aéreas e hotéis em um ano, com 98% de adesão orgânica à plataforma, 100% de conformidade em auditorias internas, 97% das solicitações via autosserviço e NPS 83.

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