Gestão de viagens corporativas

Outsourcing: benefícios, quando compensa e critérios para ser estratégico

Outsourcing (ou terceirização estratégica) é a contratação de uma empresa especializada para assumir atividades técnicas ou operacionais de outra.






 

 

Com estruturas cada vez mais pressionadas por eficiência e controle de custos, muitas empresas têm revisado quais funções devem permanecer internas e quais podem ser executadas por parceiros especializados. Esse movimento se caracteriza como outsourcing, uma opção para companhias que querem delegar as tarefas internas sem perder resultados.

Portanto, o modelo envolve a transferência da execução de determinadas atividades para terceiros qualificados, mantendo sob responsabilidade da empresa a governança e os objetivos estratégicos do serviço.

Alguns exemplos de outsourcing são o uso de agências de viagens corporativas, outsourcing de T.I. (suporte, infraestrutura), RH (folha, recrutamento), financeiro, atendimento ao cliente (call center/chat) e serviços operacionais (limpeza, logística).

Assim, para você entender tudo sobre o assunto e como selecionar um bom parceiro estratégico, neste conteúdo, iremos abordar:

  • O que caracteriza o outsourcing e como ele funciona na prática;
  • Por que as empresas adotam esse modelo e quais objetivos estratégicos estão por trás da decisão;
  • As diferenças entre terceirização tradicional e outsourcing;
  • Os principais tipos de outsourcing utilizados pelas empresas;
  • Exemplos aplicados, inclusive na gestão de viagens corporativas;
  • As vantagens e os benefícios do outsourcing para a organização;
  • Como o outsourcing pode ser aplicado de forma estratégica em serviços como viagens corporativas.

O que é outsourcing?

Outsourcing é o modelo no qual uma empresa delega a execução de determinadas atividades a um fornecedor externo especializado.

O conceito parte de uma distinção básica entre atividades centrais (core business) e atividades de suporte. O outsourcing costuma ser aplicado quando a organização entende que um parceiro externo possui escala, tecnologia, especialização ou eficiência superiores para executar determinada função.

Na prática, o funcionamento do modelo envolve três pilares:

  • Definição clara do escopo: quais atividades serão transferidas, quais permanecem internas e quais responsabilidades cabem a cada parte;
  • Formalização contratual e indicadores: estabelecimento de SLAs, métricas de desempenho, cláusulas de revisão e mecanismos de controle;
  • Gestão e acompanhamento contínuo: monitoramento de resultados, avaliação de qualidade e ajustes periódicos para garantir aderência aos objetivos estratégicos.

É importante observar que o outsourcing não significa abdicar de controle. A empresa continua responsável pela estratégia, pela governança e pela integração do serviço à sua operação. O que se transfere é a execução especializada.

Em serviços como viagens corporativas, por exemplo, o outsourcing pode envolver a gestão operacional de reservas, atendimento 24h, negociação com fornecedores e controle de despesas. A empresa, por sua vez, mantém a definição da política de viagens, dos limites orçamentários e dos critérios de governança.

Quando estruturado dessa forma, o modelo amplia eficiência sem comprometer controle, o que explica por que ele é frequentemente integrado à estratégia de procurement e à gestão de fornecedores.

E esse modelo tem crescido constantemente. Segundo um relatório da Grand View Research, o mercado global de outsourcing ultrapassou US$ 245 bilhões e segue em crescimento consistente, impulsionado pela busca das empresas por eficiência operacional, digitalização e redução de custos.  

Por que e quando as empresas adotam o outsourcing?

A decisão de adotar outsourcing costuma estar ligada a três movimentos estratégicos: foco no negócio principal, ganho de eficiência operacional e previsibilidade de custos.

À medida que as estruturas corporativas se tornam mais complexas, manter internamente todas as atividades passa a gerar sobrecarga de gestão, aumento de custo fixo e dispersão de esforços.

Portanto, delegar determinadas funções a parceiros especializados permite que a empresa concentre energia e investimento no que realmente diferencia seu posicionamento no mercado.

Entre os objetivos mais comuns associados ao outsourcing, destacam-se:

  • Redução de custos estruturais: substituição de custos fixos por variáveis, acesso a economias de escala do fornecedor e menor necessidade de investimento em tecnologia própria;
  • Acesso a especialização e tecnologia: fornecedores dedicados a uma categoria específica tendem a acompanhar tendências, regulamentações e inovações com maior profundidade;
  • Aumento de eficiência operacional: processos padronizados, times treinados e sistemas integrados reduzem retrabalho e inconsistências;
  • Mitigação de riscos operacionais: contratos com SLAs e indicadores definidos distribuem responsabilidades e formalizam níveis de serviço esperados;
  • Escalabilidade: capacidade de absorver aumento ou redução de demanda sem necessidade de reestruturação interna.

Nesse sentido, de acordo com a pesquisa Global Chief Procurement Officer Survey da Deloitte, 41% dos executivos de compras destacam a renegociação de contratos com fornecedores como ação prioritária para geração de savings e proteção de margens.

Outsourcing e terceirização são a mesma coisa?

Embora muitas vezes usados como sinônimos (já que, em tradução literal, outsourcing significa “terceirização"), esses conceitos são diferentes.

Isso porque a terceirização costuma estar associada à contratação de mão de obra ou à execução de atividades operacionais específicas, geralmente com foco em redução de custos ou substituição de estrutura interna. Alguns exemplos são:

  • Uma empresa contrata uma companhia de limpeza para cuidar da manutenção do escritório;
  • Um escritório contrata uma empresa de segurança patrimonial para monitoramento do prédio;
  • Uma indústria terceiriza a manutenção de equipamentos para um prestador local.

Nesse modelo, a relação costuma ser mais transacional, focada na execução do serviço.

Já o outsourcing envolve uma decisão mais ampla e estratégica. Ele pressupõe transferência estruturada de um processo ou função inteira, com definição de escopo, indicadores, governança e acompanhamento contínuo de desempenho.

Esse modelo se concretiza, por exemplo, quando empresa adota uma plataforma para outsourcing da gestão de viagens corporativas, que centraliza reservas, mobilidade e despesas em um único sistema.

De forma resumida:

  • Terceirização: foco operacional; execução pontual ou limitada.
  • Outsourcing: foco estratégico; gestão estruturada de um processo completo.

Essa distinção é relevante porque impacta diretamente a forma como a empresa mede resultados, estrutura contratos e acompanha desempenho.

Quais são os principais tipos de outsourcing e quando cada modelo faz sentido?

O outsourcing pode assumir formatos diferentes, dependendo do nível de integração desejado, da criticidade da atividade e da maturidade da empresa na gestão de fornecedores.

Os modelos mais comuns são:

  • Outsourcing total: transferência completa de uma função ou processo para um parceiro externo. Indicado quando a empresa não deseja manter estrutura interna dedicada àquela atividade. Exemplo: gestão integral de um programa de viagens corporativas, incluindo operação, tecnologia e relatórios;
  • Outsourcing parcial (ou seletivo): delegação de etapas específicas do processo, mantendo parte da gestão internamente. Exemplo: manter a definição da política de viagens interna e terceirizar apenas a operação de reservas e atendimento;
  • Outsourcing estratégico: modelo voltado a atividades que impactam diretamente eficiência e resultado financeiro, com foco em parceria de longo prazo e indicadores estruturados. Exemplo: contratação de uma TMC com metas claras de savings, compliance e controle de despesas;
  • Outsourcing offshore ou global: contratação de fornecedores em outros países ou regiões, geralmente buscando escala ou especialização internacional.
    Exemplo: empresas multinacionais que centralizam a gestão global de viagens em um único parceiro com operação internacional.

Quais são as vantagens do outsourcing para as empresas?

Quando estruturado com critérios claros e boa governança, o outsourcing gera impactos principalmente na organização do custo, na eficiência da operação e na capacidade de gestão da categoria ao longo do tempo.

Entre os principais ganhos, destacam-se:

  • Maior foco estratégico: ao delegar a execução operacional, a empresa libera tempo e recursos internos para concentrar esforços em decisões estratégicas e no core business;
  • Estrutura de custos mais previsível: contratos bem definidos permitem transformar parte dos custos fixos em variáveis, facilitando planejamento orçamentário e controle financeiro;
  • Acesso contínuo a tecnologia e atualização de mercado: fornecedores especializados investem em sistemas, automações e melhorias constantes, reduzindo a necessidade de investimento próprio da empresa contratante;
  • Padronização de processos e redução de retrabalho: fluxos estruturados diminuem inconsistências, falhas operacionais e dependência de controles paralelos;
  • Indicadores claros de desempenho: SLAs e métricas definidos em contrato tornam a avaliação mais objetiva e reduzem decisões baseadas apenas em percepção;
  • Escalabilidade operacional: o modelo permite absorver aumento ou redução de demanda sem necessidade de redimensionar equipes internas.]

No contexto de viagens corporativas, esses benefícios se traduzem em maior aderência à política, melhor visibilidade de gastos, redução de exceções e acompanhamento contínuo do desempenho do fornecedor. Como? Trazemos um exemplo na prática: o case da VOLL com a Pepsico, para te inspirar.

O desafio da PepsiCo era a visibilidade e o controle dos gastos terrestres de mais de 12 mil colaboradores. 

Ao centralizar todas as categorias de táxi e aplicativos de mobilidade em uma única fatura e plataforma com a nossa agência de viagens corporativas, os gestores ganharam visibilidade do custo total das corridas e padronizaram a operação.

A mudança resultou em uma redução de 43% nos gastos totais com transporte urbano, superando em muito a expectativa inicial

Por que grandes empresas do Brasil escolhem a VOLL para estruturar seu outsourcing de viagens?

A gestão de viagens corporativas é uma das atividades mais complexas dentro de uma empresa. Além de envolver múltiplos fornecedores, alto volume de transações, regras internas específicas e necessidade constante de controle orçamentário, ela também impacta diretamente a experiência do colaborador em deslocamentos a trabalho.

Empresas que mantêm essa gestão totalmente internalizada frequentemente enfrentam desafios como baixa visibilidade de custos, dificuldade de negociação com companhias aéreas e hotéis, dependência de controles manuais e inúmeras exceções operacionais.

Quando a decisão é estruturar o outsourcing da categoria, o critério focal é entender quem consegue organizar essa complexidade com governança e previsibilidade.

É por este motivo que grandes empresas optam pela VOLL.

Como a maior agência de viagens corporativas digital da América Latina, a VOLL estrutura a gestão de viagens, mobilidade e despesas em um fluxo integrado.

Isso significa aplicação automatizada de política, dados consolidados em tempo real e acompanhamento contínuo de desempenho, enquanto a empresa mantém as diretrizes estratégicas e o controle orçamentário.

Com uma IA própria e sempre à frente das tendências, a VOLL ainda se diferencia por combinar os atributos de uma TMC com o diferencial de uma tecnologia proprietária e atendimento premium, 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Leve todos esses benefícios para a sua empresa? Conheça alguns cases de sucesso da VOLL ou fale com um de nossos especialistas para saber mais sobre como a VOLL viabiliza um modelo de outsourcing que não apenas transfere a execução, mas organiza a categoria com mais eficiência, previsibilidade e controle ao longo do tempo.

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Perguntas frequentes

A seguir, trazemos mais detalhes sobre o tema.

O que é outsourcing?

Outsourcing é a estratégia de transferir a gestão de um processo, serviço ou área de negócio para um parceiro externo especializado.

Por isso, o outsourcing envolve gestão contínua, integração tecnológica e métricas de desempenho, e permite que a empresa foque nas atividades estratégicas enquanto especialistas operam funções específicas com mais eficiência.

Qual a diferença entre sourcing e outsourcing?

Sourcing e outsourcing são estratégias usadas na gestão de fornecedores e procurement, mas têm objetivos diferentes dentro da cadeia de suprimentos.

Sourcing é o processo de identificar, avaliar e selecionar fornecedores capazes de atender às necessidades da empresa com o melhor equilíbrio entre custo, qualidade, risco e desempenho. Ele envolve atividades como análise de mercado, negociação de contratos, comparação de propostas e gestão estratégica de fornecedores.

Outsourcing, por outro lado, é a terceirização de uma atividade ou processo para um fornecedor externo. Nesse modelo, a empresa transfere a execução de determinadas operações, como TI, logística, atendimento ou gestão de viagens, para um parceiro especializado, com o objetivo de reduzir custos, ganhar eficiência e focar no core business.

Quais são os principais benefícios do outsourcing para empresas?

Os principais benefícios do outsourcing incluem:

  • Redução de custos operacionais por meio de escala e especialização do fornecedor;
  • Maior eficiência operacional, com processos estruturados e automatizados;
  • Acesso a tecnologia e inovação sem a necessidade de grandes investimentos internos;
  • Foco no core business, permitindo que equipes internas concentrem esforços em atividades estratégicas;
  • Melhoria na governança e controle de processos.

Esses fatores fazem do outsourcing uma estratégia comum em áreas como TI, logística, viagens corporativas, finanças e atendimento ao cliente.

Quando vale a pena adotar outsourcing?

O outsourcing costuma ser indicado quando a empresa:

  • Possui processos complexos ou altamente operacionais;
  • Enfrenta custos elevados para manter estruturas internas;
  • Precisa ganhar escala ou eficiência rapidamente;
  • Busca acesso a tecnologia ou expertise especializada.

Nesses casos, transferir a gestão para um parceiro especializado pode gerar ganhos de produtividade, controle financeiro e padronização de processos.

O outsourcing ajuda a reduzir custos?

Sim. Um dos principais objetivos do outsourcing é reduzir custos operacionais de forma estruturada. Isso é possível porque fornecedores especializados operam com escala, tecnologia e processos otimizados, diminuindo desperdícios, retrabalho e ineficiências.

Além disso, o outsourcing permite transformar custos fixos em variáveis, aumentando a previsibilidade financeira e facilitando o planejamento orçamentário.

Outsourcing faz parte da estratégia de procurement?

Sim. O outsourcing é frequentemente utilizado como uma estratégia de procurement para otimizar a gestão de fornecedores e aumentar a eficiência da cadeia de suprimentos.

Ao contratar parceiros especializados para determinadas funções, o departamento de compras consegue reduzir custos, melhorar a governança contratual e aumentar o valor estratégico das aquisições.





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