Blogs sobre gestão de viagens corporativas, mobilidade e despesas corporativas

Cartão para viagens corporativas: como escolher e controlar despesas

Escrito por Luiz Moura | 17/08/2026 20:19

O cartão para viagens corporativas é usado para pagar despesas de colaboradores durante deslocamentos profissionais, como alimentação, hospedagem, transporte e combustível. Para a empresa, porém, a escolha do cartão envolve uma questão maior: como acompanhar esses gastos, aplicar limites e manter a prestação de contas organizada?

Em operações com muitos viajantes, o meio de pagamento precisa conversar com a política de viagens e com o sistema financeiro. Caso contrário, o cartão apenas transfere o gasto para uma fatura e mantém boa parte do trabalho de controle para depois.

É essa diferença que deve orientar a escolha.

O que é um cartão para viagens corporativas?

O cartão para viagens corporativas é um meio de pagamento disponibilizado pela empresa para despesas relacionadas a viagens a trabalho, de acordo com limites, categorias e regras definidos pela organização.

Ele pode ser físico ou um cartão virtual (VCN) e atender diferentes perfis de uso. Uma empresa pode, por exemplo, criar um cartão para despesas de alimentação, outro para combustível ou disponibilizar cartões individuais para executivos e equipes que viajam com frequência.

A principal característica está no controle empresarial sobre o gasto. O financeiro pode definir quem utiliza o cartão, quais despesas são permitidas e qual orçamento está disponível.

Quando o cartão está conectado a uma plataforma de gestão de despesas, a empresa também consegue relacionar a transação ao colaborador, centro de custo, viagem e comprovante.

Quais despesas podem ser pagas com cartão corporativo durante uma viagem?

O cartão para viagens corporativas pode pagar despesas de viagenscomo alimentação, hospedagem, transporte, combustível e outras categorias autorizadas pela política da empresa.

A lista de despesas permitidas varia de acordo com as regras internas. Uma empresa pode liberar alimentação e transporte, por exemplo, mas restringir bebidas alcoólicas, compras pessoais ou determinadas categorias de estabelecimento.

O importante é que essas regras sejam aplicadas ao pagamento, e não apenas verificadas quando a fatura chega ao financeiro.

Hospedagem

Hotéis e outras despesas de hospedagem podem ser pagos com cartão corporativo. Em programas de viagens estruturados, a reserva e o pagamento podem fazer parte do mesmo fluxo.

Alimentação

A empresa pode estabelecer um limite no cartão de crédito que seja diário ou por viagem para refeições. O valor pode variar de acordo com destino, duração do deslocamento ou perfil do colaborador.

Transporte e mobilidade

Táxis, aplicativos de mobilidade, aluguel de veículos e combustível podem entrar na política de uso do cartão de crédito corporativo, conforme a necessidade da operação.

Outras despesas

Estacionamento, pedágios, taxas e despesas emergenciais também podem ser contemplados, desde que estejam previstos nas regras da empresa.

Como funciona o cartão para viagens corporativas?

O funcionamento começa com a definição das regras de uso e termina na conciliação da despesa. Em uma operação estruturada, a empresa define o orçamento e os limites; o colaborador realiza o pagamento; a transação é registrada; o comprovante é associado à despesa; e o financeiro recebe os dados necessários para a prestação de contas.

Esse fluxo reduz uma das dificuldades mais comuns da gestão de viagens: descobrir dias ou semanas depois quem gastou, quanto gastou e por que gastou.

É também onde existe uma diferença importante entre um cartão corporativo convencional e um cartão integrado a uma plataforma de expense management.

No primeiro caso, a empresa recebe principalmente a informação da transação feita no cartão de viagens corporativas.

No segundo, consegue trabalhar com o contexto da despesa.

Restaurante — R$ 180

é uma informação financeira.

Alimentação — R$ 180 — João — viagem São Paulo — projeto Comercial — dentro da política

é uma informação de gestão.

Para o financeiro, a diferença aparece na hora da conciliação. Para o gestor de viagens, aparece na análise do orçamento. Para procurement, aparece na possibilidade de entender padrões de consumo e negociar melhor com fornecedores.

Como controlar os gastos de viagens com cartão corporativo?

O controle pode ser feito por meio de limites, categorias de despesa, regras de utilização, bloqueios por estabelecimento e aprovação de exceções.

Uma política de cartão de viagem corporativa bem configurada pode estabelecer, por exemplo, R$ 150 por dia para alimentação, permitir combustível apenas para determinados cartões e bloquear categorias que não fazem parte da operação.

O controle pode considerar:

  • Colaborador;
  • Cargo;
  • Departamento;
  • Centro de custo;
  • Categoria de despesa;
  • Valor;
  • Período;
  • Tipo de estabelecimento;
  • Viagem ou projeto.

Um recurso particularmente útil é o MCC (Merchant Category Code). O código identifica a categoria comercial do estabelecimento e pode ser utilizado para bloquear transações incompatíveis com a finalidade daquele cartão.

Assim, um cartão destinado a combustível pode ser configurado para não funcionar em estabelecimentos classificados em categorias diferentes.

Qual limite colocar no cartão de viagem corporativa?

O limite do cartão de crédito de viagem corporativa deve ser calculado a partir do orçamento da viagem.

Por exemplo, uma viagem de dois dias para São Paulo tem um perfil de despesa diferente de uma viagem internacional de duas semanas. Também há diferenças entre um vendedor que viaja diariamente e um executivo que participa de reuniões pontuais.

Por isso, empresas com programas mais estruturados costumam trabalhar com limites específicos por:

  • Viagem, quando o orçamento está vinculado a um deslocamento específico;

  • Categoria, quando alimentação, combustível ou mobilidade têm tetos diferentes;

  • Perfil, quando cargos ou áreas possuem necessidades distintas;

  • Período, quando o limite precisa ser liberado apenas durante determinada viagem ou evento.

Essa flexibilidade no cartão de crédito corporativo evita manter valores altos disponíveis no cartão quando não existe uma necessidade operacional para isso.

Cartão corporativo ou reembolso de despesas de viagem?

O cartão corporativo permite controlar o gasto antes e durante a transação; o reembolso acontece depois que o colaborador já utilizou seu próprio dinheiro.

Essa diferença muda bastante a operação financeira. Entenda mais detalhes:

Cartão corporativo Reembolso
Empresa paga diretamente Colaborador desembolsa
Limites podem ser aplicados antes do gasto Controle acontece depois
Transação registrada automaticamente Colaborador precisa solicitar
Pode ter bloqueios por categoria Despesa é analisada posteriormente
Prestação pode ser automatizada Prestação é parte obrigatória do processo

O reembolso continua necessário em situações nas quais o cartão não é aceito ou não faz sentido operacionalmente.

Ele só não faz tanto sentido quando vira o padrão para todas as despesas de viagem. Até porque, nesse caso, o financeiro precisa administrar solicitações, comprovantes, aprovações e pagamentos em escala.

Cartão corporativo ou adiantamento de viagem?

O adiantamento entrega dinheiro ao colaborador antes da viagem. O cartão corporativo de viagem corporativa mantém o pagamento dentro do ambiente financeiro da empresa e permite estabelecer regras de utilização.

O adiantamento pode ser adequado para situações específicas. Mas, quando há muitos viajantes, a gestão de valores antecipados, saldos não utilizados e prestações de contas pode gerar trabalho considerável.

Com o cartão, a empresa mantém o controle do recurso no próprio instrumento de pagamento.

A escolha, portanto, deve considerar também o esforço necessário para administrar o processo.

Cartão corporativo ou Pix empresarial para viagens?

Cartão corporativo e Pix empresarial podem coexistir na gestão de viagens. O cartão oferece controles específicos sobre o meio de pagamento, enquanto o Pix atende situações em que uma transferência instantânea é mais adequada.

É possível usar as duas tecnologias quando o pagamento acontece dentro de uma plataforma de despesas, a empresa consegue associar a transação ao colaborador, categoria, centro de custo e comprovante.

Como fazer a prestação de contas de uma viagem com cartão corporativo?

A prestação de contas de uma viagem com cartão corporativo deve registrar cada despesa, seu comprovante, categoria, centro de custo e vínculo com a viagem, de preferência no momento em que o gasto acontece. Quando esse processo é integrado ao cartão, a empresa reduz a necessidade de planilhas, lançamentos manuais e conferências posteriores.

Um fluxo comum segue pelo menos quatro etapas:

1. O colaborador realiza o pagamento com o cartão corporativo: a transação fica registrada no sistema, já associada ao usuário e ao cartão utilizado.

2. O comprovante é enviado pelo aplicativo: em vez de guardar recibos para organizar no fim da viagem, o colaborador fotografa a nota fiscal ou o recibo logo após o pagamento. Na VOLL, por exemplo, a tecnologia OCR processa os dados do comprovante e facilita sua classificação.

3. A despesa é classificada e validada: valor, categoria, centro de custo e política de despesas podem ser conferidos dentro do fluxo. Despesas fora das regras ou com inconsistências podem ser direcionadas para análise, enquanto as demais seguem automaticamente.

4. Os dados chegam ao financeiro estruturados: com a integração entre cartão, prestação de contas e sistemas financeiros, o time não precisa reconstruir a viagem a partir da fatura. 

O que avaliar ao escolher um cartão para viagens corporativas?

Para uma empresa com volume relevante de viagens, é importante analisar critérios como:

  • Controle: o gestor consegue definir limites e regras diferentes por pessoa, área ou categoria?

  • Política: as regras são aplicadas no momento da compra ou apenas verificadas posteriormente?

  • Rastreabilidade: a transação fica associada ao colaborador, centro de custo e finalidade?

  • Prestação de contas: o comprovante pode ser registrado no momento do gasto?

  • Cartões virtuais: a empresa consegue criar cartões específicos sem depender de processos bancários para cada emissão?

  • MCC: é possível bloquear categorias de estabelecimentos?

  • Integração: os dados chegam ao ERP ou sistema financeiro sem digitação manual?

  • Auditoria: existe algum mecanismo para identificar duplicidades, inconsistências e gastos fora das regras?

  • Experiência: o colaborador consegue usar o cartão sem precisar recorrer ao próprio dinheiro ou criar atalhos fora do processo oficial?

Essa última pergunta costuma ser subestimada.

Se o canal oficial for trabalhoso, o colaborador encontra outro caminho. E o gasto que deveria estar dentro do sistema passa a aparecer depois, no extrato, no reembolso ou na planilha.

Como a VOLL integra cartão corporativo e gestão de despesas?

Na VOLL, a maior agência de viagens corporativas digital da América Latina, o cartão para viagens corporativas faz parte da mesma estrutura usada para administrar viagens e despesas, por meio da nossa solução de gestão de despesas corporativas.

A empresa pode criar cartões virtuais, definir limites e regras de utilização e acompanhar as transações de acordo com a política estabelecida. A solução também integra cartões, Pix, adiantamentos e reembolsos.

Integrado ao sistema de gestão de despesas da VOLL, o cartão permite criar cartões virtuais ilimitados para colaboradores, áreas ou projetos, além de cartões físicos para grupos específicos.

Os cartões virtuais podem ser adicionados ao Apple Pay e Google Pay, facilitando o pagamento pelo celular ou smartwatch.

O gestor também define limites, categorias e regras de utilização por cargo, departamento ou colaborador. Com as travas de MCC, um cartão destinado à alimentação, por exemplo, pode bloquear automaticamente compras em categorias que não fazem parte da sua finalidade.

A prestação de contas acontece no próprio aplicativo. O colaborador fotografa a nota fiscal no momento do gasto, e o OCR processa as informações, deixando a despesa pronta para conferência e classificação por centro de custo. Assim, o financeiro não precisa esperar o fim da viagem para começar a organizar os gastos.

A VOLL também integra as informações financeiras aos principais ERPs, como SAP, TOTVS, Oracle, Senior e Omie, reduzindo a digitação manual e o retrabalho no fechamento.

A auditoria também pode ser automatizada por soluções que integram inteligência artificial na gestão de viagens e despesas corporativas.

Um exemplos delas é o ExpenseHelper, agente de IA da VOLL, que processou mais de 12 mil comprovantes no primeiro trimestre de 2026 e identificou 4.500 anomalias, uma das estratégias que possibilitou gerar um saving de R$ 38 milhões aos clientes da VOLL.

Conheça o cartão corporativo da VOLL e as nossas soluções de gestão de despesas corporativas e veja como integrar pagamentos, viagens e despesas em uma única plataforma.

Preencha o formulário e nossa equipe entrará em contato!

Perguntas frequentes sobre cartão para viagens corporativas

Tire mais dúvidas sobre o assunto.

O que é cartão para viagens corporativas?

É um cartão disponibilizado pela empresa para pagar despesas relacionadas a viagens profissionais, com limites e regras definidos de acordo com a política corporativa.

O que pode ser pago com cartão de viagem corporativo?

Alimentação, hospedagem, transporte, combustível, estacionamento e outras despesas profissionais podem ser pagas, desde que estejam autorizadas pela política da empresa.

Como definir o limite de um cartão corporativo para viagens?

O limite deve considerar o destino, duração da viagem, perfil do colaborador e categorias de despesas previstas. Também pode ser temporário e vinculado a uma viagem específica.

Cartão corporativo pode ter limite por categoria?

Sim. É possível estabelecer regras diferentes para alimentação, combustível, mobilidade e outras categorias, dependendo dos recursos oferecidos pelo emissor ou pela plataforma de gestão.

O que é MCC no cartão corporativo?

MCC é o código que identifica a categoria comercial de um estabelecimento. Empresas podem utilizá-lo para controlar quais tipos de estabelecimento podem receber pagamentos de determinado cartão.

Cartão corporativo substitui o reembolso?

Não necessariamente. O cartão reduz a necessidade de reembolso para despesas que podem ser pagas diretamente pela empresa, mas ainda existem situações em que o colaborador precisa utilizar recursos próprios.

Cartão corporativo pode ser usado no exterior?

Sim. É necessário considerar aceitação internacional, câmbio, tarifas e regras para prestação de contas de despesas em moeda estrangeira.

Qual a diferença entre cartão corporativo e cartão para viagens?

Cartão corporativo é o conceito mais amplo. Pode ser usado para diferentes despesas empresariais. O cartão para viagens corporativas é direcionado às despesas relacionadas aos deslocamentos profissionais.

Como controlar despesas de viagem com cartão corporativo?

A empresa pode combinar limites, regras por categoria, controles por MCC, aprovação de exceções, acompanhamento das transações e prestação de contas automatizada.

É melhor usar cartão corporativo ou Pix em viagens?

Depende da despesa. Os dois meios podem fazer parte da operação. O ponto principal é garantir que ambos estejam dentro do sistema de gestão, para que a empresa mantenha rastreabilidade sobre os pagamentos.