Supply Chain Management (SCM): guia completo sobre Gestão da Cadeia de Suprimentos
Supply chain management (SCM) é a gestão integrada de toda a cadeia de suprimentos, desde os fornecedores até o cliente final.
O supply chain management (SCM), ou gestão da cadeia de suprimentos, é uma das estratégias mais eficientes para garantir eficiência, previsibilidade e controle ao longo de toda a cadeia.
Isso porque, ela envolve o planejamento, implementação e controle estratégico de todo o fluxo de produção, desde matérias-primas até o cliente final, integrando fornecedores, fabricantes e distribuidores.
Para isso, no entanto, é preciso adotar uma visão integrada, que conecte processos, dados e decisões em toda a operação, do fornecimento ao cliente final.
Na prática, empresas que dominam essa cadeia conseguem reduzir desperdícios, antecipar riscos, negociar melhor com fornecedores e operar de forma mais inteligente.
Já aquelas que ainda a tratam de maneira fragmentada acabam lidando com retrabalho, custos pouco visíveis e uma capacidade limitada de reação.
Para você garantir mais eficiência neste processo, ao longo deste conteúdo completo, separamos tudo para você entender:
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O que é supply chain management;
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Por que o SCM é essencial para reduzir custos e aumentar a eficiência;
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Quais são os principais componentes da cadeia de suprimentos;
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Os principais desafios enfrentados pelas empresas na gestão da cadeia;
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Quais estratégias e tecnologias estão transformando o setor;
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Como implementar uma gestão de supply chain eficiente.
O que é supply chain management (SCM)?
Supply chain management (SCM), ou gestão da cadeia de suprimentos, é o conjunto de práticas, processos e estratégias voltados ao planejamento, controle e otimização do fluxo de bens, serviços, informações e recursos financeiros, desde os fornecedores até o cliente final.
Na prática, o SCM integra todas as etapas da operação de uma empresa. Isso vai desde a compra de matéria-prima, passando pela produção, armazenagem e transporte, até a entrega do produto ou serviço ao consumidor.
Ainda, envolve o desenho, o planejamento, a execução, o controle e o monitoramento das atividades da cadeia de suprimentos, sempre com foco em eficiência, redução de custos, mitigação de riscos e melhoria da experiência do cliente.
Para entender melhor, imagine a cadeia como um fluxo contínuo. O SCM atua coordenando cada etapa de ponta a ponta:
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O fornecedor entrega os insumos;
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A empresa transforma esses insumos em produtos ou serviços;
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A logística cuida da distribuição;
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O cliente final recebe a entrega;
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Dados e informações retornam para retroalimentar e otimizar o ciclo.
O diferencial do SCM está justamente na integração entre essas etapas. Em vez de áreas operarem de forma isolada, elas passam a atuar com uma visão mais sistêmica, compartilhando informações e objetivos.
Segundo estudo publicado pela Fortune Business Insights, o mercado global de SCM foi avaliado em US$ 29,34 bilhões em 2025 e está projetado para crescer de US$ 32,9 bilhões em 2026 para US$ 72,82 bilhões até 2034, apresentando uma taxa de crescimento anual composta de 10,40% ao longo do período de previsão.
Qual a diferença entre logística e supply chain management?
A principal diferença é que a logística foca no transporte e armazenamento eficiente de mercadorias (fluxo interno/saída), enquanto a cadeia de suprimentos engloba toda a rede estratégica.
A logística é um dos componentes do SCM e está mais ligada à movimentação e ao armazenamento de produtos. Na prática, ela se concentra na execução operacional: envolve transporte, armazenagem e distribuição, além de atuar diretamente na movimentação física dos produtos.
Já o supply chain management envolve a gestão estratégica de toda a cadeia, abrangendo planejamento, compras, produção, distribuição e relacionamento com fornecedores. Ele integra todas as etapas do fluxo, desde o planejamento até a logística, incluindo análise de dados para otimizar decisões e desempenho.
Vamos a um exemplo prático: imagine uma empresa de e-commerce que vende smartphones: a logística entra em ação quando organiza o armazenamento dos produtos, separa os pedidos no centro de distribuição e garante a entrega ao cliente final dentro do prazo.
O supply chain management atua define quais fornecedores serão contratados, negocia custos de aquisição, planeja a demanda, equilibra níveis de estoque e integra todas as etapas
Por que o supply chain management é importante para as empresas?
O supply chain management é importante porque impacta diretamente resultados centrais do negócio, como custos, eficiência, riscos e experiência do cliente.
Por isso, o investimento em IA nas cadeias de suprimentos deve saltar de US$ 2,7 bilhões em 2025 para US$ 55 bilhões até 2029, focando em prever demanda e evitar excesso de estoque (overstocking) ou falta de produtos (stockouts).
Empresas que estruturam bem sua cadeia de suprimentos operam com mais previsibilidade, tomam decisões mais embasadas e respondem com agilidade às mudanças do mercado.
Já aquelas que não contam com esse tipo de gestão acabam enfrentando desperdícios, gargalos operacionais e perda de competitividade.
Entre os principais benefícios, estão:
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Redução de custos operacionais;
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Aumento da previsibilidade;
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Melhoria na tomada de decisão;
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Integração entre áreas;
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Redução de riscos na cadeia;
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Melhoria da experiência do cliente.
1. Redução de custos operacionais
O SCM ajuda a identificar e corrigir ineficiências ao longo da cadeia.
Isso inclui desde compras desalinhadas com a demanda até estoques excessivos ou insuficientes, além de processos logísticos pouco eficientes e falta de padronização com fornecedores.
Com uma visão integrada, o gestor consegue negociar melhor, reduzir desperdícios e fazer um uso mais eficiente dos recursos.
2. Aumento da previsibilidade
A falta de previsibilidade ainda é um dos principais desafios para quem atua com compras e despesas.
Com o SCM, esse cenário muda: a previsão de demanda se torna mais precisa e os dados passam a circular de forma integrada entre as áreas, criando um histórico mais confiável para a tomada de decisão.
O resultado é um planejamento mais consistente e menos dependente de urgências.
3. Melhoria na tomada de decisão
Quando não há integração de dados, as decisões tendem a se basear em suposições.
Já com um SCM estruturado, o gestor passa a ter acesso a indicadores de desempenho da cadeia, dados de fornecedores e informações de custos em tempo real.
Isso torna as decisões mais rápidas, seguras e alinhadas à estratégia do negócio.
4. Integração entre áreas
Em muitas empresas, compras, logística, financeiro e operação ainda funcionam de forma isolada.
O SCM reduz essa fragmentação ao conectar processos, alinhar objetivos e padronizar fluxos.
Na prática, isso diminui conflitos internos e aumenta a eficiência operacional.
5. Redução de riscos na cadeia
Toda cadeia de suprimentos está sujeita a riscos, especialmente quando envolve múltiplos fornecedores.
O SCM contribui para mitigar esses riscos ao permitir uma avaliação contínua dos parceiros e incentivar a diversificação da base de fornecedores.
Esse cuidado é essencial para evitar rupturas e minimizar impactos financeiros.
6. Melhoria da experiência do cliente
Mesmo em empresas B2B, a experiência do cliente está diretamente ligada à eficiência da cadeia.
Um SCM bem estruturado contribui para entregas no prazo, qualidade consistente e menos falhas operacionais.
No fim, isso se reflete na percepção de valor e na confiança do cliente.
Quais são os principais componentes do supply chain management?
O supply chain management se estrutura a partir de componentes que organizam a cadeia de suprimentos de ponta a ponta, do planejamento ao relacionamento com parceiros. Os principais são planejamento, fornecimento (compras), produção (fabricação), distribuição (logística) e devolução (logística reversa).
Na prática, esses componentes funcionam como pilares que sustentam uma operação mais integrada, eficiente e previsível.
Entre os principais, estão:
1. Planejamento
O planejamento é o ponto de partida de toda a cadeia, conectando estratégia e operação. É nesse momento que decisões mais amplas, como expansão, redução de custos ou entrada em novos mercados, se traduzem em necessidades concretas de suprimentos.
É aqui que a empresa define, por exemplo:
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Previsão de demanda;
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Níveis de estoque;
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Capacidade produtiva.
Sem um bom planejamento, a cadeia tende a operar de forma reativa, o que pode gerar tanto excesso de estoque quanto rupturas.
Além disso, empresas mais maduras costumam utilizar dados históricos, análises preditivas e inteligência artificial para refinar esse processo, reduzindo incertezas e aumentando a precisão das decisões.
Para gestores de compras, essa etapa é especialmente crítica, já que impacta diretamente negociações, contratos e orçamento.
2. Sourcing/Procurement (Compras e gestão de fornecedores)
Essa etapa abrange a seleção, contratação e gestão de fornecedores.
Na prática, o procurement estratégico significa tomar decisões considerando múltiplos critérios, como capacidade de entrega, saúde financeira do fornecedor e conformidade regulatória.
Além disso, envolve construir relacionamentos de longo prazo, que aumentam a previsibilidade e possibilitam negociações mais vantajosas.
Entre as atividades principais estão:
- Homologação de fornecedores;
- Negociação de contratos;
- Avaliação de desempenho;
- Monitoramento de riscos.
O foco aqui não está apenas no preço, mas também na qualidade, confiabilidade e compliance.
Empresas que tratam o procurement como função estratégica conseguem reduzir os custos totais, e não apenas o preço de aquisição.
Uma gestão eficiente de fornecedores nesta etapa ajuda a reduzir riscos e garante maior estabilidade para toda a cadeia.
Leia mais: Como a agência de viagens corporativas facilita a prospecção de novos fornecedores?
3. Manufatura/Produção
Neste componente, os insumos são transformados em produtos ou serviços. Entre os pontos de atenção mais importantes estão:
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Eficiência produtiva;
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Controle de qualidade;
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Gestão de capacidade;
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Redução de desperdícios.
Esse pilar está diretamente ligado à produtividade e à margem do negócio.
Pequenas ineficiências na produção podem gerar impactos significativos em custos e prazos, por isso práticas como melhoria contínua, padronização de processos e uso de tecnologia são fundamentais.
Mesmo em empresas que não produzem fisicamente, essa etapa pode ser entendida como a execução do serviço principal.
Nesses casos, a integração com as áreas de compras e planejamento garante que a produção utilize os recursos certos no momento certo.
4. Logística e distribuição
Essa é a etapa mais visível da cadeia e envolve:
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Transporte de produtos;
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Armazenagem;
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Gestão de centros de distribuição;
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Entrega ao cliente.
Mais do que executar entregas, a logística funciona como uma alavanca de eficiência.
A escolha dos modais de transporte, a otimização de rotas e a gestão inteligente de estoques podem gerar economias significativas e acelerar a operação.
Uma logística bem estruturada reduz custos, melhora prazos e impacta diretamente a experiência do cliente.
Além disso, a integração com sistemas permite rastreabilidade em tempo real, aumentando o controle e a capacidade de resposta diante de imprevistos.
Esse papel estratégico da logística se torna ainda mais relevante diante de uma mudança estrutural nas cadeias globais.
Segundo uma pesquisa veiculada na Forbes com executivos de SCM realizada pela Prologis e pelo The Harris Poll, há umatransição significativa da produção global para a produção local.
A maioria (58%) prevê cadeias de suprimentos mais regionalizadas até 2030, enquanto apenas 31% esperam a continuidade da globalização.
Mais de três quartos das empresas já implementaram ou estão construindo redes regionais, especialmente próximas aos centros de consumo.
Nesse contexto, fatores como confiabilidade energética (40%) e custos de mão de obra (36%) passam a influenciar diretamente onde as operações são estabelecidas, reforçando o papel da logística como elemento central na tomada de decisão estratégica.
5. Logística reversa
A logística reversa trata do fluxo de retorno dentro da cadeia e inclui:
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Trocas e devoluções;
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Reaproveitamento de materiais;
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Descarte adequado.
Além de reduzir perdas, essa etapa se torna cada vez mais estratégica para iniciativas de sustentabilidade e compliance.
Empresas que estruturam bem a logística reversa conseguem transformar custos em oportunidades.
Produtos devolvidos podem ser reinseridos na cadeia, componentes reaproveitados e processos ajustados com base nas causas das devoluções.
Além disso, a gestão eficiente desse fluxo contribui para a conformidade regulatória e fortalece a imagem da empresa perante clientes e mercado.
6. Gestão de relacionamento
Esse componente garante que todos os elos da cadeia estejam alinhados por meio de:
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Comunicação com fornecedores;
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Monitoramento de performance;
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Desenvolvimento de parcerias estratégicas.
Empresas que enxergam os fornecedores como parceiros e não apenas como prestadores de serviço conseguem construir cadeias mais resilientes e eficientes.
Na prática, isso significa evoluir de uma abordagem meramente transacional para uma gestão colaborativa.
Compartilhar previsões, alinhar expectativas e acompanhar indicadores de desempenho são práticas que aumentam a transparência e ajudam a reduzir riscos.
Além disso, uma boa gestão de relacionamento permite identificar problemas antes que impactem a operação, fortalecendo a continuidade do negócio.
Quais são os principais desafios do supply chain management?
Mesmo empresas com processos bem estruturados enfrentam dificuldades para manter controle, visibilidade e eficiência ao longo de toda a cadeia, entre elas:
1. Falta de visibilidade da cadeia
Um dos maiores desafios do SCM é não ter uma visão clara de tudo o que acontece ao longo da cadeia, o que leva a falta de dados integrados, informações descentralizadas e baixa rastreabilidade de processos.
Sem visibilidade, o gestor não consegue antecipar problemas nem tomar decisões com segurança.
Esse cenário é comum em empresas que operam com múltiplos sistemas ou processos manuais, onde as informações não conversam entre si.
O resultado é uma gestão reativa, baseada em correções e não em planejamento. Como comentei para o portal Panrotas, com base nas maiores dores na gestão de viagens:
“A falta de integração entre sistemas, processos operacionais manuais e a ausência de relatórios confiáveis ainda comprometem a eficiência da gestão.” Luiz Moura - Cofundador da VOLL
2. Dependência de fornecedores críticos
Muitas empresas dependem de poucos fornecedores estratégicos para manter a operação.
Afinal, sem uma estratégia de diversificação ou avaliação contínua, qualquer problema com um fornecedor pode impactar toda a cadeia.
Isso aumenta o risco de interrupções no fornecimento, aumento de preços e falhas na qualidade.
Por isso, a gestão de fornecedores precisa ir além da contratação, monitorando desempenho, riscos e capacidade de entrega ao longo do tempo.
3. Oscilação de demanda
A variação na demanda é um desafio constante, especialmente em mercados mais dinâmicos.
Quando a demanda oscila, estoques podem ficar excessivos ou insuficientes e compras podem ser feitas de forma emergencial, aumentando os custos.
Sem ferramentas de previsão e análise, a empresa perde capacidade de planejamento e eficiência operacional.
Esse problema se intensifica quando não há integração entre áreas como vendas, compras e operação.
4. Custos logísticos elevados
Transporte, armazenagem e distribuição representam uma parcela significativa dos custos da cadeia. Sem uma gestão eficiente, é comum observar:
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Rotas mal otimizadas;
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Estoques mal distribuídos;
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Uso inadequado de modais de transporte.
Esses fatores elevam o custo total da operação e reduzem a competitividade da empresa. A falta de dados e tecnologia é frequentemente a principal causa dessas ineficiências.
5. Riscos regulatórios e de compliance
A gestão da cadeia de suprimentos envolve múltiplos parceiros, contratos e exigências legais.
Sem controle adequado, a empresa pode enfrentar problemas com auditorias, multas e penalidades, além de riscos reputacionais.
Esse desafio é ainda mais crítico em setores regulados ou com requisitos rigorosos de compliance.
A gestão da cadeia precisa garantir que todos os parceiros estejam alinhados às normas e políticas da empresa.
Quais são as principais estratégias de supply chain management?
As estratégias de supply chain management definem como a empresa organiza, prioriza e otimiza sua cadeia de suprimentos para alcançar objetivos como redução de custos, aumento de eficiência e mitigação de riscos.
O ideal é combinar diferentes estratégias para tornar a cadeia mais flexível, resiliente e orientada por dados.
Entre as principais, destacam-se:
1. Digitalização da cadeia de suprimentos
A digitalização é a base de qualquer estratégia moderna de SCM, substituindo processos manuais por sistemas digitais, integrando dados entre áreas e automatizando fluxos operacionais.
Com uma cadeia digitalizada, a empresa ganha visibilidade e controle em tempo real. Além disso, reduz erros, aumenta a produtividade e permite uma gestão mais escalável. Sem digitalização, qualquer tentativa de otimização tende a ser limitada.
2. Diversificação de fornecedores
Depender de poucos fornecedores aumenta os riscos da operação. Por isso, é importante:
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Desenvolver múltiplos fornecedores;
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Evitar concentração excessiva;
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Criar alternativas para insumos críticos.
Essa abordagem reduz a vulnerabilidade da cadeia diante de imprevistos. Na prática, empresas que diversificam fornecedores conseguem negociar melhor, reagir rapidamente a crises e manter a continuidade da operação mesmo em cenários adversos. Como digo:
“A dificuldade em consolidar dados de múltiplos fornecedores quase sempre vem com delay. Muitas empresas ainda esperam um mês para ter acesso às informações. Isso não é gestão proativa.” - Luiz Moura - Cofundador da VOLL
3. Nearshoring e reshoring
Essas estratégias envolvem a localização da produção e dos fornecedores:
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Nearshoring: aproximar fornecedores geograficamente;
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Reshoring: trazer a produção de volta para o país de origem.
O objetivo é reduzir riscos logísticos, custos de transporte e dependência de cadeias globais.
Após eventos que impactaram cadeias internacionais, essas estratégias ganharam força, evidenciando a importância de operações mais próximas e controláveis.
4. Gestão baseada em dados (data-driven)
Tomar decisões com base em dados é um diferencial competitivo no SCM. Essa estratégia envolve o uso de indicadores, análise de desempenho e monitoramento contínuo de fornecedores.
Com dados estruturados, o gestor identifica padrões, prevê problemas e atua de forma mais assertiva. Além disso, reduz a dependência de decisões intuitivas, aumentando a precisão e a confiabilidade das ações.
5. Parcerias estratégicas com fornecedores
É preciso construir parcerias de longo prazo com seus fornecedores.
Essas parcerias aumentam a previsibilidade e a estabilidade da cadeia por meio de compartilhamento de informações, alinhamento de objetivos e colaboração contínua.
Na prática, fornecedores estratégicos passam a atuar como extensões da operação, contribuindo para inovação, eficiência e redução de riscos.
6. Gestão contínua de riscos
A gestão de riscos precisa ser constante, e não apenas reativa, abrangendo:
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Monitoramento contínuo da cadeia;
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Avaliação de riscos de fornecedores;
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Planos de contingência.
Empresas que adotam essa abordagem conseguem responder rapidamente a eventos inesperados e manter a operação estável mesmo em cenários adversos.
Quais tecnologias apoiam o supply chain management?
A tecnologia é um dos principais fatores que permitem evoluir a gestão da cadeia de suprimentos. Sem ferramentas adequadas, o SCM tende a ser limitado por falta de visibilidade, baixa integração e processos manuais.
Algumas tecnologias que estão transformando o SCM incluem:
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Inteligência artificial (IA): permite previsão de demanda com maior precisão, identificação de padrões e anomalias, sugestões automatizadas de compras e reposição, além de otimização de rotas e estoques.
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Big Data e analytics: viabiliza a consolidação de dados de diferentes fontes, criação de dashboards e relatórios, além do monitoramento de indicadores em tempo real.
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IoT (Internet das Coisas): conecta dispositivos e ativos físicos à internet, gerando dados em tempo real. No SCM, é aplicada ao rastreamento de cargas, monitoramento de condições e controle de ativos.
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Sistemas ERP (Enterprise Resource Planning): centralizam informações financeiras e operacionais, integrando áreas como compras, estoque e financeiro.
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Plataformas de gestão de fornecedores: focadas na gestão de fornecedores, permitem avaliar e homologar parceiros, monitorar desempenho e gerenciar contratos.
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Automação Robótica de Processos (RPA): automatiza tarefas repetitivas, como processamento de pedidos, atualização de sistemas e validação de dados.
Vale reforçar o protagonismo da IA nesse contexto. Ainda segundo a pesquisa da Prologis e The Harris Poll, 7 em cada 10 executivos do setor afirmam estar bem avançados na aplicação de IA às cadeias de suprimentos.
Além disso, 63% deles esperam que a IA esteja tomando decisões em todas as principais funções de suas cadeias de suprimentos nos próximos cinco anos.
Como implementar o supply chain management na empresa?
Implementar o supply chain management exige uma abordagem integrada, conectando áreas, dados e decisões ao longo de toda a cadeia. Alguns passos são:
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Mapear toda a cadeia de suprimentos;
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Identificar riscos e gargalos;
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Definir indicadores de desempenho;
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Integrar áreas e sistemas;
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Estruturar governança e processos;
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Investir em tecnologia;
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Monitorar e melhorar continuamente.
1. Mapear toda a cadeia de suprimentos
O primeiro passo é entender como a cadeia funciona atualmente. Identifique todos os fornecedores, mapeie fluxos de produtos, serviços e informações, e compreenda como as áreas se conectam.
Sem esse mapeamento, qualquer tentativa de melhoria será superficial. Além disso, ele ajuda a revelar dependências críticas, gargalos e pontos de ineficiência que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia.
2. Identificar riscos e gargalos
Após mapear a cadeia, é necessário analisar onde estão os principais riscos, como fornecedores críticos, processos manuais e problemas recorrentes.
O objetivo é priorizar pontos que podem impactar diretamente a operação. Essa etapa é essencial para sair de uma gestão reativa e começar a antecipar problemas antes que eles ocorram.
3. Definir indicadores de desempenho
Não é possível gerenciar o que não se mede. Por isso, defina indicadores claros, como:
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Lead time de fornecedores;
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Nível de serviço e SLA;
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Custos logísticos;
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Taxa de ruptura.
Esses indicadores permitem acompanhar a performance da cadeia, identificar oportunidades de melhoria e alinhar expectativas entre áreas e fornecedores.
4. Integrar áreas e sistemas
A falta de integração é um dos maiores desafios do SCM.
Para superá-la, é necessário conectar sistemas (ERP, compras, logística, financeiro), padronizar processos e garantir fluxo contínuo de informações entre áreas.
Essa integração reduz erros, retrabalho e melhora a tomada de decisão.
5. Estruturar governança e processos
A gestão da cadeia precisa de regras claras. Uma boa governança garante consistência nas decisões, reduz riscos, facilita auditorias e melhora o controle sobre toda a operação.
Essa definição inclui definir responsabilidades, criar políticas de compras e fornecedores e estabelecer fluxos de aprovação.
6. Investir em tecnologia
A tecnologia é um dos principais viabilizadores do SCM. Sem ela, a gestão tende a ser limitada e pouco escalável.
É importante avaliar soluções que permitam automatizar processos, integrar dados e monitorar a cadeia em tempo real.
O investimento deve estar alinhado ao nível de maturidade da empresa e aos objetivos estratégicos.
7. Monitorar e melhorar continuamente
O SCM não é um projeto com fim definido, mas um processo contínuo. Empresas que mantêm essa disciplina conseguem se adaptar rapidamente a mudanças e preservar a eficiência da cadeia ao longo do tempo.
Para isso, é necessário acompanhar indicadores, revisar processos e ajustar estratégias regularmente.
Esse ciclo de melhoria contínua garante que a cadeia evolua junto com o negócio.
Como a VOLL ajuda a otimizar a gestão da cadeia e reduzir custos operacionais
Gerenciar a cadeia de suprimentos com eficiência exige controle sobre todas as frentes que impactam custos e operação, incluindo viagens, mobilidade e despesas corporativas.
A VOLL, maior agência de viagens corporativas digital da América Latina, permite integrar, automatizar e centralizar uma parte crítica da cadeia que muitas empresas ainda gerenciam de forma descentralizada.
Na prática, é comum encontrar múltiplos fornecedores, sistemas desconectados e falta de padronização.
A VOLL resolve isso ao concentrar toda a gestão em um único ambiente, possibilitando visão consolidada dos gastos, redução de retrabalho e maior controle operacional.
Com tudo centralizado, o gestor consegue atuar de forma mais estratégica, dedicando menos tempo a tarefas operacionais.
Além disso, a plataforma oferece:
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Acompanhamento de despesas em tempo real;
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Dashboards e relatórios automatizados;
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Histórico completo de transações.
Esse nível de controle permite antecipar desvios, ajustar estratégias e tomar decisões com mais segurança.
A VOLL também utiliza inteligência artificial para sugerir as melhores opções de compra, considerando acordos corporativos e tarifas disponíveis.
Isso possibilita escolhas mais econômicas, melhor aproveitamento de contratos e redução de custos.
Ao mesmo tempo, a empresa ganha poder de negociação e maior controle sobre os custos totais.
Esses diferenciais geram resultados concretos. O McDonald's, por exemplo, alcançou um NPS de 73 e economizou mais de R$ 2,9 milhões em passagens aéreas com a VOLL.
“A parceria com a VOLL nos permitiu evoluir não apenas em tecnologia, mas também na forma como apoiamos nossos colaboradores em viagem, trazendo mais agilidade, controle e qualidade no atendimento.” Claudio Silva, Gerente de RH da operadora do McDonald's na América Latina
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FAQ - Principais dúvidas sobre supply chain management
Confira mais sobre a gestão de cadeia de suprimentos.
O que é supply chain management?
Supply chain management (SCM) é a gestão integrada de toda a cadeia de suprimentos, desde os fornecedores até o cliente final.
Na prática, envolve planejar, coordenar e otimizar o fluxo de produtos, serviços, informações e recursos financeiros para garantir eficiência, redução de custos e qualidade nas entregas.
Qual a diferença entre logística e supply chain?
A logística é parte do supply chain. Enquanto a logística foca na movimentação e armazenagem de produtos, o SCM abrange toda a gestão da cadeia, incluindo planejamento, compras, produção, distribuição e relacionamento com fornecedores.
Quais são os principais indicadores de supply chain?
Alguns dos principais indicadores incluem:
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Lead time de fornecedores;
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SLA;
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Giro de estoque;
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Taxa de ruptura;
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Custo logístico;
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Acuracidade de previsão de demanda.

