Gestão de viagens corporativas

Open innovation: significado e como aplicar nas empresas

Entenda o que é inovação aberta (open innovation), como funciona na prática e veja um passo a passo para implementar esse modelo de inovação na sua empresa.






A inovação deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade estratégica nas empresas. Em praticamente todos os setores, organizações enfrentam pressão constante para lançar novos produtos, melhorar processos e encontrar formas mais eficientes de operar.

Diante disso, ganha destaque o conceito de inovação aberta, também conhecido globalmente como open innovation, que propõe a busca por ideias, conhecimentos e soluções além dos limites internos das empresas.

Tradicionalmente, esse esforço acontecia dentro das próprias organizações, em departamentos internos de pesquisa e desenvolvimento. Durante muito tempo, esse modelo foi o principal caminho para desenvolver novas soluções.

Mas em um cenário corporativo marcado pela volatilidade e pela velocidade da transformação digital, esse formato passou a mostrar limitações.

A inovação conduzida apenas com recursos internos tende a ser mais lenta, mais cara e restrita às competências disponíveis na organização. Por isso, muitas empresas buscam conhecimento e soluções fora de seus próprios muros.

Com a aceleração tecnológica e o crescimento de ecossistemas formados por startups, universidades e hubs de inovação, a colaboração externa se tornou um caminho cada vez mais estratégico, impulsionando a inovação aberta.

Neste guia completo, você vai entender:

  • O que é inovação aberta e quais são os principais elementos que compõem esse modelo;

  • Quem são os agentes envolvidos nesse ecossistema de inovação;

  • Como funcionam os fluxos inbound e outbound de inovação;

  • As principais diferenças entre inovação aberta e inovação fechada;

  • Os benefícios práticos que as empresas obtêm ao adotar esse modelo;

  • Um passo a passo para implementar inovação aberta na sua organização.

O que é inovação aberta (open innovation)?

A inovação aberta, do inglês open innovation, é um modelo de gestão da inovação no qual empresas utilizam conhecimento interno e externo para desenvolver novas soluções, produtos, serviços ou melhorias operacionais.

Na prática, é quando uma empresa deixa de depender só das próprias ideias e passa a buscar, testar e desenvolver soluções junto com parceiros externos, como startups, universidades, fornecedores ou até clientes.

Esse conceito ganhou força no início dos anos 2000, quando Henry Chesbrough, professor da University da California, Berkeley publicou o livro Open Innovation, no qual formaliza a ideia de que empresas devem utilizar tanto ideias internas quanto externas, além de caminhos internos e externos para levar inovações ao mercado.

No entanto, a inovação aberta não se resume a “terceirizar o P&D”. Trata-se de uma mudança cultural baseada no reconhecimento de que o conhecimento está distribuído.

Se uma empresa precisa, por exemplo, de um novo algoritmo de inteligência artificial ou de uma solução logística disruptiva, é possível que uma startup em estágio inicial já tenha desenvolvido essa tecnologia, o que pode economizar meses de desenvolvimento interno e milhões em testes que poderiam falhar.

Por seus benefícios, esse modelo tem se consolidado rapidamente no mundo corporativo, e o próprio mercado de gestão da inovação acompanha esse movimento: o setor global foi estimado em US$ 1,5 bilhão em 2023 e deve alcançar US$ 2,92 bilhões até 2030, com crescimento anual médio de 9,7%, segundo o estudo Innovation Management Market.

No modelo de open innovation, as empresas deixam de tratar a inovação como um processo isolado e passam a integrar conhecimentos de diferentes fontes. Isso pode acontecer de diversas maneiras, como:

  • Parcerias com startups que desenvolvem novas tecnologias;

  • Colaboração com universidades em projetos de pesquisa;

  • Programas corporativos de aceleração de startups;

  • Aquisição ou licenciamento de tecnologias externas;

  • Co-criação de soluções com clientes ou parceiros.

Ao adotar essa abordagem, as empresas conseguem acessar um volume muito maior de ideias, talentos e tecnologias.

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Quais são os principais aspectos da inovação aberta?

A inovação aberta representa uma mudança estrutural na forma como as empresas pensam a inovação, e substitui um modelo fechado e centralizado por uma abordagem baseada em colaboração e integração de conhecimento.

Essa transformação já pode ser observada no comportamento das grandes organizações. O estudo global The Adoption of Open Innovation in Large Firms mostra que 78% das grandes empresas afirmam praticar open innovation, e mais de 60% aumentaram o orçamento dedicado a esse modelo nos dois anos anteriores à pesquisa.

Na prática, organizações que adotam open innovation passam a operar dentro de ecossistemas de inovação, conectando diferentes atores para desenvolver soluções com mais rapidez e menor custo.

Esse modelo se sustenta em alguns pilares fundamentais, que caracterizam a inovação aberta e ajudam a explicar por que ela tem se tornado cada vez mais relevante no ambiente corporativo.

1. Colaboração com agentes externos

O primeiro aspecto central da inovação aberta é a colaboração com parceiros externos. Em vez de depender exclusivamente de equipes internas, as empresas passam a trabalhar em conjunto com diferentes atores do ecossistema de inovação.

Entre os parceiros mais comuns estão:

  • Startups de tecnologia;

  • Universidades e centros de pesquisa;

  • Fornecedores estratégicos;

  • Consultorias especializadas;

  • Comunidades de desenvolvedores;

  • Clientes e usuários finais.

Essas conexões permitem que as empresas tenham acesso a novas ideias, tecnologias e abordagens que muitas vezes não existiriam dentro da organização.

Além disso, parceiros externos frequentemente possuem maior especialização em determinados temas, o que acelera o desenvolvimento de soluções.

2. Integração entre conhecimento interno e externo

Outro aspecto importante da inovação aberta é a integração entre o conhecimento que já existe dentro da empresa e o que está disponível no mercado.

Isso significa que a inovação não ocorre apenas “de fora para dentro”. O processo envolve a combinação de expertise interna, dados e processos da empresa, tecnologias externas e novas metodologias de desenvolvimento.

Quando bem estruturada, essa combinação permite que organizações aproveitem o melhor de dois mundos: a experiência interna acumulada e a agilidade do ecossistema externo.

3. Experimentação e validação rápida

Empresas que trabalham com inovação aberta costumam adotar uma lógica de experimentação contínua.

Em vez de desenvolver soluções durante anos antes de colocá-las no mercado, elas testam ideias rapidamente por meio de provas de conceito (POCs), que são um teste prático e de curta duração realizado para validar se uma ideia, tecnologia ou produto realmente funciona.

Essa abordagem permite identificar rapidamente quais soluções têm potencial real de gerar valor.

No Brasil, por exemplo, 91% das empresas que adotam inovação aberta realizam provas de conceito com startups, segundo a Sling Hub, demonstrando como a experimentação rápida se tornou parte essencial desse modelo.

4. Acesso ampliado a tecnologia e talento

Outro ponto estrutural da inovação aberta é a capacidade ampliar o acesso a tecnologia e talentos.

Ao se conectar a esse ecossistema, empresas conseguem incorporar tecnologias emergentes com muito mais rapidez do que seria possível apenas com desenvolvimento interno.

Além disso, parcerias externas permitem acessar especialistas altamente qualificados que talvez não estejam disponíveis dentro da organização.

5. Redução de riscos e custos de inovação

Quando empresas trabalham em modelo de inovação aberta, os riscos e investimentos podem ser compartilhados com parceiros externos. Isso reduz o custo total de pesquisa e desenvolvimento e aumenta a eficiência do processo.

Esse modelo também permite que empresas testem soluções em pequena escala antes de investir em implementações maiores.

6. Construção de ecossistemas de inovação

Empresas mais avançadas em inovação aberta não realizam apenas projetos pontuais. Elas constroem ecossistemas completos de inovação, conectando diferentes parceiros em iniciativas contínuas.

Com o tempo, essas conexões criam um fluxo constante de ideias, soluções e oportunidades de negócio.

Quem são os agentes da inovação aberta?

Um dos elementos centrais da inovação aberta é a participação de diferentes agentes do ecossistema de inovação. Ao contrário do modelo tradicional em que a inovação acontece exclusivamente dentro da empresa, o open innovation funciona como uma rede de colaboração entre diversos atores.

Cada um desses agentes possui competências, conhecimentos e recursos diferentes, que se complementam ao longo do processo de inovação. São eles:

  1. Empresas;

  2. Startups;

  3. Universidades e centros de pesquisa;

  4. Fornecedores e parceiros tecnológicos;

  5. Clientes e usuários;

  6. Hubs de inovação e aceleradoras.

1. Empresas

As empresas são, em geral, o núcleo das iniciativas de inovação aberta. Elas costumam ser as organizações que identificam desafios de negócio e buscam soluções externas para resolvê-los.

Ao abrir seus processos de inovação, as empresas passam a colaborar com parceiros externos para encontrar soluções mais rápidas e eficientes.

Esse movimento já é amplamente adotado no Brasil. A mesma pesquisa da Sling Hub indica que 73% das empresas brasileiras possuem programas estruturados de inovação aberta, com orçamento recorrente, e 76% pretendem manter ou ampliar esses investimentos até 2027.

2. Startups

As startups são um dos agentes mais importantes da inovação aberta. Por sua natureza, elas costumam operar com maior agilidade e foco em soluções tecnológicas específicas.

O mesmo estudo mostra que 33% das empresas mantêm programas contínuos de colaboração com startups, reforçando o papel dessas empresas como motor de inovação em áreas como inteligência artificial, automação, eficiência operacional e transição energética.

Entre as principais contribuições das startups estão:

  • Desenvolvimento rápido de tecnologias emergentes;

  • Criação de novos modelos de negócio;

  • Soluções digitais inovadoras;

  • Experimentação de ideias com maior flexibilidade.

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3. Universidades e centros de pesquisa

Universidades e institutos de pesquisa são fontes fundamentais de conhecimento científico e tecnológico.

Muitas inovações que posteriormente chegam ao mercado surgem inicialmente em ambientes acadêmicos, onde pesquisadores desenvolvem novas tecnologias, metodologias e descobertas científicas.

Esse tipo de colaboração é comum em setores como saúde, biotecnologia, engenharia e tecnologia da informação.

4. Fornecedores e parceiros tecnológicos

Fornecedores também desempenham papel relevante em processos de inovação aberta.

Empresas que tem um sourcing estratégico com fornecedores e mantém um relacionamento com os mesmos podem desenvolver soluções em conjunto, criando melhorias em produtos, processos e cadeias de suprimentos.

5. Clientes e usuários

Clientes também podem se tornar agentes ativos da inovação aberta. Cada vez mais empresas utilizam estratégias de cocriação, nas quais consumidores participam do desenvolvimento ou aperfeiçoamento de produtos e serviços.

Afinal, quando clientes participam do processo de inovação, as soluções desenvolvidas tendem a estar mais alinhadas às necessidades reais do mercado.

Essa participação pode ocorrer por meio de comunidades de usuários, plataformas de sugestões, programas de testes de produtos e análise de feedback e dados de uso.

6. Hubs de inovação e aceleradoras

Outro agente importante no ecossistema de inovação aberta são os hubs de inovação, incubadoras e aceleradoras.

Essas organizações funcionam como intermediárias entre empresas e startups, facilitando conexões e projetos colaborativos.

Suas funções são identificar startups com potencial de parceria, estruturar programas de aceleração e facilitar projetos piloto entre empresas e startups, além de promover eventos e networking no ecossistema de inovação.

Para empresas que estão iniciando sua jornada em inovação aberta, esses hubs podem ser uma porta de entrada estratégica para acessar novas tecnologias e talentos.

Quais são os tipos de fluxo da inovação aberta?

De forma geral, a open innovation pode ser classificada em dois grandes modelos: inbound innovation e outbound innovation.

Inbound innovation: inovação de fora para dentro

O modelo inbound, também chamado de outside-in, ocorre quando empresas absorvem conhecimento, tecnologia ou soluções desenvolvidas fora da organização.

Nesse fluxo, a empresa reconhece que outras organizações, como startups, universidades ou fornecedores, podem desenvolver soluções mais rapidamente ou com maior especialização em determinadas áreas.

Assim, em vez de criar tudo internamente, a organização incorpora essas soluções ao seu negócio. Alguns exemplos práticos de inbound innovation incluem:

  • Contratação de tecnologias desenvolvidas por startups;

  • Parcerias com universidades para projetos de pesquisa aplicada;

  • Aquisição de soluções prontas no mercado;

  • Participação em programas de aceleração de startups;

  • Licenciamento de tecnologias externas.

Outbound innovation: inovação de dentro para fora

O fluxo outbound, também chamado de inside-out, ocorre quando a empresa compartilha ou comercializa tecnologias desenvolvidas internamente.

Nesse modelo, organizações reconhecem que algumas soluções criadas dentro da empresa podem gerar valor fora de suas operações principais.

Em vez de manter essas tecnologias restritas, a empresa pode:

  • Licenciar patentes ou tecnologias para outras empresas;

  • Criar novas empresas (spin-offs) a partir de soluções internas;

  • Compartilhar tecnologias com parceiros estratégicos;

  • Desenvolver novos modelos de negócio baseados em propriedade intelectual.

Esse tipo de fluxo permite que empresas monetizem conhecimento interno, ampliando o impacto de suas inovações.

Embora seja menos comum do que o modelo inbound, o outbound innovation é bastante utilizado por empresas com forte capacidade de pesquisa e desenvolvimento.

Inovação aberta x fechada: quais são as diferenças?

A principal diferença entre inovação aberta e inovação fechada está na forma como o conhecimento é utilizado no processo de inovação.

Na inovação fechada, as empresas desenvolvem novas soluções exclusivamente com recursos internos, mantendo pesquisa, desenvolvimento e propriedade intelectual dentro da própria organização.

Já na inovação aberta, as empresas combinam conhecimento interno com ideias, tecnologias e competências externas, colaborando com atores como startups, universidades, centros de pesquisa, fornecedores e até clientes para acelerar o desenvolvimento de soluções e ampliar o acesso a novas tecnologias.

O modelo fechado funcionava relativamente bem em um cenário em que o acesso ao conhecimento era mais limitado e a velocidade da inovação tecnológica era menor.

No entanto, à medida que a economia se tornou mais conectada e dinâmica, as limitações da inovação fechada começaram a ficar evidentes.

Hoje, empresas competem em um ambiente onde novas tecnologias surgem rapidamente, startups lançam soluções disruptivas e o conhecimento está distribuído em redes globais.

Nesse contexto, depender exclusivamente de inovação interna pode reduzir a capacidade de adaptação e aumentar o tempo necessário para lançar novas soluções no mercado.

Na prática, a inovação aberta não significa abandonar completamente o desenvolvimento interno. Pelo contrário: empresas continuam investindo em suas próprias equipes e competências, mas passam a complementar essas capacidades com conhecimento externo.

Esse equilíbrio tem se tornado cada vez mais comum no ambiente corporativo.

O estudo The Adoption of Open Innovation in Large Firm  mostra que aproximadamente 42% das empresas analisadas destinam mais de 10% do orçamento total de inovação para iniciativas de inovação aberta, demonstrando que esse modelo já faz parte da estratégia de investimento de muitas organizações.

Veja um comparativo prático entre os dois modelos:

 

Inovação fechada

Inovação aberta

Origem das ideias

Predominantemente interna

Interna e externa

Colaboração

Limitada à própria empresa

Parcerias com startups, universidades e outros parceiros

Velocidade de inovação

Geralmente mais lenta

Mais rápida devido ao acesso a soluções externas

Acesso a tecnologia

Restrito às capacidades internas

Ampliado por meio do ecossistema de inovação

Custos de pesquisa e desenvolvimento

Concentrados na empresa

Compartilhados com parceiros

Flexibilidade

Mais limitada

Maior adaptação a novas oportunidades

Quais são os benefícios da inovação aberta?

Ao conectar empresas a um ecossistema mais amplo de conhecimento, tecnologia e talento, o open innovation permite acelerar resultados e reduzir barreiras que normalmente dificultam o desenvolvimento de novas soluções.

Os principais benefícios da inovação aberta para empresas são:

1. Aceleração do processo de inovação

Ao trabalhar com inovação aberta, as empresas podem acessar tecnologias, metodologias e ideias que já estão sendo desenvolvidas por outros agentes do ecossistema.

Isso permite reduzir o tempo de desenvolvimento de novos produtos ou serviços, testar soluções rapidamente e validar ideias antes de investir em larga escala.

Como resultado, a organização consegue responder com mais agilidade às mudanças do mercado.

2. Redução de custos de pesquisa e desenvolvimento

Projetos internos de pesquisa e desenvolvimento costumam exigir investimentos elevados em equipe, infraestrutura e tecnologia.

A inovação aberta permite distribuir parte desses custos entre diferentes parceiros, reduzindo o investimento necessário para desenvolver novas soluções.

Por exemplo, ao colaborar com startups ou centros de pesquisa, empresas podem compartilhar investimentos em inovação, testar tecnologias antes de adquiri-las e aproveitar soluções já desenvolvidas no mercado.

3. Acesso a novos talentos e conhecimentos

Outro benefício importante da inovação aberta é a possibilidade de acessar conhecimento que muitas vezes não está disponível dentro da empresa.

Startups, universidades e especialistas externos frequentemente trabalham com tecnologias emergentes ou metodologias avançadas que ainda não foram incorporadas ao ambiente corporativo tradicional.

Ao colaborar com esses agentes, as empresas conseguem acessar novas competências técnicas e integrar especialistas em projetos específicos, ampliando a capacidade de inovação.

4. Maior diversidade de perspectivas

Equipes internas tendem a compartilhar experiências, formações e formas de pensar semelhantes. Embora isso traga consistência operacional, também pode limitar a geração de novas ideias.

A inovação aberta introduz novas perspectivas no processo de inovação, trazendo visões externas que ajudam a questionar modelos tradicionais e identificar oportunidades que talvez passassem despercebidas.

Essa diversidade de pensamento é especialmente importante em ambientes complexos, onde soluções inovadoras muitas vezes surgem da combinação de diferentes áreas de conhecimento.

5. Maior capacidade de adaptação ao mercado

Empresas que trabalham com inovação aberta conseguem se adaptar com mais rapidez porque mantêm conexões constantes com o ecossistema de inovação. Essas conexões permitem identificar tendências emergentes, testar novas tecnologias e antecipar mudanças que podem impactar o negócio.

6. Estímulo à cultura de inovação

Quando a empresa passa a colaborar com parceiros externos, seus colaboradores são expostos a novas metodologias, ferramentas e formas de resolver problemas.

Isso estimula maior abertura à experimentação, aprendizado contínuo, troca de conhecimento entre equipes e, com isso, mentalidade mais inovadora dentro da organização.

Com o tempo, a inovação deixa de ser responsabilidade exclusiva de um departamento específico e passa a fazer parte do cotidiano da empresa.

Desafios comuns da inovação aberta

Muitas empresas iniciam iniciativas de open innovation, mas encontram dificuldades para transformá-las em resultados concretos, como:

  • Resistência cultural dentro da organização;

  • Burocracia corporativa e processos internos das grandes empresas;

  • Gestão de propriedade intelectual (patentes, direitos de uso de tecnologia e compartilhamento de dados);

  • Falta de governança para iniciativas de inovação.

Apesar disso, com ajustes na cultura e principalmente com incentivo da liderança, é possível superá-los ao longo do tempo, especialmente quando as organizações criam estruturas organizacionais voltadas à colaboração com o ecossistema de inovação.

Como implementar inovação aberta na empresa? Passo a passo prático

Para que esse modelo gere resultados consistentes, ele precisa ser estruturado como parte da estratégia da empresa.

Para isso, siga os passos:

1. Defina objetivos claros de inovação

O primeiro passo é estabelecer quais são os objetivos da empresa ao adotar inovação aberta.

Sem direcionamento estratégico, iniciativas de inovação podem se tornar dispersas e pouco efetivas.

Algumas perguntas importantes nesse estágio são:

  • Quais desafios de negócio queremos resolver?

  • Em quais áreas a inovação é mais urgente?

  • Quais oportunidades queremos explorar nos próximos anos?

Os objetivos podem envolver diferentes áreas da organização, como desenvolvimento de novos produtos, melhoria da experiência do cliente e automação de processos internos, por exemplo.

Quanto mais claro for o direcionamento estratégico, mais fácil será identificar parceiros e soluções adequadas.

2. Mapeie desafios estratégicos da empresa

Depois de definir os objetivos gerais, o próximo passo é transformar essas metas em desafios específicos de inovação.

Esses desafios funcionam como pontos de partida para buscar soluções externas.

Alguns exemplos incluem:

  • Melhorar a eficiência de processos operacionais;

  • Reduzir tempo de atendimento ao cliente;

  • Integrar novas tecnologias digitais;

  • Automatizar tarefas repetitivas;

  • Aprimorar a gestão de dados.

Empresas que trabalham com inovação aberta frequentemente organizam esses desafios em programas de inovação corporativa, nos quais startups e parceiros são convidados a apresentar soluções.

Esse processo ajuda a direcionar a busca por inovação para problemas reais da organização.

3. Estruture um programa de inovação aberta

Para que a inovação aberta funcione de forma contínua, é importante criar uma estrutura organizacional que suporte essas iniciativas.

Isso pode envolver a criação de uma área dedicada à inovação, definição de processos para avaliar novas soluções, estabelecimento de critérios para seleção de parceiros e desenvolvimento de políticas de governança e propriedade intelectual.

Na prática, empresas que tratam a inovação aberta como um processo estruturado conseguem transformar ideias em projetos reais com muito mais eficiência.

4. Conecte-se ao ecossistema de inovação

A inovação aberta depende de conexões com o ecossistema externo. Por isso, empresas precisam se aproximar de ambientes onde novas ideias e tecnologias estão sendo desenvolvidas.

Participar de hubs de inovação, acompanhar comunidades tecnológicas, estabelecer parcerias com universidades, colaborar com centros de pesquisa e acompanhar o ecossistema de startups são algumas formas de colocar isso em prática.

Essa aproximação permite que a empresa identifique tendências emergentes e novas soluções que podem gerar impacto em seu negócio.

5. Estabeleça parcerias

As startups são um dos principais motores da inovação aberta. Por serem ágeis e especializadas em resolver problemas específicos, elas podem oferecer soluções inovadoras com rapidez e flexibilidade.

A expansão desse ecossistema é evidenciada pela 10ª edição do Ranking 100 Open Startups. Em 2025, o volume financeiro transacionado em contratos entre corporações e startups atingiu R$ 17 bilhões, um crescimento expressivo de 57% em relação a 2024, ante R$ 10,8 bilhões.

Esses números mostram que a colaboração entre grandes empresas e startups está em plena aceleração e consolidando-se como estratégia central de inovação.

Existem diferentes formas de colaboração entre empresas e startups, como:

  • Provas de conceito para testar tecnologias;

  • Projetos piloto em pequena escala;

  • Contratos de fornecimento de soluções;

  • Programas de aceleração corporativa;

  • Investimentos estratégicos em startups.

Essas iniciativas permitem que as empresas experimentem novas tecnologias com menor risco e maior flexibilidade, acelerando o desenvolvimento de soluções inovadoras e fortalecendo o ecossistema de open innovation.

6. Teste e valide soluções rapidamente

Um dos princípios mais importantes da inovação aberta é a experimentação.

Em vez de investir grandes recursos em projetos de longo prazo sem validação, empresas devem testar soluções rapidamente em ambientes controlados.

Esse processo pode incluir testes piloto, protótipos funcionais, validação com usuários reais e até mesmo experimentação em pequena escala.

Com essa abordagem, a empresa consegue identificar rapidamente quais soluções têm potencial de gerar valor.

7. Escale soluções que geram resultados

Depois que uma solução é testada e validada, o próximo passo é integrá-la às operações da empresa.

Faça isso por meio da integração de tecnologias aos sistemas internos, treinamento das equipes, adaptação de processos operacionais e, como consequência, expansão da solução para outras áreas da empresa.

O objetivo é transformar projetos de inovação em impacto real no negócio.

8. Meça resultados e aprimore continuamente

Por fim, empresas precisam acompanhar os resultados de suas iniciativas de inovação aberta. Alguns indicadores comuns são:

  • Número de parcerias estabelecidas;

  • Quantidade de projetos piloto realizados;

  • Tempo de desenvolvimento de soluções;

  • Retorno financeiro das iniciativas;

  • Impacto operacional das novas tecnologias.

A partir dessas métricas, a organização pode ajustar sua estratégia e tornar o programa de inovação aberta cada vez mais eficiente.

Exemplos práticos de inovação aberta nas empresas

Alguns exemplos ajudam a entender como a open innovation funciona no dia a dia e quais resultados ela pode gerar quando bem estruturada.

  • LEGO: a marca utiliza a plataforma LEGO Ideas, onde qualquer fã pode sugerir um novo conjunto. Se a ideia receber 10 mil votos da comunidade, a empresa avalia a viabilidade comercial, produz o brinquedo e divide uma porcentagem dos lucros com o criador original. Nesse modelo, o cliente atua como designer e também como validador de mercado;

  • Natura: a empresa desenvolveu um modelo robusto de colaboração com universidades, centros de pesquisa e startups, especialmente nas áreas de sustentabilidade, biotecnologia e desenvolvimento de novos ingredientes. Essas parcerias permitem explorar conhecimentos científicos avançados e criar soluções alinhadas à estratégia de inovação sustentável da companhia;

  • Samsung: a empresa mantém centros globais de inovação e programas de colaboração com startups em diferentes regiões do mundo. Essas iniciativas identificam empresas emergentes que desenvolvem tecnologias promissoras e promovem parcerias para acelerar o desenvolvimento e a aplicação dessas soluções;

  • Procter & Gamble: por meio do programa Connect + Develop, uma iniciativa estruturada para buscar soluções fora da empresa, a companhia passou a colaborar com startups, universidades e centros de pesquisa para incorporar ideias externas ao seu portfólio e acelerar o lançamento de novos produtos.

Inovação na prática: como a VOLL transforma a gestão de viagens e despesas

A inovação aberta mostra que muitas das melhores soluções para desafios corporativos surgem da colaboração entre empresas e especialistas em tecnologia.

Na área de mobilidade corporativa, esse movimento tem impulsionado o surgimento de plataformas que transformam a forma como organizações gerenciam suas viagens e despesas.

A VOLL é um exemplo desse modelo.

Como a maior agência de viagens corporativas digital da América Latina, a VOLL combina tecnologia, automação e inteligência de dados para simplificar processos que historicamente eram complexos e pouco integrados.

A plataforma reúne em um único ambiente funcionalidades que ajudam empresas a:

  • Centralizar a gestão de viagens corporativas;

  • Controlar despesas em tempo real;

  • Automatizar processos de prestação de contas;

  • Integrar políticas de viagens e gastos;

  • Melhorar a visibilidade financeira da operação;

  • Oferecer agentes de IA exclusivos focados em economia, eficiência e controle.

Esse tipo de solução ilustra na prática como a inovação aberta pode transformar processos corporativos. Em vez de desenvolver sistemas internos complexos, empresas podem adotar plataformas especializadas que já incorporam as melhores práticas de tecnologia e gestão.

Para gestores responsáveis por viagens e despesas corporativas, isso significa mais eficiência operacional, maior controle financeiro e uma experiência muito mais simples para os colaboradores.

Se a sua empresa busca modernizar a gestão de viagens, mobilidade e despesas, conheça as soluções da VOLL e entenda como a tecnologia pode transformar seus processos.

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