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5 problemas que dificultam a visão do custo total das viagens corporativas

Escrito por Luiz Moura | 11/02/26 13:56

As viagens corporativas representam uma parcela relevante do orçamento das empresas e, em muitos casos, se tornam fonte recorrente de surpresas no fechamento do mês. Isso porque o valor aprovado inicialmente nem sempre corresponde ao custo que aparece no consolidado financeiro, gerando questionamentos da liderança.

Esse descompasso raramente está ligado a um único gasto fora do padrão. Ele surge da falta de visão end-to-end sobre o custo total das viagens, que envolve múltiplos fornecedores, formas de pagamento, momentos de lançamento e despesas que nem sempre passam pelo mesmo fluxo. Sem essa consolidação, o gestor perde previsibilidade e passa a atuar de forma reativa, ajustando números depois que o impacto já ocorreu.

Para ter controle do custo real das viagens corporativas, é preciso entender onde os gastos se originam, como se acumulam ao longo da jornada e por que não aparecem de forma clara no fechamento mensal. É a partir dessa leitura que se torna possível evitar surpresas, qualificar decisões e sustentar o orçamento com mais segurança.

Os 5 problemas que dificultam a visão do custo total das viagens no fechamento do mês

A dificuldade de consolidar o custo total das viagens corporativas não está em um único ponto da operação. Ela surge da combinação de falhas recorrentes ao longo da jornada da viagem, que fragmentam a informação e empurram o impacto financeiro para depois do fechamento.

Os principais problemas são:

1. Custos que não passam pelo fluxo de reserva

Parte relevante do gasto acontece fora do momento da emissão, como bagagens, remarcações, assentos, transporte terrestre e alimentação. Esses valores não ficam associados automaticamente à viagem original, o que dificulta a leitura do custo completo.

2. Pagamentos pulverizados entre diferentes meios

Quando uma mesma viagem envolve pagamento centralizado, cartão corporativo e reembolso, os gastos se espalham por fontes distintas. Sem integração, o fechamento passa a depender de conciliações manuais e tardias.

3. Desconexão entre viagem e despesa

Gastos lançados no sistema de despesas nem sempre estão vinculados à viagem que os originou. Isso impede análises por deslocamento, centro de custo ou objetivo, além de dificultar a identificação de excessos ou desvios.

4. Falta de critério único de competência

Passagens podem ser pagas antes da viagem, despesas surgem durante o deslocamento e reembolsos entram semanas depois. Sem um critério claro de competência, o custo “escorre” entre meses e distorce o resultado do fechamento.

5. Dados espalhados em múltiplos sistemas e relatórios

Informações ficam distribuídas entre plataforma de viagens, sistema de despesas, faturas de fornecedores e planilhas paralelas. O gestor até tem os números, mas não em um formato que permita enxergar o custo total de forma confiável e no tempo certo.

Quais despesas compõem o custo real das viagens corporativas

O custo real das viagens corporativas não se limita ao valor aprovado na reserva. Ele se forma a partir de diferentes componentes que se acumulam ao longo da jornada e impactam diretamente o fechamento do mês.

As principais despesas que compõem o custo real e total de uma viagem são:

  • Custos de reserva: passagens aéreas, hospedagem e locação de veículos, geralmente os únicos valores visíveis no início do processo.

  • Despesas acessórias: taxas de bagagem, remarcações, assentos, serviços adicionais e outros custos que surgem após a emissão.

  • Despesas durante a viagem: transporte terrestre, alimentação, hospedagens extras, diárias adicionais e gastos pagos fora do fluxo principal.

  • Despesas pagas fora do fluxo principal: gastos lançados via cartão corporativo ou reembolso, que não passam pelo sistema de reservas.

  • Diferenças de temporalidade dos lançamentos: custos registrados em datas distintas da viagem (pagamento antecipado, fatura posterior ou reembolso), afetando o fechamento por competência.

  • Custos indiretos: retrabalho administrativo, ajustes manuais e correções posteriores, que não aparecem como despesa direta, mas consomem tempo e recursos.

Esses elementos explicam por que o valor final das viagens raramente aparece de forma clara no fechamento mensal. Quando cada componente é analisado de forma isolada, o gestor perde a visão do custo completo da viagem e passa a lidar com valores fragmentados ao longo do mês.

Como consolidar a visão end-to-end dos custos das viagens corporativas

Consolidar a visão de custos end-to-end exige organizar a jornada da viagem como um único evento financeiro, do planejamento ao fechamento do mês. O ponto central é garantir que todos os gastos, independentemente de onde ocorram ou de como sejam pagos, possam ser lidos em conjunto.

Alguns princípios ajudam a estruturar essa consolidação:

  • Unificar a leitura por viagem: cada deslocamento deve funcionar como a unidade básica de análise, reunindo custos de reserva, despesas durante a viagem e ajustes posteriores.

  • Integrar viagens e despesas: informações de booking e gastos fora do fluxo precisam conversar entre si para evitar lacunas no fechamento.

  • Definir critério claro de competência: estabelecer regras para reconhecer o custo no período correto reduz distorções entre meses e melhora a previsibilidade orçamentária.

  • Centralizar meios de pagamento sempre que possível: quanto menos fontes dispersas, menor o esforço de conciliação e menor o risco de atrasos ou inconsistências.

  • Padronizar centros de custo e classificações: usar critérios únicos facilita a consolidação, as comparações e as análises históricas.

  • Automatizar a consolidação: reduzir planilhas e ajustes manuais é essencial para fechar o mês com agilidade e confiança.

Quando esses pontos estão alinhados, o fechamento deixa de ser um processo de “caça aos números” e passa a ser uma leitura estruturada do custo real das viagens. O gestor ganha previsibilidade, reduz retrabalho e consegue explicar variações de forma objetiva.

Indicadores que ajudam a manter o controle dos custos no fechamento do mês

Depois de estruturar a visão end-to-end, o controle do fechamento passa a depender de indicadores que mostrem se a consolidação está funcionando na prática, ajudando a antecipar desvios e reduzir surpresas no fim do mês.

Alguns dos principais são:

  • Custo total por viagem: consolida todos os gastos associados a um mesmo deslocamento, permitindo identificar variações relevantes e comparar viagens semelhantes.

  • Diferença entre custo previsto e custo final: mostra quanto o valor aprovado inicialmente se distancia do custo que efetivamente entra no fechamento.

  • Participação de gastos fora do fluxo: mede o peso de despesas pagas via cartão corporativo ou reembolso em relação ao total das viagens.

  • Tempo médio de consolidação do custo: indica quanto tempo o gestor leva para ter visão completa do gasto após a viagem ocorrer.

  • Percentual de custos lançados fora do mês de competência: ajuda a identificar distorções causadas por pagamentos tardios ou reembolsos atrasados.

  • Volume de ajustes manuais no fechamento: sinaliza fragilidade na integração de dados e dependência excessiva de planilhas.

  • Custo médio mensal por viajante ou centro de custo: facilita comparações históricas e leitura de tendências.

Acompanhados de forma recorrente, esses indicadores permitem que o gestor atue antes do fechamento, corrigindo rotas ao longo do mês em vez de reagir apenas quando o impacto financeiro já está consolidado.

Como a VOLL apoia sua empresa na consolidação de custos de viagens corporativas

Parceira de grandes empresas com operação em diferentes países, a VOLL é a maior agência de viagens corporativas digital da América Latina e, por meio de uma plataforma integrada, oferece tudo o que o gestor precisa para consolidar custos de viagens e despesas de forma precisa e previsível, sem surpresas no fechamento do mês.

Na prática, isso acontece por meio de funcionalidades que organizam a informação ao longo de toda a jornada da viagem, como:

  • Reserva centralizada de viagens corporativas: passagens, hotéis e serviços são registrados em um único ambiente, facilitando a leitura inicial do custo previsto.

  • Integração entre viagens e despesas corporativas: gastos realizados fora do fluxo de reserva podem ser vinculados à viagem que os originou, reduzindo lacunas na consolidação.

  • Classificação padronizada de centros de custo e projetos: cada viagem pode ser associada a estruturas financeiras claras, facilitando fechamento, rateios e análises por área.

  • Visão consolidada do custo por viagem: o gestor acompanha o custo total do deslocamento, incluindo reservas, despesas adicionais e ajustes posteriores.

  • Acompanhamento por período de competência: a estrutura permite organizar gastos de acordo com o mês correto, reduzindo distorções no fechamento.

  • Relatórios operacionais e financeiros integrados: dados de viagens e despesas são apresentados de forma consolidada, eliminando a dependência de planilhas paralelas.

Além da tecnologia que facilita toda a parte operacional, a VOLL atua junto aos gestores na construção de um programa de viagens corporativas mais maduro e alinhado ao negócio. O acompanhamento consultivo permite interpretar os dados gerados pela operação, identificar padrões de gasto, ajustar políticas com critério e apoiar decisões que vão além do controle imediato do orçamento.

Com processos estruturados, dados confiáveis e suporte especializado, o fechamento do mês deixa de ser um processo reativo e passa a refletir o custo real das viagens corporativas, com mais clareza, previsibilidade e controle.

Por isso, se você também quer transformar a sua gestão de viagens em um ativo estratégico para o negócio, fale com a VOLL e conheça as condições especiais para a sua empresa.