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VCN: como ajuda com a gestão de despesas e como usar em viagens corporativas?

Escrito por Luiz Moura | 21/03/25 12:19

O mercado de viagens corporativas está mudando, e os meios de pagamento acompanham esse movimento. Com uma maior demanda por pagamentos mais digitais, menos intermediários e maior exigência de controle em tempo real, o cartão VCN já é parte central da forma como empresas pagam viagens e despesas corporativas.

Segundo a Abecs, os meios eletrônicos de pagamento movimentaram mais de R$ 2 trilhões apenas no primeiro semestre de 2024, com crescimento relevante nas compras online.

No ambiente corporativo, isso fica ainda mais evidente. Em levantamento da Alagev, o VCN já aparece como o meio mais utilizado para emissão de passagens aéreas, adotado por 42% dos gestores. Não é coincidência. Ao mesmo tempo em que simplifica pagamentos, o modelo reduz fraudes, melhora a conciliação e elimina parte significativa do trabalho manual que ainda existe na gestão de despesas.

O que é um cartão VCN?

O cartão VCN (Virtual Card Number) é um cartão de crédito virtual gerado para uma transação específica ou para um conjunto de despesas dentro de uma viagem corporativa. Ele não possui versão física e pode ser configurado com valor, validade e regras de uso definidas pela empresa.

Cada pagamento pode ter um VCN próprio, evitando o compartilhamento de cartões corporativos e trazendo mais controle sobre onde e como o dinheiro é utilizado.

Por aumentar a segurança em transações online, o VCN é indicado para empresas que lidam com alto volume de pagamentos, especialmente em viagens corporativas, reservas e serviços recorrentes, como companhias aéreas, hotéis, locadoras de veículos e transporte por aplicativo, por exemplo.

Qual a diferença entre o cartão virtual corporativo e VCN?

Embora os termos apareçam como sinônimos em muitos materiais, cartão virtual corporativo e VCN não são a mesma coisa. A diferença está no nível de controle.

O cartão virtual corporativo costuma funcionar como uma extensão do cartão físico. Ele é digital, pode ser usado online e facilita pagamentos sem expor o número principal do cartão. Ainda assim, permanece vinculado a um limite contínuo e a um mesmo identificador para múltiplas transações.

O VCN segue outra lógica. Cada número é gerado para uma finalidade específica, com parâmetros definidos antes do uso, como valor máximo, validade e, em alguns casos, restrição por fornecedor ou categoria de despesa. Isso permite tratar cada pagamento de forma isolada, com mais controle e menos exposição.

Essa diferença impacta diretamente a operação. Enquanto o cartão virtual resolve o problema de digitalização do pagamento, o VCN resolve o controle da transação.

Comparativo entre cartão virtual corporativo e VCN

Critério

Cartão virtual corporativo

Cartão VCN

Uso

Múltiplas transações

Transação única ou uso específico

Identificador

Mesmo número para diferentes compras

Número único por pagamento

Controle de valor

Limite geral do cartão

Limite definido por transação

Validade

Contínua ou definida pelo emissor

Definida pela empresa

Segurança

Reduz exposição do cartão físico

Reduz risco por transação isolada

Conciliação

Pode exigir análise manual

Mais fácil de rastrear e conciliar

Aplicação comum

Compras online recorrentes

Viagens, reservas e pagamentos específicos

Como funciona um cartão VCN?

A empresa define regras como valor máximo, período de validade, centro de custo e, em alguns casos, o tipo de fornecedor autorizado. Com esses parâmetros, o sistema gera um número de cartão único, pronto para ser utilizado em uma transação específica.

Esse número pode ser criado no momento da compra ou vinculado a uma reserva já aprovada. Em uma viagem corporativa, por exemplo, o VCN pode ser gerado automaticamente para pagar uma passagem aérea ou uma diária de hotel, já associado ao viajante, à área e ao orçamento correspondente. Quando a cobrança acontece, o valor é lançado diretamente com essas informações, sem necessidade de classificação posterior.

O mesmo fluxo se aplica a outros pagamentos. Uma reserva de hotel pode ter um VCN exclusivo, com validade até a data do check-out. Uma locação de veículo pode ter outro número, com limite definido para aquele período. Se houver uma tentativa de cobrança fora dessas condições, a transação não é autorizada.

Além disso, em vez de revisar despesas corporativas manualmente ou depender de reembolsos, a empresa já direciona o pagamento com regras claras desde o início.

Quais são os benefícios de um cartão VCN?

O uso de VCN cresceu rápido nas empresas principalmente porque resolve problemas recorrentes de controle e segurança. Dados da Abracorp indicam que o modelo pode reduzir fraudes em até 75%, eliminar inadimplência e diminuir chargebacks em cerca de 80%.

Os benefícios aparecem no dia a dia da operação:

  • Mais segurança nas transações: cada pagamento usa um número único, com valor e validade definidos, o que limita exposição e reduz risco de uso indevido;

  • Controle por transação: a empresa define exatamente quanto pode ser gasto em cada pagamento, sem depender de limites gerais;

  • Conciliação mais simples: cada cobrança já nasce vinculada a uma despesa específica, o que reduz esforço de classificação;

  • Redução de processos manuais: menos reembolso, menos conferência e menos ajustes depois do gasto;

  • Integração com sistemas de reserva (OBT): pagamentos podem ser vinculados diretamente à viagem, ao centro de custo e ao usuário;

  • Gestão de faturamento mais organizada: facilita o acompanhamento e o expense management;

  • Visibilidade de gastos em tempo real: as informações ficam disponíveis com mais rapidez e menos ruído;

  • Aderência à política de viagens e compliance: o pagamento já respeita regras definidas antes de acontecer;

  • Prevenção de fraudes financeiras: limita o impacto de vazamentos ou tentativas de uso fora do padrão;

  • Aplicação em diferentes fornecedores de viagem: funciona bem para passagens, hotéis, locação, mobilidade e serviços relacionados.

Leia também: Cartão corporativo vs. Pix: Qual a melhor opção para a sua empresa?

Por que o cartão VCN é a melhor opção para viagens corporativas?

O VCN é a melhor opção para viagens corporativas, porque permite que, em vez de lidar com exceções depois do deslocamento, a empresa define regras antes do pagamento acontecer. Isso faz diferença principalmente em reservas de hotel, emissão de passagens e serviços intermediados por OBTs, onde cada transação pode ter valor, prazo e finalidade distintos.

Esse modelo também acompanha melhor o ritmo da operação. Alterações de voo, extensões de hospedagem ou remarcações podem exigir novos pagamentos com rapidez. Com VCN, é possível gerar um novo cartão com parâmetros atualizados, sem depender de limite disponível ou ajustes manuais.

Outro ponto é a organização financeira. Como cada pagamento nasce vinculado à viagem, ao colaborador e ao centro de custo, o fechamento deixa de ser um processo de reconstrução de informações, pois a despesa já chega estruturada, o que reduz retrabalho e melhora a visibilidade do custo total da viagem.

De acordo com dados da Abecs, o setor de turismo e afins está entre os que mais cresceram no uso de cartões, registrando alta de 13,9% no valor transacionado no terceiro trimestre de 2025.

Como funciona o cartão VCN da VOLL?

Além de ser a maior agência de viagens corporativas digital da América Latina, a VOLL desenvolveu uma plataforma que conecta viagens, mobilidade e despesas em um único fluxo. O VCN entra como parte dessa estrutura, integrado à reserva e à gestão financeira.

Quando uma viagem é solicitada e aprovada, o sistema já pode gerar automaticamente um VCN vinculado àquela operação. Esse cartão nasce com regras definidas (valor, validade, centro de custo, tipo de despesa) e é utilizado diretamente no pagamento da passagem, hospedagem ou serviço relacionado.

Não há necessidade de compartilhar cartões, solicitar adiantamento ou ajustar depois.

Cada despesa relevante pode ter um VCN próprio. Se houver alteração de reserva, o sistema ajusta ou gera um novo cartão com os parâmetros atualizados. Se a cobrança vier fora do padrão definido, ela não é autorizada. O controle acontece antes, não depois.

Esse funcionamento se sustenta em alguns pilares da plataforma:

  • Emissão rápida e configuração flexível: geração de VCN em poucos cliques, com definição de limite, validade e categoria de uso;

  • Segurança e controle financeiro: números únicos por transação, reduzindo risco de fraude e evitando uso fora do previsto;

  • Conciliação automatizada: integração direta com o sistema de gestão, eliminando etapas manuais e reduzindo erros;

  • Transparência e compliance: registro detalhado das transações em tempo real, com aderência às políticas da empresa;

  • Relatórios e visibilidade de dados: geração de relatórios por centro de custo, viagem, área ou usuário, facilitando análise e tomada de decisão.

Ao eliminar a necessidade de antecipar valores ou solicitar reembolso, o VCN da VOLL aumenta a satisfação do viajante e organiza a operação como um todo, reduzindo retrabalho no financeiro e melhorando a visibilidade sobre o custo de cada viagem.

Como a IA da VOLL detecta fraudes em despesas corporativas?

A VOLL vem incorporando inteligência artificial diretamente na gestão de despesas corporativas para reduzir risco sem aumentar a complexidade da operação. Em vez de depender apenas de auditorias posteriores, a análise acontece ao longo de toda a jornada, desde a criação da despesa até a validação final.

O sistema cruza diferentes camadas de informação para identificar inconsistências. Isso inclui valor da transação, tipo de fornecedor, histórico do usuário, regras da política da empresa e dados como Merchant Category Code (MCC).

Quando algo foge do padrão — por exemplo, um gasto fora da categoria permitida, um valor incompatível com a viagem ou uma tentativa de cobrança fora das regras do VCN — o sistema sinaliza automaticamente.

Esse tipo de análise também considera comportamento. Se um colaborador costuma seguir determinado padrão de gasto e surge uma transação fora desse histórico, o sistema identifica a anomalia. O mesmo vale para cobranças duplicadas, valores inflados ou despesas incompatíveis com o contexto da viagem.

O ganho está no tempo de resposta. Isso porque, a empresa consegue agir antes que a despesa seja consolidada. Isso reduz perdas financeiras, melhora o controle e diminui a dependência de conferências manuais, que nem sempre conseguem acompanhar o volume de transações.

Por isso, se a sua empresa busca mais controle e menos esforço operacional na gestão de despesas corporativas, entre em contato com a VOLL.

Se você deseja ter todos esses benefícios, é hora de transformar sua gestão de despesas com a VOLL. Preencha o formulário e um especialista da VOLL entrará em contato em poucos minutos!

 

Dúvidas frequentes sobre o cartão VCN

Descubra mais sobre como usar essa tecnologia para auxiliar a sua gestão de despesas corporativas.

É seguro usar cartão VCN?

Sim. O VCN é considerado um dos meios de pagamentos corporativos mais seguros porque cada número é gerado para uma transação específica, com valor e validade definidos. Mesmo em caso de exposição dos dados, o uso indevido tende a ser limitado ou bloqueado pelas próprias regras configuradas, o que reduz significativamente o risco em comparação a cartões tradicionais.

O cartão VCN é aceito em todos os fornecedores de viagem?

Depende do fornecedor. Companhias aéreas, hotéis e plataformas de reserva costumam aceitar normalmente, mas alguns estabelecimentos ainda exigem cartão físico no check-in ou para garantia. Por isso, é importante alinhar o uso com cada tipo de serviço.

Como funciona o pagamento de hotel com VCN?

O VCN pode ser usado para garantir ou pagar antecipadamente a reserva. Em alguns casos, o hotel solicita um cartão físico no check-in para cobrir despesas extras, como consumo no local ou eventuais danos.

É possível usar VCN para despesas fora da viagem?

Sim. Embora seja mais comum em viagens corporativas, o VCN também pode ser usado para pagamentos pontuais com fornecedores, assinaturas e compras online que exigem controle específico.

Existe limite para a emissão de cartões VCN?

Não há um limite fixo universal. A quantidade de VCNs que uma empresa pode gerar depende do contrato com o emissor ou da plataforma utilizada, além das regras internas de controle.

O VCN pode ser reutilizado?

Em geral, não. O propósito do VCN é justamente ser usado uma única vez ou dentro de um contexto específico. Isso reduz risco e facilita o controle sobre cada pagamento.

Como funciona a conciliação de um cartão VCN?

Cada VCN é criado para uma transação específica, então a conciliação tende a ser mais direta. O pagamento já vem associado à despesa, ao centro de custo e ao contexto da compra, o que reduz a necessidade de ajustes posteriores.

O VCN pode ser usado internacionalmente?

Sim, desde que a bandeira do cartão e o fornecedor aceitem pagamentos internacionais. Também é importante considerar regras internas da empresa e custos como IOF.

O que acontece se o valor da cobrança for diferente do definido no VCN?

A transação pode ser recusada. Como o valor é previamente configurado, qualquer tentativa de cobrança acima do limite definido não é autorizada.

É possível cancelar um VCN depois de gerado?

Sim. Caso o pagamento não tenha sido realizado, o VCN pode ser cancelado ou expirar automaticamente conforme as regras definidas no momento da criação.

O VCN substitui completamente o cartão corporativo tradicional?

Não necessariamente. Muitas empresas utilizam os dois modelos de forma complementar, escolhendo o VCN para pagamentos específicos e mantendo cartões tradicionais para despesas recorrentes ou presenciais.