Gestão de despesas corporativas

O que é gestão financeira empresarial? Veja benefícios e boas práticas

As finanças sustentam o crescimento da empresa e, por isso, devem ser geridas de forma eficiente para manter o controle, a organização e bons resultados.



O que é gestão financeira empresarial? Veja benefícios e boas práticas
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A gestão financeira empresarial está diretamente ligada à capacidade da empresa de acompanhar como o dinheiro entra, circula e é utilizado ao longo da operação.

Para manter esse controle, é preciso estruturar processos, acompanhar o fluxo de caixa operacional, definir critérios para uso de recursos e entender o impacto das decisões nos resultados.

Segundo o SEBRAE, a falta de controle financeiro está entre os fatores mais associados ao fechamento de empresas no Brasil. Isso é comum porque, à medida que a empresa cresce, a gestão financeira tende a se tornar mais complexa.

O volume de transações aumenta, surgem novos fornecedores, diferentes centros de custo passam a consumir recursos e a consolidação das informações exige mais organização. Essa evolução é natural e acompanha o próprio crescimento da operação e, por isso, a área financeira deve atuar de forma estratégica, e não apenas concentrando esforços em garantir que pagamentos e recebimentos aconteçam dentro do prazo.

Neste conteúdo, você vai entender:

  • O que é gestão financeira empresarial e como ela se estrutura;

  • Quais são os principais pilares da gestão financeira;

  • Como realizar um diagnóstico financeiro na prática;

  • Quais desafios impactam o controle financeiro das empresas;

  • Quais ferramentas e técnicas ajudam a aumentar a eficiência.

O que é gestão financeira empresarial?

Gestão financeira empresarial é o conjunto de práticas usadas para organizar, controlar e analisar os recursos financeiros de uma empresa. Ela orienta como o dinheiro é distribuído, quais despesas são priorizadas e como os resultados são acompanhados ao longo do tempo.

Esse processo passa por diferentes frentes da operação, incluindo o controle das contas a pagar e receber, o acompanhamento do fluxo de caixa operacional e a definição de critérios para alocação de recursos entre áreas e projetos. A forma como esses elementos são estruturados impacta diretamente o nível de controle sobre os gastos e o resultado financeiro.

A gestão financeira também está ligada à análise de desempenho. Indicadores como EBITDA e ROI ajudam a avaliar a eficiência da operação e o retorno sobre os investimentos realizados. Essas métricas permitem entender se os recursos estão sendo utilizados de forma sustentável ao longo do tempo.

Além disso, a integração entre áreas é essencial. A gestão financeira não depende apenas do financeiro, mas também de compras, operações e fornecedores.

Qual é a função de um gestor financeiro?

O gestor financeiro é o responsável por planejar, organizar e monitorar as atividades financeiras da empresa.

Suas principais responsabilidades estão voltadas ao planejamento de orçamentos, acompanhamento de despesas e receitas, análise de fluxo de caixa, conciliação bancária, desenvolvimento e análise de relatórios e auditorias financeiras.

Esse profissional também pode ser envolvido em decisões de investimentos e gerenciamento de riscos, trazendo uma visão estratégica e realista sobre o dia a dia da área.

Em termos de formação, o cargo está muito relacionado a cursos superiores como Administração, Economia, Ciências Contábeis e áreas afins. Também existem cursos específicos que fornecem o conhecimento teórico necessário para esse tipo de atuação.

Quais são os pilares da gestão financeira nas empresas?

Uma gestão financeira consistente se apoia em alguns pilares que organizam o controle dos recursos e dão base para a tomada de decisão. Sem essa estrutura, os dados existem, mas não se conectam de forma útil para a gestão.

Planejamento orçamentário (budgeting)

O planejamento orçamentário define quanto a empresa pode gastar, onde alocar recursos e quais metas precisam ser atingidas. Ele orienta decisões ao longo do período e reduz a dependência de ajustes emergenciais. É o ponto de partida para garantir previsibilidade financeira.

Ainda assim, dados de mercado mostram que esse ainda é um ponto crítico. Um levantamento do IBPT, por exemplo, indica que cerca de 95% das empresas pagam mais impostos do que deveriam por falhas de planejamento, o que evidencia a dificuldade em estruturar e acompanhar a gestão financeira.

Controle de fluxo de caixa e capital de giro

Acompanhar o fluxo de caixa operacional permite entender entradas e saídas ao longo do tempo, evitando falta de recursos para manter a operação. O controle do capital de giro complementa essa análise, garantindo liquidez para cobrir despesas do dia a dia. Sem esse acompanhamento, a empresa pode ter receita e ainda assim enfrentar dificuldades financeiras.

Controle de despesas e centros de custo

A organização dos gastos por centro de custo e a aplicação de critérios de rateio ajudam a identificar onde os recursos estão sendo consumidos, permitindo comparar áreas, revisar alocações e ajustar prioridades.

Esse controle também está ligado à otimização de despesas (savings), já que facilita a identificação de excessos e oportunidades de redução de custos operacionais.

Contas a pagar e receber

A gestão das contas a pagar e receber organiza prazos e compromissos financeiros, garantindo que pagamentos e recebimentos ocorram de forma equilibrada. Esse controle é essencial para evitar atrasos, multas e impacto no caixa.

Além disso, quando integrado a processos como conciliação bancária automatizada, reduz erros operacionais e melhora a confiabilidade das informações.

Análise de desempenho e indicadores

Um estudo da PwC, uma das maiores redes de consultoria e auditoria do mundo, apontou que mais de 30% das empresas têm dificuldade em transformar dados financeiros em insights acionáveis, o que limita a tomada de decisão baseada em relatórios.

A leitura de indicadores como EBITDA e ROI é fundamental porque permite avaliar se os recursos estão sendo utilizados de forma eficiente. Esses dados ajudam a entender o resultado das decisões e direcionar ajustes. Sem indicadores, a gestão se baseia em percepção e não em evidência.

Governança, auditoria e compliance fiscal

A governança é o que mantém a consistência da gestão ao longo do tempo. Por isso, a definição de regras, políticas e controles garante que os processos financeiros sigam padrões definidos. Auditorias ajudam a reduzir riscos e aumentar a confiabilidade das informações.

Como fazer diagnóstico financeiro empresarial?

O diagnóstico financeiro começa quando a empresa passa a analisar a operação com mais profundidade, indo além do resultado consolidado. O objetivo é entender o que está gerando valor, o que está pressionando o caixa e onde existem ineficiências.

Confira abaixo quais são as etapas necessárias para fazer o diagnóstico financeiro da sua empresa.

1. Levantar dados e organizar a base financeira

O primeiro passo é reunir informações de faturamento, despesas, investimentos e movimentações do fluxo de caixa operacional. Em muitas empresas, esses dados ainda estão distribuídos entre ERP, relatórios e planilhas.

De acordo com a McKinsey & Company, empresas com dados financeiros fragmentados levam mais tempo para tomar decisões e têm menor capacidade de resposta a mudanças de mercado. A consolidação é o que permite comparar períodos e identificar variações com clareza.

2. Mapear entradas e saídas ao longo do tempo

Com os dados organizados, o foco passa a ser o comportamento financeiro da empresa. Quando o dinheiro entra? Em quais momentos há maior volume de pagamentos? Existe concentração de saídas em determinados períodos?

Esse tipo de leitura mostra a dinâmica do capital de giro e ajuda a antecipar momentos de pressão no caixa e, se necessário, ajustar prazos com fornecedores ou clientes.

3. Abrir os gastos por centro de custo

O próximo passo é sair do consolidado e entrar no detalhe. Separar despesas por centro de custo e aplicar critérios de rateio permite identificar quais áreas mais consomem recursos e onde existem distorções. A partir daí, fica mais claro onde atuar para otimização de despesas (savings) e redução de custos operacionais.

Segundo a PwC, análises de gastos bem estruturadas conseguem identificar economias de 5% a 10% em categorias relevantes. E esse tipo de ganho costuma aparecer quando há visibilidade sobre onde o dinheiro está sendo alocado.

4. Cruzar despesas com resultado

Analisar gastos isoladamente não é suficiente. É preciso relacionar custos com receita, margem e indicadores como EBITDA e ROI.

Esse cruzamento mostra se o aumento de despesas está gerando retorno ou apenas pressionando o resultado. Afinal, até o crescimento de receita, quando acontece sem controle de custos, por exemplo, pode indicar perda de eficiência.

5. Avaliar qualidade dos relatórios e decisões

Outro ponto crítico está na forma como os dados são utilizados. Os relatórios geram insights ou apenas consolidam números? As decisões estão apoiadas nessas informações?

Um estudo da Institute of Finance & Management aponta que empresas com alto nível de automação conseguem reduzir significativamente erros operacionais e acelerar ciclos financeiros. Ou seja: processos lentos ou manuais tendem a comprometer a qualidade dos dados.

Leia também: Como gerenciar de forma eficiente as despesas corporativas e otimizar recursos financeiros.

6. Priorizar ajustes com base nos gaps identificados

Com a análise concluída, o diagnóstico deve apontar prioridades como: reorganizar contas a pagar e receber, revisar contratos, melhorar o controle de despesas ou estruturar o planejamento orçamentário.

Além disso, o diagnóstico deve apontar onde estão os principais problemas: falta de controle, baixa integração de dados, ausência de planejamento ou dificuldade na execução dos processos.

A ideia não é resolver tudo ao mesmo tempo, mas direcionar os esforços para os pontos que mais impactam o resultado.

Quais os desafios da gestão financeira empresarial?

Planilhas que não fecham, relatórios que mostram números diferentes e dificuldade para explicar variações no resultado são sinais comuns de que a gestão financeira não está estruturada como deveria. Esses problemas costumam aparecer quando dados, processos e áreas não estão conectados.

Os desafios mais percebidos pelos gestores são:

  • Fragmentação de dados e falta de integração: informações financeiras distribuídas entre ERP, planilhas e sistemas isolados dificultam a consolidação e reduzem a confiabilidade das análises; segundo a Deloitte, baixa integração entre sistemas está associada a maior dificuldade na geração de relatórios consistentes;

  • Baixa visibilidade sobre despesas: ausência de categorização adequada e de controle por centro de custo limita a identificação de excessos e oportunidades de otimização de despesas (savings);

  • Processos manuais e retrabalho: rotinas como conciliação, reembolsos e validação de despesas ainda dependem de controles manuais; o Institute of Finance & Management aponta que a automação reduz erros e melhora a eficiência operacional;

  • Dificuldade em transformar dados em decisão: relatórios existem, mas nem sempre geram insights acionáveis, o que limita o uso de indicadores financeiros no direcionamento da gestão;

  • Falta de alinhamento entre áreas: financeiro, compras e operações trabalham com bases diferentes, o que compromete processos como contas a pagar e receber e gestão de fornecedores (procurement);

  • Limitações no controle do fluxo de caixa: sem acompanhamento estruturado, a empresa perde visibilidade sobre entradas, saídas e necessidade de capital de giro.

Como funcionam as ferramentas de gestão financeira?

As ferramentas de gestão financeira ajudam a organizar informações, automatizar rotinas e melhorar a qualidade das análises. Elas não substituem a estratégia, mas viabilizam sua execução.

À medida que a operação cresce, controlar finanças apenas com planilhas deixa de ser suficiente. O volume de dados aumenta, os processos se multiplicam e a integração entre sistemas passa a ser necessária

Para ajudar com esses desafios, as principais soluções utilizadas pelas empresas, estão:

  • Sistemas de ERP e integração de dados: centralizam informações financeiras, operacionais e contábeis, permitindo consolidar dados de diferentes áreas e melhorar a confiabilidade dos relatórios;

  • Plataformas de contas a pagar e receber: organizam prazos, automatizam lançamentos e facilitam a conciliação bancária automatizada, reduzindo erros operacionais;

  • Ferramentas de Business Intelligence (BI): transformam dados em relatórios analíticos, permitindo acompanhar indicadores como EBITDA, ROI e margens com mais clareza;

  • Soluções de spend management (gestão de gastos): ajudam a estruturar o controle de despesas, melhorar a visibilidade sobre os gastos e apoiar decisões relacionadas à otimização de despesas (savings);

  • Plataformas de gestão de fornecedores: organizam contratos, histórico de compras e relacionamento com fornecedores, facilitando negociação e controle de custos;

  • Ferramentas de auditoria e compliance fiscal: automatizam validações, aumentam a rastreabilidade das informações e reduzem riscos financeiros e fiscais.

A escolha das ferramentas depende do nível de maturidade da empresa, mas, de qualquer forma, quanto maior a integração entre sistemas, maior a qualidade dos dados e mais consistente se torna a gestão financeira.

Técnicas de gestão financeira para empresas: como ser mais eficiente?

Depois de estruturar processos e ferramentas, a eficiência da gestão financeira passa por como esses recursos são utilizados no dia a dia. Pequenos ajustes na forma de operar podem gerar impacto direto no controle, na análise e no resultado financeiro.

Veja algumas práticas que ajudam a evoluir a gestão:

  • Revisar o planejamento orçamentário com frequência: acompanhar o desempenho ao longo do período permite ajustar projeções e evitar desvios acumulados; o orçamento deixa de ser estático e passa a orientar decisões contínuas;

  • Acompanhar indicadores financeiros de forma estruturada: métricas como fluxo de caixa operacional, EBITDA e ROI ajudam a medir eficiência e identificar variações relevantes antes que impactem o resultado;

  • Organizar custos por categoria e centro de custo: separar despesas fixas e variáveis facilita a leitura dos gastos, a definição de prioridades e a identificação de oportunidades de redução de custos operacionais;

  • Gerenciar o fluxo de caixa com maior granularidade: acompanhar entradas e saídas por período e tipo de despesa melhora o controle do capital de giro e reduz riscos de desequilíbrio financeiro;

  • Revisar contratos e despesas recorrentes: renegociar fornecedores e eliminar custos pouco relevantes pode gerar ganhos consistentes ao longo do tempo, especialmente em categorias com maior volume;

  • Investir na capacitação da equipe: profissionais que entendem processos e indicadores cometem menos erros e conseguem utilizar melhor as ferramentas disponíveis;

  • Automatizar rotinas operacionais: tarefas como registro de despesas, conciliação e geração de relatórios podem ser automatizadas, reduzindo retrabalho e aumentando a confiabilidade dos dados;

  • Utilizar dados para orientar decisões: análises estruturadas permitem identificar padrões, comparar períodos e priorizar ações com maior impacto financeiro;

  • Realizar auditorias periódicas: revisões frequentes ajudam a garantir conformidade, identificar inconsistências e melhorar a qualidade dos controles financeiros;

  • Manter uma reserva financeira: a criação de uma margem de segurança reduz a exposição a imprevistos e aumenta a estabilidade da operação.

Otimize a sua gestão financeira de despesas corporativas com a VOLL

Ao longo do conteúdo, ficou claro que o principal desafio da gestão financeira não está apenas no controle dos números, mas na forma como os dados são capturados, organizados e utilizados no dia a dia.

A VOLL, uma das principais empresas do mercado de gestão de viagens de negócios, desenvolveu o VOLL Wallet para centralizar a gestão de despesas corporativas em uma única plataforma, conectando pagamentos, reembolsos e prestação de contas com regras já definidas e aplicadas no momento do gasto.

Com o uso de inteligência artificial e tecnologia de pré-conciliação, processos que antes levavam semanas passam a acontecer de forma imediata. Em muitos casos, ciclos de gestão de despesas que poderiam levar até 60 dias são eliminados, reduzindo retrabalho e aumentando a confiabilidade das informações.

Além da automação, a centralização traz um ganho importante de visibilidade. O uso de dashboards integrados permite acompanhar mais de 150 indicadores em tempo real, cruzar dados e identificar padrões de consumo com mais rapidez — como detalhado na matéria da Panrotas sobre o BI da VOLL.

Essa estrutura também impacta diretamente a governança: A própria plataforma valida limites, categorias e políticas antes que o gasto aconteça, evitando inconsistências e reduzindo a necessidade de auditorias corretivas.

Empresas que adotaram a solução destacam a mudança na forma de controlar despesas:

“Centralizamos todas nossas despesas em um só aplicativo, com fácil usabilidade e maior controle. Os recibos para reembolso fazem parte do passado”, afirma Bernardo Araújo, diretor de Suprimentos da Localiza.

Esse tipo de resultado está ligado à capacidade de integrar dados e eliminar processos paralelos. Ao consolidar pagamentos, fornecedores e despesas em uma única base, a empresa reduz a complexidade e melhora a eficiência da gestão.

O VOLL Wallet já é utilizado por grandes empresas como Itaú, Ifood, Localiza e outras diversas, com diversos relatos positivos de gestores de áreas como compras, facilities, RH e viagens.

Por isso, se o objetivo é evoluir o controle financeiro e estruturar uma operação mais integrada, vale entender a VOLL Wallet pode apoiar a sua empresa.

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