A eficiência operacional, como a capacidade de uma empresa de maximizar resultados e minimizar desperdícios de recursos, está entre os pilares mais relevantes para empresas que desejam crescer com controle, previsibilidade e rentabilidade.
Diante da pressão constante por reduzir custos e elevar a performance, não basta apenas entregar resultados. É necessário fazer isso de forma mais inteligente, com menos desperdícios e maior qualidade na execução.
Quando bem estruturada, a eficiência operacional dá aos gestores uma visão mais clara da operação, permitindo identificar gargalos com agilidade e tomar decisões mais seguras no dia a dia.
Ao longo deste conteúdo, você vai entender:
O que é eficiência operacional;
A diferença entre eficiência, eficácia e produtividade;
Por que a eficiência operacional é fundamental para o crescimento da empresa;
Quais são os principais KPIs de eficiência;
Como melhorar a eficiência operacional com ações práticas.
Eficiência operacional é a capacidade de uma empresa gerar o máximo de resultados com o menor uso possível de recursos, sejam eles financeiros, humanos, tecnológicos ou de tempo.
Trata-se da relação entre o que é produzido (output) e o que é consumido para produzir (input): quanto maior o resultado com menos desperdício, maior é a eficiência da operação.
Em resumo, é fazer mais e melhor utilizando menos recursos, sem comprometer a qualidade da entrega.
Isso envolve três fatores principais:
Custo: quanto a empresa gasta para operar;
Tempo: quanto tempo leva para executar processos;
Qualidade: nível de consistência e entrega ao cliente.
Uma operação eficiente equilibra esses três elementos de forma inteligente.
Eficácia está relacionada a atingir o resultado esperado. Já a eficiência diz respeito a como esse resultado é alcançado, ou seja, com o melhor uso possível dos recursos.
Na prática, isso significa que uma empresa pode até cumprir o que foi proposto, mas ainda assim operar de forma ineficiente, e esse é um problema mais comum do que parece.
Pense em uma empresa que precisa entregar um projeto dentro do prazo. Se a entrega acontece no tempo combinado, ela foi eficaz.
Agora, se além de cumprir o prazo, o projeto também respeita o planejamento orçamentário e não gera retrabalho, há eficiência.
A produtividade está ligada ao volume de produção, ou seja, à quantidade de entregas realizadas em um determinado período.
A eficiência operacional, por sua vez, observa como esse volume foi gerado, avaliando a qualidade no uso dos recursos ao longo do processo.
Para ilustrar, imagine duas equipes:
Equipe A: produz 100 unidades por dia, mas com alto custo e retrabalho;
Equipe B: produz 80 unidades por dia, com baixo custo e alta qualidade.
Nesse cenário, a equipe A é mais produtiva, enquanto a equipe B é mais eficiente.
No fim das contas, esse contraste deixa claro que produzir mais nem sempre significa operar melhor. Sem eficiência, a produtividade pode vir acompanhada de desperdícios e perda de rentabilidade.
A eficiência operacional é fundamental porque impacta diretamente os resultados financeiros, o potencial de crescimento e a competitividade de uma empresa.
Não é à toa que essa é uma grande prioridade de gestores. O estudo IT Trends Snapshot 2025, realizado com CIOs e gestores de TI de empresas brasileiras, aponta que 67% dos executivos têm como principal prioridade para 2026 o aumento da eficiência operacional.
Veja alguns dos principais benefícios:
Quando a empresa aprimora sua eficiência operacional, os efeitos costumam aparecer rapidamente:
Redução de custos desnecessários;
Aumento da margem de lucro;
Melhor aproveitamento dos recursos disponíveis;
Maior controle sobre despesas e investimentos.
Isso ocorre porque a operação passa a eliminar desperdícios e a otimizar cada etapa dos processos.
Eficiência operacional também está ligada à previsibilidade.
Empresas mais organizadas conseguem antecipar custos e resultados, identificar desvios com rapidez e planejar com mais segurança.
Com dados bem estruturados e processos claros, o gestor ganha visibilidade sobre a operação e toma decisões com base em cenários mais confiáveis.
Quando a eficiência não acompanha o crescimento, o aumento da demanda tende a gerar desorganização, e não evolução.
Por outro lado, empresas eficientes conseguem crescer sem elevar seus custos na mesma proporção.
Na prática, isso permite expandir operações com mais controle, atender mais clientes sem sobrecarregar a estrutura e manter a qualidade mesmo com o aumento da demanda.
Organizações mais eficientes se posicionam melhor diante da concorrência porque conseguem:
Oferecer preços mais competitivos;
Entregar com mais rapidez;
Manter consistência na qualidade;
Reagir com agilidade às mudanças do mercado.
Com o tempo, essa eficiência deixa de ser apenas operacional e passa a funcionar como um diferencial estratégico.
Empresas que crescem sem uma base operacional sólida tendem a acumular problemas ao longo do tempo.
Já aquelas que estruturam bem seus processos desde o início conseguem crescer com mais controle, preservar margens saudáveis, reduzir riscos e sustentar resultados no longo prazo.
No fim, a eficiência operacional é o que viabiliza um crescimento consistente.
A eficiência operacional se concretiza quando a empresa consegue alinhar processos, recursos e decisões de maneira estruturada, fazendo com que cada atividade gere o máximo de valor com o menor desperdício possível.
Isso não surge de forma isolada. Na verdade, é consequência de uma operação bem organizada, com processos claros, indicadores definidos e uma cultura voltada à melhoria contínua.
No dia a dia, essa eficiência aparece nas rotinas e nas decisões. Alguns exemplos comuns são:
Reduzir o tempo de aprovação de processos internos;
Automatizar tarefas repetitivas, como lançamentos ou validações;
Centralizar informações para evitar retrabalho;
Padronizar fluxos, garantindo mais consistência;
Acompanhar indicadores em tempo real para realizar ajustes rápidos.
Para que a eficiência operacional aconteça de forma consistente, ela precisa se apoiar em três pilares fundamentais:
Tudo começa com clareza na operação.
Quando os processos estão estruturados, a empresa passa a ter visibilidade sobre o que precisa ser feito, em que ordem, por quem e com quais recursos.
Sem esse direcionamento, é comum surgirem gargalos, retrabalho e inconsistências ao longo do caminho.
Não dá para falar em eficiência sem acompanhamento. A empresa precisa monitorar indicadores que revelem, por exemplo:
Tempo de execução;
Custos envolvidos;
Nível de qualidade;
Taxas de erro ou retrabalho.
Com essas informações em mãos, fica mais fácil identificar onde estão os principais pontos de ineficiência e agir rapidamente.
Processos que funcionam bem hoje podem deixar de fazer sentido com o tempo. Por isso, revisar a operação com frequência, a partir da melhoria contínua, é parte da rotina, ajustando fluxos, tecnologias e até a forma de tomar decisões.
Na prática, isso passa por testes e ajustes frequentes, uso de dados para orientar decisões e, principalmente, uma cultura voltada à evolução constante.
Alcançar eficiência operacional passa por método, foco no que realmente importa e consistência na execução. Mais do que iniciativas pontuais, trata-se de estruturar a operação de forma intencional.
Veja algumas ações que ajudam a colocar isso em prática:
O primeiro passo é entender, com clareza, como a operação funciona hoje. Sem essa visão, qualquer tentativa de melhoria tende a ser superficial.
Para isso, é preciso:
Identificar os principais fluxos da operação (compras, financeiro, atendimento, logística etc.);
Documentar cada etapa, do início até a entrega final;
Mapear responsáveis, prazos e dependências entre áreas;
Identificar gargalos, retrabalho e atividades redundantes.
Um erro comum aqui é desenhar processos “ideais” que não refletem a realidade. O mais eficaz é observar o que de fato acontece no dia a dia, incluindo desvios e exceções.
Com esse diagnóstico em mãos, entra a padronização:
Definir fluxos mais eficientes e eliminar variações desnecessárias;
Criar procedimentos claros e acessíveis para o time;
Estabelecer critérios objetivos de execução (prazos, aprovações, limites).
Quando cada gestor segue critérios diferentes, como no caso de aprovações de despesas, por exemplo, o resultado costuma ser atraso e inconsistência. Padronizar reduz ruído e traz mais previsibilidade.
Saiba também: SLA entre compras, fiscal, jurídico e travel na mesma cadência
A tecnologia ajuda a remover ineficiências que fazem parte da estrutura da operação. Mas o ponto não é acumular ferramentas, e sim resolver problemas concretos.
Vale olhar, por exemplo, quais atividades são repetitivas e consomem tempo do time, onde ainda há dependência de controles manuais, como planilhas e e-mails, e quais processos exigem múltiplas validações ou geram retrabalho.
A partir desse mapeamento, a automação pode ser aplicada para:
Realizar aprovações automáticas com base em regras;
Consolidar dados em tempo real;
Integrar sistemas, evitando retrabalho manual;
Gerar relatórios automaticamente.
O ganho não se limita ao tempo: envolve também mais consistência, controle e capacidade de escalar.
Fornecedores têm impacto direto na eficiência, especialmente em áreas como compras, logística e serviços. Atrasos recorrentes, por exemplo, acabam afetando todo o ciclo da operação.
Uma boa gestão de fornecedores vai além da contratação. É preciso acompanhar de perto e ajustar rotas sempre que necessário.
Na prática, isso inclui:
Definir critérios claros de avaliação de fornecedores (prazo, qualidade, custo, SLA);
Acompanhar indicadores de desempenho por fornecedor;
Monitorar entregas e agir rapidamente diante de desvios;
Usar dados como base para renegociações.
Outro ponto importante é reduzir a complexidade. Manter fornecedores demais para a mesma função tende a gerar ruído e dificultar o controle. Sempre que fizer sentido, vale consolidar contratos e padronizar os processos de contratação.
A gestão de cadeia de suprimento tem impacto direto tanto no capital de giro quanto no ritmo da operação.
Aqui, o desafio costuma estar em equilibrar dois extremos: o excesso, que imobiliza recursos e aumenta o risco de obsolescência, e a falta, que pode gerar ruptura e perda de receita.
Comprar além do necessário para “garantir” disponibilidade, por exemplo, pode sair mais caro do que lidar com a ausência pontual de um item, e isso compromete a eficiência como um todo.
Para otimizar essa frente, é preciso:
Analisar o histórico de demanda;
Definir níveis mínimos e máximos de estoque;
Trabalhar com previsões baseadas em dados;
Integrar estoque com vendas e compras.
Saiba também: Supply Chain Analytics: o que é e como usar para decisões mais estratégicas
Processos bem desenhados não se sustentam sem uma equipe preparada. Capacitação, nesse contexto, vai além do treinamento técnico: envolve garantir que as pessoas entendam não só o que fazer, mas também o porquê.
Isso significa: ensinar o “como fazer”, explicar o “por que fazer” e mostrar o impacto das atividades no resultado final. Além disso, cabe ao gestor organizar a operação de forma que:
As responsabilidades estejam claras;
Não haja dependência excessiva de pessoas-chave;
Existam rotinas consistentes de feedback e melhoria.
O engajamento também faz diferença: equipes desmotivadas tendem a errar mais, gerando retrabalho e desalinhamento. Quando o conhecimento fica concentrado em poucas pessoas, a operação se torna frágil.
Eficiência, no fim das contas, passa por distribuir bem esse conhecimento.
A eficiência operacional depende da capacidade de medir e, principalmente, agir a partir dessas informações.
Isso exige sair de uma postura reativa e estruturar uma gestão baseada em indicadores. Para isso, é importante:
Definir KPIs relevantes para cada área;
Estabelecer metas claras;
Acompanhar os resultados com frequência;
Criar rotinas de análise (reuniões, dashboards, relatórios).
Mas não basta coletar dados. O ponto central é transformar informação em decisão. Se o tempo de aprovação começa a subir, por exemplo, isso precisa levar a ajustes, seja no processo, nas regras ou no uso de tecnologia.
Sem essa conexão, o indicador perde sentido.
Eficiência operacional não é algo que se resolve de uma vez. É um processo constante de ajuste e evolução. Isso envolve:
Identificar gargalos de forma recorrente;
Priorizar problemas com maior impacto;
Testar soluções de forma ágil;
Acompanhar os resultados dessas mudanças.
Uma forma simples de colocar isso em prática é trabalhar com ciclos curtos, incluindo análises frequentes de indicadores, ajustes rápidos e revisões periódicas.
Pequenas melhorias também contam. Reduções aparentemente modestas, como 5% no tempo de um processo, podem gerar um impacto relevante quando acumuladas ao longo de toda a operação.
A falta de integração entre áreas costuma ser uma das principais fontes de ineficiência. Quando cada setor trabalha de forma isolada, problemas como retrabalho, inconsistência de informações e atrasos acabam se tornando frequentes.
Um exemplo comum: quando o financeiro não tem visibilidade sobre as compras, o controle de custos perde precisão.
Para evitar esse tipo de situação, é importante incentivar a integração entre sistemas, compartilhamento de informações e alinhamento de metas entre áreas.
Para entender e controlar bem os custos, busque visibilidade sobre onde a empresa está gastando, quais áreas concentram os maiores custos e onde existem desperdícios.
A partir daí, entram as ações práticas, como revisar contratos, eliminar despesas desnecessárias e melhorar a alocação de recursos.
Leia mais em Redução de custos nas empresas: 10 estratégias e como medir a eficiência delas
Quando as informações ficam dispersas entre sistemas, planilhas ou diferentes áreas, o gestor perde a capacidade de ter uma leitura clara da operação.
Isso dificulta a identificação de gargalos, o controle de custos e a tomada de decisões com base em dados confiáveis.
Por esse motivo, centralizar a gestão deixa de ser apenas uma melhoria e passa a ser um passo essencial.
Na prática, o gestor deve:
Reunir informações em uma única plataforma ou ambiente;
Garantir que os dados estejam atualizados em tempo real;
Padronizar a forma de registro das informações;
Reduzir a dependência de controles paralelos, como planilhas isoladas.
Com essa estrutura, a operação ganha mais fluidez, com um acompanhamento mais ágil dos indicadores e maior transparência entre áreas. Até porque:
“Muitas vezes, a falta de avanço não é por resistência, mas porque a gestão depende de outra área interna responsável.” - Luiz Moura - cofundador e Diretor de Negócios da VOLL
Alguns dos principais indicadores de eficiência operacional são:
Fórmula da eficiência operacional;
ROI (Retorno sobre investimento);
Tempo de ciclo (Cycle Time);
Custo por unidade;
Taxa de retrabalho;
Taxa de utilização de recursos;
Lead time;
OEE (Eficiência global de equipamentos);
SLA e cumprimento de prazos;
Índice de desperdício.
Veja o que são e como fazer o cálculo, e confira outros indicadores de qualidade:
Para calcular a eficiência operacional, você divide o valor do Output pelo valor do Input, obtendo um número que indica quanto de resultado cada unidade de recurso gera. Use a fórmula:
Eficiência operacional = Output (resultado gerado) ÷ Input (recursos utilizados)
Na prática:
Output: tudo o que a empresa entrega (produtos, serviços, receita, atendimentos)
Input: todos os recursos utilizados para gerar esse resultado (tempo, dinheiro, equipe, tecnologia)
Quanto maior o resultado com menos recursos, maior tende a ser a eficiência.
Por exemplo, imagine que uma equipe de suporte atende 500 clientes (Output) em 100 horas de trabalho (Input). Isso fica:
Eficiência operacional: 500/100 = 5
Ainda assim, essa fórmula não dá conta de toda a complexidade da operação. Isso porque fatores como tempo, qualidade, custos indiretos, retrabalho e uso de recursos também influenciam diretamente o desempenho.
Por isso, o ideal é complementar essa visão com indicadores mais específicos, como os abaixo.
O ROI mede o retorno obtido a partir de um investimento, ajudando a avaliar se iniciativas, como contratação, tecnologia ou fornecedores, estão gerando valor.
Para calcular, você deve subtrair o valor total investido do ganho obtido no projeto para encontrar o lucro líquido (ou prejuízo) da operação. Depois, você divide esse resultado pelo valor do investimento inicial, o que mostrará qual foi o retorno.
Fórmula:
ROI = (Ganho obtido – Investimento) ÷ Investimento
Um ROI positivo indica geração de valor, enquanto um ROI negativo indica prejuízo.
O tempo de ciclo mostra quanto tempo um processo leva para ser concluído, do início ao fim da execução.
Para chegar a esse indicador de eficiência, divida o tempo total disponível para produção pela quantidade de unidades entregues ou processadas nesse mesmo intervalo.
A fórmula é:
Tempo de ciclo = Tempo total do processo ÷ número de entregas
Por exemplo, se uma máquina opera por 400 minutos e produz 100 itens, o tempo de ciclo é de 4 minutos por peça.
Processos mais ágeis tendem a ser mais eficientes. Acompanhar este indicador ajuda a identificar gargalos e aumentar a capacidade de entrega.
Esse indicador revela quanto custa produzir cada unidade de produto ou serviço, ajudando a identificar desperdícios e a melhorar as margens ao longo do tempo.
O cálculo do custo por unidade é feito dividindo-se a soma de todos os gastos envolvidos na fabricação, como matéria-prima, mão de obra e custos fixos, pelo número total de itens produzidos em um período específico.
A fórmula é:
Custo por unidade = Custo total ÷ quantidade produzida
Imagine que uma empresa produziu 1.000 unidades de um produto e teve os seguintes custos:
Custo total = R$ 20.000
Agora, aplicando a fórmula:
Custo por unidade = Custo total ÷ Quantidade produzida
Custo por unidade = 20.000 ÷ 1.000 = R$ 20 por unidade
O retrabalho é um dos principais sinais de ineficiência. Esse indicador mostra quantas atividades precisam ser refeitas, apontando falhas em processos, comunicação ou treinamento.
Para chegar a esse indicador, divida o número de unidades que apresentaram defeitos e precisaram ser corrigidas pelo total de unidades produzidas no mesmo período. Multiplique o resultado por 100 para obter a porcentagem.
Fórmula:
Taxa de retrabalho = (Quantidade de retrabalho ÷ total de atividades) × 100
Por exemplo, se em um lote de 500 peças, 25 precisaram voltar para a linha de produção para ajustes, sua taxa de retrabalho é de 5%.
Indica o quanto da capacidade disponível está sendo aproveitada. Uma taxa muito baixa pode indicar ociosidade, mas muito alta pode sinalizar sobrecarga.
Fórmula:
Utilização = (Capacidade utilizada ÷ capacidade total) × 100
O lead time mede o tempo total entre o início e a entrega final de um processo.
Para entender qual o lead time da sua empresa, subtraia a data em que o pedido foi realizado pelo cliente da data em que o produto foi efetivamente entregue
Fórmula:
Lead time = Data de término − Data de início
Por exemplo, se um cliente faz uma compra no dia 1º e recebe o item no dia 10, o Lead Time é de 9 dias.
Mais comum em ambientes industriais, o OEE avalia o desempenho de máquinas e equipamentos, ajudando a identificar perdas operacionais.
A fórmula é:
OEE = Disponibilidade (%) × Desempenho (%) × Qualidade (%)
Para calcular, multiplique três os três fatores centrais desse indicador: Disponibilidade, Performance e Qualidade.
Disponibilidade: mede o tempo que a máquina realmente funcionou em relação ao tempo que estava planejada para rodar;
Performance: compara a velocidade real de produção com a capacidade máxima teórica;
Qualidade: verifica quantas peças boas foram geradas em relação ao total produzido.
Então, se uma máquina teve 90% de disponibilidade, 90% de performance e 95% de qualidade, o OEE final será de aproximadamente 77%.
Esse indicador mede o nível de cumprimento dos acordos de serviço (SLA), refletindo a consistência da operação e impactando diretamente a experiência do cliente.
Fórmula:
SLA = (Entregas no prazo ÷ total de entregas) × 100
Esse indicador mostra o quanto de recursos está sendo perdido ao longo da operação, seja em tempo, materiais ou dinheiro.
Fórmula:
Desperdício = (Recursos perdidos ÷ recursos totais) × 100
Acompanhar esse índice ajuda a identificar onde estão os principais desvios e oportunidades de melhoria, especialmente em processos que aparentam estar funcionando bem, mas ainda escondem ineficiências.
Um dos equívocos mais frequentes é tratar a eficiência como uma ação pontual, quando, na prática, ela depende de uma visão mais ampla da operação, consistência na execução e decisões orientadas por dados.
Entre os erros mais comuns, destacam-se:
Focar apenas na redução de custos: eficiência não significa simplesmente gastar menos, mas usar melhor os recursos disponíveis. Cortes indiscriminados podem comprometer a operação e gerar efeitos negativos no médio prazo;
Ignorar a qualidade da entrega: priorizar apenas velocidade ou volume, deixando a qualidade em segundo plano, costuma resultar em retrabalho e insatisfação do cliente;
Não medir corretamente a operação: sem os indicadores adequados, a gestão passa a se basear em percepção. Isso atrasa a identificação de falhas e dificulta ajustes mais precisos;
Não padronizar processos: quando cada pessoa executa uma mesma tarefa de forma diferente, a operação perde consistência e se torna mais suscetível a erros;
Não envolver a equipe no processo: quem está na rotina operacional geralmente tem uma visão mais clara dos gargalos. Ignorar esse conhecimento limita o potencial de melhoria;
Tentar resolver tudo ao mesmo tempo: buscar eficiência em todas as frentes simultaneamente tende a gerar dispersão. O mais efetivo é priorizar os processos críticos e os gargalos com maior impacto.
A eficiência operacional está diretamente ligada a controle, visibilidade e padronização.
No contexto de viagens, mobilidade e despesas corporativas, esses elementos muitas vezes aparecem de forma fragmentada, o que acaba gerando desperdícios, retrabalho e pouca previsibilidade.
A VOLL, maior agência de viagens corporativas digital da América Latina, oferece uma plataforma completa para centralizar, automatizar e otimizar toda essa gestão em um único ambiente.
A VOLL impulsiona a eficiência operacional das empresas ao substituir múltiplos sistemas fragmentados e processos manuais exaustivos por uma plataforma digital centralizada que consolida toda a jornada de viagens, mobilidade urbana e gestão de despesas.
Fatura única mensal: a plataforma elimina o trabalho de conciliar dezenas de contratos, recibos pulverizados e boletos de múltiplos fornecedores (como diferentes aplicativos de transporte, cooperativas de táxi e hotéis). Todos os serviços consumidos pelos colaboradores em viagens e deslocamentos são consolidados em uma única fatura ao final do mês;
Integração nativa e sincronização com ERPs: para acabar com o gargalo do lançamento manual de despesas, a VOLL disponibiliza uma API completa que se integra de maneira nativa aos maiores sistemas contábeis e financeiros do mercado, como SAP, TOTVS, Oracle, entre outros;
Automação de reembolsos: a plataforma utiliza a tecnologia OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres) para extrair os dados dos recibos instantaneamente através da câmera do celular e fazer reembolso corporativo automático, de acordo com a política que você configura na plataforma;
Agentes autônomos de Inteligência Artificial: o VOLL Smart Hub delega tarefas altamente repetitivas para robôs que trabalham ininterruptamente. A inteligência artificial audita 100% dos comprovantes de despesas e prestações de contas em tempo real, detectando fraudes ou anomalias sistêmicas;
Governança parametrizada: políticas e limites da empresa são configurados diretamente na interface da plataforma, fazendo com que as regras sejam aplicadas de forma automática em todas as buscas e pagamentos.
O resultado é redução de retrabalho e mais espaço para o time focar em atividades estratégicas.
Outro ponto relevante é o suporte especializado oferecido pela VOLL, que ajuda o gestor a evoluir continuamente a operação.
Esse apoio inclui atendimento consultivo, identificação de oportunidades de melhoria e suporte na otimização do programa de viagens.
Ao longo de todo esse conteúdo, ficou claro que eficiência operacional passa pela capacidade de integrar processos, dados e decisões. Reunindo tudo isso em uma única plataforma, a VOLL reduz ineficiências estruturais e contribui para uma operação mais ágil, controlada e escalável.
Preencha o formulário abaixo e nossa equipe entrará em contato em alguns minutos. Reduza custos com viagens corporativas com retornos comprovados.
Se você deseja ver como funciona na prática, fale agora com um especialista e agende uma demonstração gratuita.
Confira mais sobre o assunto.
Eficiência operacional é a capacidade de gerar melhores resultados com o menor uso possível de recursos.
Na prática, isso significa produzir mais (ou melhor), gastando menos tempo, dinheiro e esforço, sem comprometer a qualidade da entrega. Empresas eficientes conseguem equilibrar custo, tempo e qualidade de forma estratégica.
Eficiência operacional = Output ÷ Input
Output representa o resultado gerado (produção, receita, entregas);
Input representa os recursos utilizados (tempo, custo, equipe).
Quanto maior o resultado com menos recursos, maior a eficiência.
Produtividade mede o volume produzido, enquanto eficiência mede a qualidade do uso dos recursos para gerar esse volume.
Uma empresa pode ser produtiva (produzir muito), mas ineficiente (com alto custo ou desperdício). O ideal é combinar alta produtividade com alta eficiência.
Eficácia é alcançar o resultado esperado, enquanto eficiência é alcançar esse resultado da melhor forma possível, utilizando menos recursos.
Por exemplo, uma empresa eficaz cumpre suas metas. Já uma empresa eficiente cumpre essas metas com menor custo, menos tempo e menos desperdício.
Os principais indicadores incluem:
ROI (retorno sobre investimento);
Tempo de ciclo;
Lead time;
Custo por unidade;
Taxa de retrabalho;
Utilização de recursos;
SLA (cumprimento de prazos);
Índice de desperdício.
Mapear processos e identificar desperdícios;
Automatizar tarefas repetitivas;
Padronizar fluxos de trabalho;
Melhorar a visibilidade de dados;
Acompanhar indicadores com frequência.