Gestão de viagens corporativas

Como organizar agendas para viagens corporativas mais produtivas

A falta de critério na montagem da agenda compromete a produtividade, gera custos adicionais e torna a viagem corporativa menos eficiente.



Como organizar agendas para viagens corporativas mais produtivas
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Viagens corporativas fazem parte da rotina de muitas empresas, mas nem sempre são planejadas com foco em produtividade. Em muitos casos, o deslocamento acontece, as reuniões ocorrem, mas o aproveitamento do tempo fica aquém do esperado. Janelas longas sem compromissos, reuniões espalhadas ao longo do dia e agendas pouco coordenadas acabam transformando a viagem em um período de baixa eficiência.

Esse tipo de agenda mal distribuída afeta diretamente o viajante corporativo, que passa mais tempo em deslocamentos, esperas ou períodos ociosos do que em atividades produtivas. Ao mesmo tempo, impacta o orçamento da empresa, com diárias extras, custos adicionais de transporte e aumento do custo total por viagem.

Organizar melhor a agenda não é apenas uma questão de conforto ou conveniência. Trata-se de uma decisão estratégica dentro da gestão de viagens corporativas, capaz de reduzir desperdícios de tempo, melhorar a experiência do colaborador e tornar cada deslocamento mais eficiente para o negócio.

Como o excesso de janelas vazias impacta a produtividade da viagem

Janelas longas sem compromissos são um dos principais fatores de perda de produtividade em viagens corporativas. Elas surgem quando reuniões são marcadas com grandes intervalos entre si ou quando a agenda não considera deslocamentos, horários de pico e a lógica geográfica da cidade visitada.

Na prática, essas janelas geram alguns efeitos claros:

  • Tempo ocioso improdutivo: O viajante fica preso a períodos de espera que dificilmente são aproveitados de forma eficiente fora do ambiente de trabalho habitual.

  • Extensão desnecessária da estadia: Compromissos mal distribuídos podem exigir mais pernoites do que o necessário.

  • Cansaço acumulado: A alternância entre picos de atividade e longas esperas aumenta a fadiga e reduz a qualidade das reuniões seguintes.

  • Dificuldade de encaixar novos compromissos: Janelas mal posicionadas impedem ajustes rápidos ou inclusão de reuniões adicionais.

  • Perda de previsibilidade: O gestor passa a lidar com viagens mais longas e menos eficientes, sem clareza sobre o real aproveitamento do deslocamento.

Reduzir essas janelas passa por olhar a agenda como parte da estratégia da viagem, e não apenas como uma lista de compromissos.

Por que reuniões mal agrupadas reduzem o aproveitamento da viagem

Mesmo quando a agenda está cheia, a produtividade pode ser baixa se as reuniões não forem bem agrupadas. Compromissos marcados em horários dispersos ou em regiões distantes da cidade obrigam o viajante a fazer múltiplos deslocamentos ao longo do dia, o que acaba desperdiçando tempo que poderia ser usado de forma mais estratégica.

Esse problema costuma aparecer em viagens com agendas montadas de forma reativa, à medida que reuniões vão sendo confirmadas, sem uma visão consolidada do dia. Alguns impactos comuns são:

  • Deslocamentos repetidos e desnecessários: Ir e voltar entre regiões diferentes aumenta o tempo em trânsito e reduz o foco.

  • Reuniões encurtadas ou atrasadas: Trânsito e imprevistos comprometem a qualidade dos encontros.

  • Dificuldade de encaixar prioridades: Compromissos estratégicos acabam espremidos entre reuniões menos relevantes.

  • Maior desgaste físico e mental: A soma de deslocamentos longos ao longo do dia afeta concentração e tomada de decisão.

Agrupar reuniões por período e localização ajuda a transformar a viagem em uma agenda mais coesa, com menos interrupções e melhor uso do tempo.

Quais são os impactos no custo da viagem

Agendas pouco eficientes não afetam apenas a produtividade do viajante: elas também elevam o custo total da viagem de forma silenciosa. Cada janela vazia, deslocamento extra ou reunião mal posicionada tende a se traduzir em mais gastos e, consequentemente, em um menor retorno sobre o investimento do deslocamento.

Alguns impactos financeiros comuns das agendas mal distribuídas são:

  • Aumento de diárias e pernoites: Compromissos espalhados ao longo dos dias estendem a estadia além do necessário.

  • Custos adicionais de transporte: Mais deslocamentos ao longo do dia significam mais gastos com táxi, aplicativos ou diária de aluguel de carro.

  • Menor flexibilidade tarifária: Viagens mais longas reduzem a chance de aproveitar tarifas melhores ou horários mais econômicos.

  • Custo por reunião mais elevado: Quando o tempo produtivo é diluído, o valor gasto por compromisso realizado aumenta.

  • Uso ineficiente do tempo do colaborador: Horas improdutivas fora do escritório representam um custo indireto relevante para a empresa.

Ao analisar o custo por viagem, o gestor passa a perceber que a agenda é um dos principais fatores de eficiência financeira do programa de viagens.

Como organizar a agenda visando maior produtividade

Para evitar muitas horas improdutivas, a agenda precisa ser pensada antes da emissão da viagem, com critérios claros que orientem a distribuição dos compromissos. Esse planejamento é fundamental para reduzir deslocamentos desnecessários, encurtar a estadia e melhorar o aproveitamento do tempo fora do escritório.

Alguns critérios para a organização da agenda costumam funcionar bem na prática:

  • Agrupamento por praça: Priorizar reuniões na mesma cidade ou região no mesmo dia, evitando idas e vindas entre bairros distantes.

  • Proximidade geográfica: Organizar compromissos considerando tempo real de deslocamento, trânsito e acesso entre locais.

  • Janela mínima entre reuniões: Reservar intervalos realistas apenas para deslocamento e eventuais atrasos, sem criar períodos longos de espera.

  • Prioridade do objetivo da viagem: Definir quais reuniões justificam o deslocamento e quais podem ser encaixadas de forma secundária.

  • Concentração por período do dia: Sempre que possível, concentrar reuniões pela manhã ou à tarde, liberando mais horas livres durante um mesmo período do dia.

  • Revisão antes da emissão: Validar a agenda final antes de confirmar passagens e hospedagem, evitando ajustes posteriores.

Esse tipo de organização ajuda o gestor a tomar decisões mais racionais sobre datas, horários e duração da viagem, além de facilitar o alinhamento com o viajante sobre expectativas e prioridades.

Como medir a eficiência da agenda estabelecida

Depois de organizar a agenda da viagem, é fundamental avaliar se essa estrutura está, de fato, gerando ganhos de produtividade e controle de custos. Medir a eficiência da agenda ajuda o gestor a identificar padrões, corrigir excessos e ajustar critérios para viagens futuras.

Alguns indicadores simples ajudam nessa análise:

  • Tempo produtivo x tempo total da viagem: Avalia quanto do período fora do escritório foi efetivamente dedicado a reuniões e atividades previstas.

  • Número de reuniões por dia de viagem: Mostra se os compromissos estão bem concentrados ou excessivamente diluídos.

  • Quantidade de pernoites por agenda realizada: Ajuda a identificar estadias mais longas do que o necessário.

  • Custo por reunião ou compromisso: Relaciona o investimento total da viagem com o número de encontros realizados.

  • Volume de janelas vazias: Mede períodos ociosos entre compromissos e aponta oportunidades de compactação da agenda.

  • Alterações após a emissão: Indica se a agenda foi validada antes da compra ou se ajustes frequentes estão gerando ineficiência.

Esses dados permitem comparar viagens semelhantes, ajustar critérios de organização e apoiar decisões mais racionais sobre datas, duração e necessidade do deslocamento. Com o tempo, a agenda deixa de ser apenas operacional e passa a ser um instrumento de eficiência dentro da gestão de viagens corporativas.

Leia nosso artigo completo sobre indicadores de produtividade em viagens corporativas.

Como a VOLL ajuda a garantir produtividade nas viagens corporativas

A VOLL é a maior agência de viagens corporativas digital da América Latina e já ajudou diversas grandes empresas como Itaú, Nubank, Ifood, Afya e outras centenas a amadurecer programas de viagens, tornando as agendas mais produtivas e alinhadas aos objetivos de negócio.

Ao centralizar informações de viagens em uma plataforma integrada, a VOLL permite que o gestor visualize com mais clareza o impacto da agenda antes mesmo da emissão e, assim, facilita a escolha de datas, horários e duração da viagem, reduzindo janelas vazias, pernoites desnecessários e ajustes posteriores que encarecem o deslocamento.

A plataforma oferece ainda dados históricos que ajudam a comparar viagens semelhantes, identificar padrões de baixa produtividade e ajustar critérios de organização da agenda ao longo do tempo. Com essa visibilidade, a agenda deixa de ser apenas uma lista de compromissos e passa a fazer parte da estratégia de eficiência do programa de viagens corporativas.

Além disso, a VOLL conta com uma IA própria que está sempre evoluindo para atender às necessidades dos clientes e também se diferencia por seu atendimento consultivo, formado por especialistas que ajudam empresas a transformarem tempo em resultado, reduzindo desperdícios, melhorando a experiência do viajante corporativo e trazendo mais previsibilidade para o custo por viagem.

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