Clareza sobre o papel do gestor e do programa de viagens: de área operacional a pilar estratégico
Entenda o papel estratégico do gestor e do programa de viagens corporativas e como transformar a área de operacional em pilar do negócio.
Apesar de movimentar orçamentos relevantes, impactar diretamente a produtividade dos colaboradores e envolver riscos financeiros e de compliance, a área da gestão de viagens ainda é percebida como um apoio operacional, acionado apenas quando algo dá errado ou quando uma viagem precisa ser viabilizada com urgência.
Há uma contradição aqui: como uma área que movimenta milhões de reais e impacta diretamente a produtividade e a segurança dos colaboradores pode ter tão pouco reconhecimento estratégico?
Esse cenário nasce da falta de clareza sobre o papel do programa de viagens corporativas e, principalmente, sobre a atuação do gestor de viagens. Quando esses papéis não estão bem definidos, a área tende a ser absorvida pela execução, perdendo força estratégica e relevância junto à liderança.
Se você quer deixar de ser visto como um "resolvedor de problemas" e passar a ser um parceiro estratégico do negócio, este artigo é para você. Siga a leitura!
A evolução da gestão de viagens corporativas nas empresas
Historicamente, as viagens corporativas surgiram como uma necessidade administrativa. O foco estava em viabilizar deslocamentos: comprar passagens, reservar hotéis e garantir que o colaborador chegasse ao destino. A gestão, quando existia, limitava-se a regras básicas e controles manuais.
Com o crescimento das empresas, a expansão geográfica e o aumento da mobilidade dos times, os custos de viagens passaram a representar uma parcela significativa das despesas. Ainda assim, o papel estratégico da área demorou a ser reconhecido.
Hoje, em muitas organizações, viagens corporativas costumam estar entre as categorias de maiores custos. Mesmo assim, o gestor de viagens continua sendo visto, em muitos casos, como um executor, e não como um tomador de decisão.
Além do custo direto, as viagens corporativas impactam:
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Produtividade dos colaboradores
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Segurança e bem-estar dos viajantes
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Cumprimento de políticas internas
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Riscos trabalhistas e jurídicos
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Indicadores financeiros e previsibilidade orçamentária
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Estratégias de crescimento e expansão
O que é, de fato, o programa de viagens corporativas?
Um programa de viagens não se resume a um contrato com uma agência ou a uma ferramenta de reserva. Ele é um ecossistema vivo composto por políticas, processos, tecnologia, dados e governança.
Diferente de uma simples transação de reserva, o programa de viagens atua como um instrumento de decisão estratégica que impacta quatro pilares fundamentais:
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Estratégia financeira: visibilidade total de gastos e previsibilidade de budget (forecast).
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Compliance e governança: redução de riscos jurídicos, fiscais e trabalhistas.
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Experiência do colaborador: retenção de talentos através de uma mobilidade eficiente e segura.
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Sustentabilidade (ESG): monitoramento da pegada de carbono e escolhas conscientes de transporte.
O programa de viagens é guiado pela política de viagens. Esse documento define todas as diretrizes relacionadas ao programa, como quem pode viajar, em quais condições, com quais fornecedores, dentro de quais limites de custo e quais exceções são permitidas.
Mais do que um conjunto de regras, a política reflete as prioridades da empresa e orienta o comportamento dos viajantes.
O papel do gestor de viagens corporativas: uma função estratégica
A figura do gestor de viagens é central para o sucesso do programa, mas seu papel ainda é frequentemente mal interpretado.
Emitir passagens ou reservar hotéis manualmente, atuar como um SAC interno para resolver dúvidas que deveriam estar na política e apagar incêndios operacionais de última hora NÃO fazem parte do seu papel, e drenam seu tempo.
Mas, em muitas empresas, a falta de tecnologia, processos maduros ou parceiros especializados faz com que o gestor de viagens assuma essas tarefas operacionais.
Isso cria um ciclo perigoso: menos tempo para análise e planejamento 🠒 mais atuação reativa 🠒 menor visibilidade estratégica 🠒 reforço da percepção operacional da área.
No cenário ideal, o verdadeiro papel do gestor de viagens é:
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Planejar a estratégia de mobilidade da empresa;
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Definir regras alinhadas aos objetivos do negócio;
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Analisar dados e propor melhorias, garantindo que as diretrizes acompanhem a realidade do mercado e da empresa;
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Atuar preventivamente na gestão de riscos;
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Transformar números em insights que gerem economia e eficiência;
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Gerir o relacionamento com fornecedores para obter o melhor custo-benefício;
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Equilibrar custo, experiência e compliance.
Esse profissional precisa ter visão analítica, capacidade de negociação e habilidade de comunicação com diferentes níveis da organização.
Leia mais: A importância da capacitação contínua de gestores de viagens corporativas
Gestão, execução e controle: separando responsabilidades para ganhar eficiência
A confusão entre esses três pilares é o que mais enfraquece a autoridade de um gestor. Se você centraliza tudo, acaba sobrecarregado e incapaz de pensar estrategicamente.
Gestão: onde as decisões são tomadas
A gestão envolve:
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Planejamento estratégico;
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Definição de indicadores;
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Revisão de políticas;
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Avaliação de fornecedores;
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Tomada de decisão baseada em dados.
Sem esse nível, o programa se torna reativo.
Execução: onde a viagem acontece
A execução inclui:
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Emissão de passagens;
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Reservas de hotéis e transportes;
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Atendimento ao viajante;
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Operação das ferramentas.
Esse nível deve ser automatizado e suportado por parceiros especializados. Então, é aqui que entram as TMCs, agências e plataformas. A tecnologia deve trabalhar para você, não o contrário.
Controle: onde o programa é sustentado
O controle garante:
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Aderência à política;
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Identificação de desvios;
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Monitoramento de gastos;
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Relatórios gerenciais.
Ferramentas e parceiros com atuação 360º apoiam e automatizam essa frente, gerando relatórios e insights em tempo real.
Viagens corporativas como área transversal
As viagens corporativas se relacionam com quase todos os departamentos. Para ganhar relevância, o gestor precisa criar relacionamento e falar a língua de seus pares:
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Financeiro: a gestão de viagens impacta orçamento, forecast de despesas, controle de gastos, análises de custo e ROI. Fale sobre savings, otimização de fluxo de caixa e aderência ao orçamento.
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Recursos Humanos: viagens influenciam experiência do colaborador, bem-estar, segurança, e mobilidade interna. Aborde duty of care e retenção de talentos.
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Compras: compras e viagens precisam caminhar juntas em negociações, contratos, estratégias de saving e consolidação de volumes. Foque em SLAs, contratos estratégicos e gestão de fornecedores.
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Compliance e ESG: viagens corporativas também estão diretamente ligadas a cumprimento de normas internas, riscos trabalhistas, sustentabilidade e responsabilidade corporativa. Fale sobre conformidade, redução de impacto ambiental e gestão de riscos.
Leia mais: Playbook de relacionamento com stakeholders para um programa de viagens de sucesso
Relacionamento com a diretoria: como mudar a percepção sobre a área
Para conquistar espaço estratégico, o gestor de viagens precisa mudar a forma como se comunica com a liderança.
Em vez de levar apenas problemas, o gestor deve apresentar cenários e soluções que conectem as viagens aos objetivos globais do negócio, como diagnósticos baseados em dados, cenários comparativos, impactos financeiros e operacionais e recomendações.
Alguns indicadores podem ter maior relevância, como:
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Custo médio por viagem;
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Taxa de aderência à política;
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Percentual de exceções;
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Economia gerada por negociação;
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Satisfação do viajante.
Leia mais: Como provar o valor das viagens corporativas e demonstrar resultados à diretoria
Como o gestor de viagens pode ganhar espaço estratégico?
O fortalecimento da área passa por atitudes práticas e consistentes. Mude a sua postura e a sua comunicação e siga as dicas a seguir:
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Troque a linguagem operacional pela de negócio: em vez de dizer "emitimos R$ 500 mil em passagens", diga: "Reduzimos em 12% o custo médio por viagem através da otimização da antecedência de compra, sem impactar o nível de serviço".
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Domine os dados: use dashboards em tempo real e identifique tendências de comportamento antes que elas virem um problema financeiro. Dados, quando bem apresentados, mostram evolução do programa, resultados alcançados, riscos evitados e oportunidades futuras.
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Seja protagonista: não espere ser cobrado por mudanças. Faça benchmarking, proponha novas tecnologias e revise a política de viagens anualmente.
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Escolha os parceiros certos: se você gasta boa parte do seu dia falando com a agência para resolver problemas de reserva, você tem o parceiro errado. O parceiro ideal escala sua operação para que você foque na estratégia. Isso também vale internamente: parcerias com financeiro, compras e RH aumentam a relevância da área e fortalecem sua atuação estratégica.
Evolua seu programa de viagens com a VOLL
Para que o gestor atue de forma verdadeiramente estratégica, é essencial contar com parceiros que sustentem a operação e forneçam dados confiáveis. No fim das contas, a tecnologia é o meio que viabiliza o objetivo final: a estratégia.
É exatamente nesse ponto que a VOLL atua, funcionando como o braço tecnológico que libera o gestor da carga operacional.
A VOLL é a maior agência de viagens corporativas digital da América Latina e, por meio de tecnologia própria e exclusiva, centraliza a gestão de viagens e automatiza processos operacionais, garantindo total visibilidade, controle e acesso a dados acionáveis.
Ao centralizar informações, automatizar a execução e oferecer visibilidade em tempo real, a VOLL permite que você:
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Elimine tarefas manuais de conferência e reservas;
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Utilize dados confiáveis para negociar melhor com fornecedores;
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Garanta o compliance de forma automatizada, sem a necessidade de “policiar” cada viajante.
Com uma operação fluida e inteligente, você passa a ter tempo e ferramentas para posicionar a gestão de viagens como uma área estratégica e essencial para o sucesso da empresa.
Na prática, ao unir tecnologia, expertise de mercado e atendimento consultivo, a VOLL promove a profissionalização da gestão, eleva a maturidade do programa de viagens, fortalece a tomada de decisões estratégicas e assegura o alinhamento com os objetivos do negócio.
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